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Escrito por Walter Barrosstaff writerRevisado por Lucas Caramstaff editor

Do ChatGPT ao WhatsApp: Brasil estipula idades mínimas em ambiente digital

Últimas NotíciasPublicado11 de nov. de 2025

Governo prepara Guia de Classificação indicativa, estipulando faixas etárias para diferentes casos de uso no ambiente digital.

from-chatgpt-to-whatsapp-brazil-establishes-minimum-ages-in-the-digital-environment

Resumo da notícia:

  • Guia da Classificação Indicativa deve englobar “interatividade”, focado no ambiente digital.
  • Apps como WhatsApp devem ser liberados a partir de 12 anos, com anuência dos responsáveis.
  • ChatGPT e outros chatbots devem ser liberados a partir dos 14 anos.
  • Bets: só a partir de 18 anos, segundo a reportagem.

O governo deve anunciar na próxima semana as faixas etárias mínimas para o ambiente digital no Brasil, como aplicativos de mensagens e interações com chatbots de inteligência artificial (IA).

De acordo com informações do UOL, o Ministério da Justiça (MJSP) prepara uma nova edição do Guia da Classificação Indicativa, que engloba, além dos eixos voltados a produtores de conteúdo, um novo ponto de análise, chamado “interatividade”, voltado a IA, redes sociais e aplicativos.

Na prática, a nova versão do Guia da Classificação Indicativa é uma normatização infralegal da Lei 15.211/25, a “Lei da Adultização”, sancionada em setembro desse ano pelo presidente Lula e criando o "ECA Digital" para proteger crianças e adolescentes contra a exposição indevida e exploração no ambiente online.

Segundo a reportagem, as diretrizes, previstas para entrarem em vigor em março de 2026, estabelecem as seguintes recomendações etárias:

  • A partir de 12 anos: aplicativos de mensagens, como WhatsApp, desde as funções sejam autorizadas pelos pais e que haja verificação etária. O que significa a liberação, desde que os pais ou responsáveis tenham controle dos aspectos de uso.
  • A partir de 14 anos: lojas para compra ou troca de produtos ou serviços, em real, APPs de troca de mensagem em geral e chabots de IA, como ChatGPT. O que representa a liberação de marketplaces, lojas de aplicativos e jogos, com exceção dos games que vendem vantagem, serviços ou usem criptomoedas).
  • A partir de 16 anos: plataformas com mecanismos de coleta e compartilhamento de dados, APPs com compartilhamento de geolocalização com terceiros que não sejam adultos responsáveis, serviços com algoritmos de distribuição de conteúdo, de alteração de características faciais ou corporais e produtos que reforcem engajamento contínuo.
  • A partir de 18 anos: ferramentas de manipulação de imagem e som para geração de conteúdo sintético, plataformas de apostas on-line (bets), Apps de relacionamento, serviços de caixas de recompensa (loot boxes), plataformas de venda de conteúdo adulto.
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Lei da Adultização

Publicada em edição extra do Diário Oficial da União de 17 de setembro, a nova lei estabelece obrigações para aplicativos, jogos eletrônicos, redes sociais e serviços digitais, como verificação de idade confiável, ferramentas de supervisão familiar, remoção de conteúdos relacionados a abuso ou exploração infantil e regras para tratamento de dados e publicidade voltada a menor, de acordo com informações da Agência Câmara de Notícias.

As plataformas que não cumprirem as determinações poderão, entre outras penalidades, receber multas de R$ 10 por usuário até R$ 50 milhões por infração . A nova lei – conhecida como ECA Digital, em alusão ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – tem origem no Projeto de Lei 2628/22, do Senado, aprovado pelos deputados e pelos senadores em agosto.

Uma das novidades da lei é a previsão de que fiscalização e punição sejam feitas por uma autoridade nacional autônoma, entidade da administração pública que será responsável por zelar, editar regulamentos e procedimentos e fiscalizar o cumprimento da nova legislação por parte das empresas de tecnologias digitais, incluindo redes sociais.

A Medida Provisória (MP) 1317/25, também editada no dia 17 de setembro, transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em agência reguladora com novas competências para o acompanhamento, a fiscalização e a sanção sobre as obrigações previstas na nova legislação.

Apesar da normatização, o país amarga a 60ª colocação em difusão de IA segundo a Microsoft, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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