Confira as novidades do mercado cripto nesta semana.
Avanço da Trexx
A organização internacional de esports Elevate anunciou a ampliação de suas operações no Brasil e lançou um hub oficial de comunidade dentro da plataforma Trexx Club. A iniciativa busca transformar a base de fãs da equipe no país em uma comunidade ativa por meio de missões, conteúdos exclusivos e recompensas.
Dentro da plataforma, torcedores poderão completar missões relacionadas ao calendário competitivo e trocar pontos por benefícios como produtos autografados, descontos e experiências exclusivas. Para a Trexx, a parceria reflete uma tendência de profissionalização das comunidades gamer, nas quais fidelização e engajamento passam a funcionar como infraestrutura de crescimento para equipes de esports.
Outset PR índice OMI
A Outset PR anunciou o lançamento do Outset Media Index (OMI), plataforma analítica criada para comparar o desempenho de veículos de mídia. O índice monitora mais de 340 publicações de cripto, finanças, tecnologia, games e notícias gerais, usando 37 métricas proprietárias que analisam audiência, engajamento, distribuição de conteúdo e facilidade de colaboração editorial.
Entre os indicadores estão métricas como Unique Score, que mede alcance de audiência, e Composite Score, que avalia tendências de crescimento ou queda de tráfego. Já o Reading Behavior mostra o nível de interação dos leitores com o conteúdo e o indicador Reprints identifica onde artigos são republicados, revelando quais sites funcionam como hubs de distribuição.
O lançamento ocorre em meio à pressão financeira sobre o setor de mídia global, marcado por demissões em empresas como Washington Post, Vice e BuzzFeed. Segundo o fundador Mike Ermolaev, o objetivo do OMI é oferecer benchmarking mais transparente, ajudando anunciantes, agências e publishers a entender quais veículos realmente mantêm atenção do público.
Mova Protocol capta US$ 2 milhões
A Mova Protocol anunciou a captação de US$ 2 milhões para expandir sua infraestrutura baseada em blockchain. Com o novo aporte, o investimento total na empresa chega a US$ 5 milhões desde sua fundação.
Atualmente a empresa possui cerca de 29 mil usuários cadastrados, com mais de 3,3 milhões de quilômetros monitorados. A empresa pretende alcançar um milhão de usuários ainda em 2026, além de expandir sua rede de recarga para veículos elétricos e consolidar sua plataforma como infraestrutura de dados para mobilidade sustentável na América Latina.
Lumx reforça expansão internacional
A Lumx anunciou a contratação de Cecília Rotiroti como Head de Operações & FX. A executiva chega para liderar iniciativas de pagamentos internacionais baseados em stablecoins e integração entre sistemas financeiros tradicionais e tecnologias digitais.
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A movimentação ocorre após uma rodada de investimentos de US$ 3,4 milhões, liderada pelos fundos Indicator Capital e CMT Digital. Com os recursos, a companhia pretende acelerar sua expansão regional e ampliar o diálogo regulatório em mercados estratégicos como Brasil, Estados Unidos e Europa, onde a demanda por infraestrutura financeira híbrida cresce rapidamente.
Vinteum amplia agenda de encontros sobre Bitcoin
A organização sem fins lucrativos Vinteum anunciou a ampliação de sua agenda de eventos presenciais na Casa21, espaço localizado em São Paulo dedicado ao desenvolvimento do ecossistema Bitcoin. A programação passa a contar com encontros mensais recorrentes voltados a desenvolvedores, entusiastas e novos usuários interessados em aprofundar conhecimentos técnicos.
Entre os destaques está o BitDevs Casa21, encontro técnico realizado na última quinta-feira de cada mês, que segue o formato socrático tradicional e promove debates sobre atualizações do Bitcoin Core. Já o Bitcoin Talks, realizado na penúltima quinta-feira, aborda temas mais acessíveis, incluindo fundamentos da rede, autocustódia e notícias do mercado.
A programação também inclui workshops práticos sobre desenvolvimento e privacidade no Bitcoin, além de novas atividades comunitárias como clube do livro e noites temáticas. Com a iniciativa, a Vinteum busca fortalecer a formação de desenvolvedores e ampliar a participação da comunidade na construção do ecossistema Bitcoin no Brasil.
Guilherme Bissoli comenta sobre a guerra no Irã
Guilherme Bissoli country manager Coins.ph declarou que a leitura do teórico Jiang Xueqin parte de um ponto incômodo para Washington, mas economicamente plausível: a superioridade militar dos Estados Unidos e de Israel não resolve, por si só, o problema central de uma guerra contra o Irã.
Em conflitos assimétricos, vencer não é apenas destruir ativos do adversário; é impedir que ele transforme a guerra em um choque prolongado de energia, inflação e desgaste político. E é exatamente aí que o conflito deixa de ser apenas militar para se tornar macroeconômico. Em poucos dias, a guerra já havia desorganizado cadeias logísticas, paralisado parte relevante dos fluxos energéticos do Golfo e recolocado o Estreito de Ormuz no centro do risco global. A Reuters reportou que cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás passou a sofrer interrupções, enquanto o petróleo acumulou alta superior a 25%, reacendendo o temor de um novo choque inflacionário mundial.
É nesse ponto,s segundo Bissoli , que a tese de Jiang ganha densidade: o Irã não precisa “ganhar” a guerra em sentido convencional; basta tornar seu custo econômico alto demais para o Ocidente. Se o preço da energia sobe, o dólar se fortalece e a perspectiva de cortes de juros volta a ser adiada, o impacto ultrapassa o Oriente Médio e passa a contaminar bolsas, moedas, crédito e crescimento global. Foi essa dinâmica que os mercados começaram a precificar ao longo da semana, com avanço do dólar por demanda defensiva, recuo das ações e reprecificação do risco global diante da combinação entre petróleo caro e atividade mais fraca. Em termos de economia política, trata-se de uma armadilha clássica: mesmo uma vitória tática pode se converter em derrota estratégica se o resultado for inflação importada, desaceleração e erosão doméstica de apoio político.
No mundo cripto, esse mecanismo aparece com nitidez porque o setor condensa, ao mesmo tempo, beta de risco e busca por proteção monetária. O primeiro movimento é quase sempre de aversão: diante de guerra, liquidez some, posições alavancadas são desmontadas e o mercado vende o que consegue vender. Bitcoin e altcoins apanham não porque a tese tecnológica desapareceu, mas porque, no curto prazo, ainda operam dentro da lógica financeira dos ativos de risco. Só depois do choque inicial o investidor começa a distinguir preço de função. Se a guerra fragmenta pagamentos, encarece remessas, amplia sanções e eleva o prêmio de mobilidade do capital, então parte da infraestrutura cripto volta ao centro da análise — sobretudo o Bitcoin como ativo monetário fora do sistema bancário tradicional e as stablecoins como trilho digital de dólar em um mundo mais travado e mais caro. A própria Reuters mostrou que, após os ataques, houve forte aceleração na retirada de recursos de exchanges iranianas, sinal de que, em ambientes de guerra e restrição, cripto também funciona como rota de fuga financeira.
