
Coinbase investe em ETF da ProShares voltado para ativos de reserva de stablecoins
A exchange investiu um valor não divulgado no ETF da ProShares focado em títulos do Tesouro, desenvolvido para a era pós-GENIUS, enquanto legisladores debatem se emissoras de stablecoins podem oferecer produtos com rendimento.

A exchange de criptomoedas Coinbase investiu no fundo de mercado monetário focado em stablecoins da ProShares, apostando que a demanda por produtos de gestão de reservas de stablecoins crescerá à medida que a recém-promulgada GENIUS Act formaliza os tipos de ativos que podem lastrear tokens atrelados ao dólar americano.
A Coinbase (COIN) anunciou na terça-feira que fez um investimento de valor não divulgado no ProShares GENIUS Money Market ETF (IQMM), projetado para manter ativos que se qualificam como reservas para stablecoins de pagamento sob a Lei de Orientação e Estabelecimento da Inovação Nacional para Stablecoins dos EUA (GENIUS Act).
A GENIUS Act exige que emissoras de stablecoins lastreiem seus tokens com ativos de alta liquidez, incluindo dinheiro em espécie, depósitos bancários e títulos do Tesouro dos EUA de curto prazo. O IQMM foi criado para oferecer exposição a esses tipos de ativos de reserva por meio de uma estrutura de fundo negociado em bolsa.

Fonte: ProShares
Lançado em fevereiro, o IQMM investe exclusivamente em títulos do Tesouro dos EUA de curto prazo e instrumentos equivalentes a caixa com vencimento de até 93 dias. Segundo a ProShares, ele é um dos primeiros fundos negociados em bolsa desenvolvidos especificamente para a gestão de reservas de stablecoins.
A Coinbase afirmou que o investimento está alinhado com seu crescente negócio de stablecoins e suas operações de gestão de caixa. Como uma das principais fornecedoras de infraestrutura do USDC (USDC), da Circle, a Coinbase tem interesse em ampliar o conjunto de veículos de investimento regulados e líquidos para a gestão de reservas de stablecoins.
GENIUS Act permanece em aberto enquanto debate sobre rendimento de stablecoins ganha força
A aprovação da GENIUS Act em junho de 2025 marcou um importante avanço na regulamentação das stablecoins nos Estados Unidos, mas os legisladores ainda discutem reformas mais amplas para a estrutura do mercado de criptomoedas.
No centro desse esforço está a Lei de Clareza do Mercado de Ativos Digitais (CLARITY Act), que estabeleceria regras para os mercados de ativos digitais e definiria os papéis dos reguladores federais. A legislação ganhou impulso após os legisladores incorporarem novas disposições sobre rendimento de stablecoins, preparando o terreno para um debate mais amplo sobre se as emissoras devem ser autorizadas a pagar juros sobre saldos em stablecoins.
O projeto avançou no mês passado pelo Comitê Bancário do Senado, abrindo caminho para uma votação em plenário. No entanto, o progresso tem sido irregular, com alguns democratas defendendo regras mais rígidas de ética e conflitos de interesse relacionados aos ativos digitais.
Em maio, o conselheiro de criptomoedas da Casa Branca, Patrick Witt, afirmou que autoridades do governo tinham como meta o período próximo ao feriado do Dia da Independência, em 4 de julho, para avançar com a legislação sobre a estrutura do mercado de criptomoedas. Ainda assim, não está claro se os legisladores conseguirão cumprir esse cronograma diante das divergências em andamento.

O diretor de políticas públicas da Coinbase, Faryar Shirzad, classificou a CLARITY Act como o “maior projeto regulatório financeiro” desde a Lei Dodd-Frank. Fonte: Fox Business
Grande parte da oposição vem do setor bancário, que continua criticando fortemente o projeto. Na semana passada, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, afirmou que os bancos irão combater a legislação em sua forma atual, argumentando que permitir que empresas de criptomoedas ofereçam rendimento sobre saldos em stablecoins pode criar um ambiente competitivo desigual entre bancos e empresas de ativos digitais.
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