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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Nomad fecha parceria com a Ripple e começa a usar stablecoins para fluxo de pagamentos entre EUA e Brasil

Fintech com mais de 3 milhões de clientes aposta em stablecoins para acelerar pagamentos internacionais e ampliar eficiência no câmbio

Nomad fecha parceria com a Ripple e começa a usar stablecoins para fluxo de pagamentos entre EUA e Brasil
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A Nomad, um dos principais bancos digitais do Brasil, está usando a stablecoin da Ripple, o RLUSD, para seu fluxo de câmbio entre EUA e Brasil. De acordo com informações compartilhadas com o Cointelegraph Braisl, a fintech nacional, que já tem mais de 3 milhões de clientes, usa a stablecoin dentro do sistema Ripple Payments.

Com a integração o Nomad passa a integrar o grande grupo de bancos do Brasil que já incorporaram stablecoins em seus negócios como Nubank, Genial (também com a Ripple), Rendimento, Itaú, entre outros.

A integração da Nomad com a Ripple começou no ano passado, Lucas Dib Anselmo, diretor de produtos da Nomad, destacou na época, em uma participação no Blockchain Conference Brasil, que as stablecoins são um caminho sem volta e não importa se o USDT é maior que o USDC ou se uma stablecoin vai ‘matar’.

O diretor explicou que o usuário circula entre diferentes sistemas e precisa de soluções que funcionem em qualquer ambiente. Esse público, cada vez maior, busca autonomia, rapidez e confiabilidade. E, justamente por isso, as stablecoins ganham espaço. Elas conseguem circular em vários ecossistemas e, ao mesmo tempo, oferecer previsibilidade de valor.

Anselmo lembrou que a base de tudo está nos provedores que constroem infraestrutura. Sem eles, nenhuma empresa entrega experiência satisfatória ao cliente. Ele citou um exemplo pessoal para mostrar a distância entre a tecnologia e o usuário comum.

Sua mãe, contou ele, não sabe o que é uma wallet e provavelmente não vai querer aprender. O que ela busca é apoio humano, alguém para ligar quando tiver dúvidas, alguém que ofereça segurança.

Stablecoin da Ripple

Por isso, ele afirma que o ecossistema precisa de camadas diferentes. Algumas pessoas querem autonomia total; outras querem suporte constante. E as empresas precisam atender esses dois perfis. Para muitos usuários, stablecoin é apenas uma forma de pagar e receber, sem precisar saber se o ativo é on-chain, custodiado ou processado em uma rede rápida. O que importa é que o pagamento funcione.

Mesmo com tantos avanços, ele alertou que o setor não pode ignorar desafios operacionais. Grandes empresas estão criando redes próprias, integrando sistemas e ampliando estruturas.

“O governo, por sua vez, ainda passa por um processo de amadurecimento. A preocupação inicial com riscos é natural, mas precisa ser superada para que o país avance. Ele afirma que o risco real está em não acompanhar a inovação”, disse.

De acordo com ele, para que mais companhias invistam no setor, é essencial reduzir barreiras e promover colaboração. Competir não basta. O ecossistema só cresce quando existe diálogo estruturado com reguladores, associações e outros agentes de mercado. Responsabilidade, segundo ele, significa participar do processo e ajudar a construir regras mais claras.


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