
Ministério de Ciência e Tecnologia apoia projeto que vai integrar todas as redes blockchain do Governo Federal
Iniciativa foca em privacidade, identidade digital descentralizada e interoperabilidade para fortalecer ecossistemas de interesse público, como o Drex e a Rede Blockchain Brasil (RBB).

O CPQD anunciou nesta sexta, 07, que assumiu a liderança do Projeto INTEGRA (Infraestrutura Nacional de Tecnologia Governamental para Redes Descentralizadas), que tem como objetivo unir todas as iniciativas de blockchain do Governo e instituições governamentais.
Com recursos do FNDCT/Finep e em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o projeto visa criar uma base tecnológica nacional, aberta e segura para sustentar a evolução da infraestrutura digital brasileira.
O escopo do INTEGRA abrange a pesquisa, desenvolvimento e validação de soluções para ecossistemas blockchain permissionados.
De acodo com as informações compartilhadas com o Cointelegraph Brasil, o foco central está em superar desafios críticos de privacidade, identidade digital descentralizada e conformidade regulatória, elementos essenciais para a adoção segura de ativos digitais e serviços governamentais em redes como o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI).
"As plataformas de blockchain atuais muitas vezes não atendem integralmente aos rigorosos requisitos de segurança e sigilo bancário exigidos pelo contexto regulatório brasileiro", explica Andreza Lona, Gerente de Soluções Blockchain do CPQD. "O INTEGRA nasce da motivação de preencher essas lacunas, desenvolvendo mecanismos de permissionamento granular e confidencialidade de dados que garantam a soberania tecnológica nacional e reduzam a dependência de tecnologias proprietárias."
Integração dentre redes
Com duração de 36 meses, a iniciativa entregará componentes em código aberto, documentação técnica e protocolos de interoperabilidade.
Estes resultados permitirão que diferentes redes blockchain e sistemas institucionais operem de forma integrada e segura, favorecendo o surgimento de novos modelos de negócios e a automação de serviços públicos com maior transparência.
Além dos avanços técnicos, o projeto reforça a formação de recursos humanos qualificados em criptografia e cibersegurança, consolidando competências estratégicas para o País. Ao final, a sociedade brasileira poderá contar com uma infraestrutura capaz de operar em larga escala, protegendo os dados do cidadão e promovendo a eficiência e inclusão financeira no cenário da nova economia digital", finaliza.

