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Escrito por Walter Barros ⁠, Staff Writer.Revisado por Lucas Caram ⁠, Staff Editor.

Preso na Baixada Fluminense integrante do grupo do Faraó dos Bitcoins

Últimas NotíciasPublicadoAug 13, 2025

Thiago Julio Galdino teria participado de homicídios e tentativas de homicídio de concorrentes de Glaidson Acácio dos Santos.

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na última segunda-feira (11) Thiago Julio Gadelha, ligado a Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins. Thiago estava em um imóvel no bairro Parque São Bento, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Segundo a polícia, as investigações apontaram que Thiago fazia parte de um grupo envolvido em diversos delitos, desde crimes financeiros até crimes contra a vida. Segundo os agentes, o preso também é envolvido em homicídios e tentativas de homicídio, ocorridos em 2021 na Região dos Lagos, no estado do Rio, onde se concentravam as operações de Gaidson.

As vítimas, de acordo com o inquérito policial, eram concorrentes ou pessoas que pudessem representar ameaça à GAS Consultoria Bitcoin, empresa comandada pelo Faraó dos Bitcoins. Segundo a polícia, Thiago chegou a permanecer cerca de dois anos preso em razão desses homicídios, mas passou a responder em liberdade, até que, no mês passado, a Justiça expediu mandado de prisão preventiva, desta vez pelo crime de integrar organização criminosa, que foi cumprido nesta segunda.

O comunicado não detalhou quais os homicídios e tentativas de homicídio pesam contra Thiago, mas a prisão aconteceu menos de duas semanas após a Justiça decidir levar Glaidson e outros 11 réus a júri popular pelo assassinato de Wesley Pessano, de 19 anos, morto a tiros em 4 de agosto de 2021, em São Pedro da Aldeia, Região dos Lagos.

Em outubro de 2021, Glaidson também foi indiciado pela tentativa de assassinado de outro concorrente, Nilson Alves da Silva, o Nilsinho, que foi baleado no interior de uma BMW X6 avaliada em aproximadamente R$ 600.000 enquanto trafegava na Rua Maestro Braz Guimarães, em Cabo Frio, também na Região dos Lagos.

À frente da GAS Consultoria Bitcoin, Glaidson e sua mulher, a venezuelana Mirelis Zerpa, movimentaram cerca de R$ 38 bilhões em seis anos, atraindo clientes de diversas regiões do Brasil sob a promessa de rendimentos de 10% ao mês mediante investimentos em criptomoedas, mas a empresa sequer possuía registro junto aos órgãos regulatórios para operar no mercado financeiro. Glaidson está preso desde agosto de 2021, quando foi deflagrada a Operação Kryptos, que desmantelou o esquema.

No final de junho deste ano, a Polícia Federal prendeu Mirelis Zerpa, que foi deportada dos Estados Unidos, onde estava presa desde janeiro de 2024, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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