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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Para não virar lixo: Casa da Moeda começa a reciclar dinheiro físico e tranformar ele em sofá, cadeira e outros tipos de móveis

O Instituto Tran$forma implementou o projeto que captura as toneladas de cédulas descartadas por erros de impressão, corte ou outros defeitos

Para não virar lixo: Casa da Moeda começa a reciclar dinheiro físico e tranformar ele em sofá, cadeira e outros tipos de móveis
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O dinheiro físico, que de acordo com dados do Banco Central, está cada vez mais em desuso no país, está sendo reciclado pela Casa da Moeda, responsável pela imprensão das notas em circulação no Brasil, e virando sofá.

Isso mesmo, talvez agora mesmo você esteja sentado em um sófa feito de notas de dinheiro recicladas.

Isso ocorre por meio de uma parceria entre a Casa da Moeda com o Instituto Tran$forma, iniciativa da Equipa Group, que está transformando cédulas de real descartadas em matéria-prima para móveis, objetos de decoração e arte utilitária.

De acordo com a instituição, a iniciativa captura as toneladas de cédulas descartadas por erros de impressão, corte ou outros defeitos e as incorpora à cadeia produtiva de design e móveis elaborados com material reciclado. Estima-se que duzentas toneladas de cédulas são descartadas todos os anos pela Casa da Moeda.

“Vimos no resíduo uma oportunidade, não só de reduzir o impacto ambiental desses papéis, mas de criar produtos que tenham significado e propósito pedagógico”, explica Patrício Mariano Malvezzi, CEO da Equipa Group, fundador do Tran$forma. “É ensinar na prática, como colocar a economia circular em ação: prolongar o ciclo de vida de um material que, na ponta do processo, se tornaria lixo.”

Dinheiro que vira sofá para não virar lixo

A singularidade do projeto está na própria matéria-prima: o papel-moeda é fabricado com fibras de algodão e agentes químicos que conferem resistência e durabilidade superiores ao papel comum, qualidades que se traduzem em produtos robustos após sua transformação.

Entre as peças assinadas pelo Tran$forma estão cadeiras, pufes, mesas, esculturas e peças de decoração que carregam tanto valor estético quanto simbólico. Essa abordagem já rendeu parcerias com designers e ambientes de exposição como a Japan House São Paulo, além de inspirar outras iniciativas de ecodesign em escala nacional.

“Esta é uma solução que pode ultrapassar fronteiras. Queremos que outras empresas e países  vejam como é possível transformar resíduo em recurso sem abrir mão de design, com alto valor agregado e responsabilidade socioambiental”, ressalta Malvezzi.

De acordo com o Banco Central, no segundo semestre de 2025, as transações de pagamento continuaram apresentando crescimento, tanto em termos de quantidade de transações quanto de volume financeiro. Atingiu-se, nesse período, a totalidade de 78,4 bilhões de transações e montante financeiro de R$ 68,2 trilhões. Os dados representam um crescimento de 12,9% na quantidade de transações e de 14,1% no volume transacionado em comparação ao segundo semestre de 2024. 

Enquanto isso, os saques em moeda fisica (1,1 bilhões de transações), seguem em sua trajetória de queda, tendo se reduzido em 13,8% na quantidade de transações em relação ao mesmo semestre do ano anterior. Houve redução no número de transações tanto nos canais de agências e postos tradicionais (-17,9%), ATMs (-13,6%) e correspondentes bancários (-9,0), como nos postos de atendimento cooperativo (-27,1%).

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