
Notícias Cripto: Darkex fecha parceria, Coinbase critica BC, Coopfy, Núclea e outras novidades
Confira as novidades do mercado cripto

Darkex firma parceria com LBank
A Darkex anunciou uma parceria estratégica com a exchange LBank para ampliar sua presença internacional. A colaboração prevê ações conjuntas em mercados como Europa, América Latina, Ásia e Sudeste Asiático, incluindo iniciativas de marketing, atividades comunitárias, eventos online e produção de conteúdo educacional.
Um dos produtos que receberá destaque na parceria será o Hedger, ferramenta desenvolvida pela Darkex para auxiliar traders no gerenciamento de estratégias de hedge em diferentes mercados. Segundo a empresa, a solução busca reduzir a complexidade operacional associada à proteção de posições e centralizar o acompanhamento das operações em uma única interface.
"Nosso objetivo sempre foi construir produtos que resolvam problemas reais para os traders", disse um porta-voz da Darkex. "A parceria com a LBank nos permite apresentar o ecossistema Darkex a um publico global mais amplo, enquanto continuamos desenvolvendo produtos que melhoram a experiencia geral de negociacao. Esta colaboracao e mais um passo importante em nossa visao de longo prazo de tornar ferramentas avancadas de negociacao mais acessiveis em todo o mundo."
Diretor da Coinbase critica proposta do Banco Central
Fabio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas, criticou uma proposta do Banco Central que prevê a possibilidade de retenção preventiva de determinadas transferências de ativos virtuais por até 24 horas. Em artigo de opinião, o executivo classificou a medida como desproporcional e argumentou que sua adoção poderia reduzir a competitividade das instituições brasileiras no mercado de ativos tokenizados.
Segundo Plein, grandes prestadores de serviços de ativos virtuais já utilizam sistemas capazes de monitorar transações e interromper transferências quando identificam potenciais riscos. O executivo também defendeu que o Brasil já possui mecanismos legais de prevenção a fraudes, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo aplicáveis ao mercado de ativos digitais.
O representante da Coinbase comparou a situação brasileira com mercados como Reino Unido, Singapura, União Europeia e Estados Unidos, onde, segundo ele, reguladores buscam conciliar inovação e segurança. As declarações representam a posição do executivo e da empresa diante da proposta regulatória e não uma avaliação independente sobre os possíveis impactos da medida.
Coopfy aposta em IA e compliance para identificar riscos em operações com criptomoedas
A startup brasileira Coopfy desenvolveu uma plataforma de infraestrutura para ativos digitais que reúne serviços bancários, pagamentos, gestão de carteiras, monitoramento de blockchain e ferramentas de compliance. Fundada por Fernando Zanatta, executivo com passagens por empresas como Netshoes, Dafiti, Buscapé e ZAX, a companhia afirma que sua tecnologia consegue analisar transações em tempo real e identificar operações potencialmente suspeitas em poucos segundos.
A plataforma realiza processos de KYC, KYB e KYT para validar usuários, empresas e transações antes da conversão de recursos em ativos digitais. Segundo a Coopfy, mais de 2 milhões de operações já passaram por seus sistemas, e a companhia projeta processar mais de R$ 5 bilhões até o fim de 2026. Entre os clientes e instituições integradas à infraestrutura está a empresa de pagamentos Pagsmile.
BingX lança campanha
A BingX anunciou o lançamento do P2P Kickstart Challenge, campanha promocional voltada a usuários de sua plataforma de negociação peer-to-peer. De acordo com a empresa, participantes elegíveis que realizarem um primeiro depósito de 50 USDT por meio do BingX P2P poderão receber uma recompensa equivalente, além de participar de outras tarefas promocionais.
A campanha também prevê recompensas adicionais pela conclusão de atividades e indicação de novos usuários, com bônus que, segundo a exchange, podem chegar a 780 USDT. As condições de elegibilidade, limites, disponibilidade geográfica e demais regras dependem dos termos definidos pela própria plataforma para a promoção.
O serviço P2P da BingX permite a compra e venda direta de criptomoedas por meio de diferentes moedas fiduciárias e métodos de pagamento. A empresa afirma utilizar verificação de identidade, custódia temporária por escrow e mecanismos adicionais de gestão de risco, incluindo restrições temporárias para determinados saques após depósitos em moeda fiduciária.
Oobit integra carteira Base
A fintech de pagamentos em criptomoedas Oobit anunciou a integração da Base à sua infraestrutura DePay, que permite realizar pagamentos com ativos digitais mantidos em carteiras de autocustódia. Segundo a empresa, usuários poderão utilizar suas carteiras em pagamentos online e presenciais em mais de 80 países e territórios, desde que o estabelecimento aceite Visa.
A tecnologia prevê que os ativos permaneçam sob controle do usuário até a aprovação da compra, quando ocorre a conversão para moeda local e a liquidação pelos sistemas de pagamento existentes. De acordo com a Oobit, o modelo dispensa depósito antecipado de recursos na plataforma e não exige que os estabelecimentos comerciais façam integrações específicas para aceitar criptomoedas.
A Base passa a integrar a camada DePay ao lado da Phantom, outra carteira já suportada pela Oobit. A fintech, que tem a Tether entre seus investidores, afirma que pretende ampliar o uso de stablecoins e outros ativos digitais em pagamentos cotidianos. Os números sobre alcance geográfico, quantidade de estabelecimentos e funcionamento da integração foram divulgados pela própria empresa.
Núclea fecha acordo para adquirir Data Rudder
A Núclea anunciou um acordo para adquirir 100% da Data Rudder, empresa especializada em soluções de prevenção a fraudes e monitoramento de transações financeiras. A operação ainda depende da aprovação do Banco Central e faz parte da estratégia da companhia para ampliar sua atuação em inteligência de dados, segurança digital, prevenção à lavagem de dinheiro e combate ao financiamento do terrorismo.
Fundada em 2020, em Florianópolis, a Data Rudder afirma monitorar cerca de R$ 40 bilhões em transações por mês e atender mais de 200 instituições. Entre os produtos que poderão integrar o portfólio da Núclea após a conclusão do negócio estão ferramentas de monitoramento de operações via Pix, TED, boleto e cartão, além de soluções para compartilhamento de indícios de fraude e identificação de movimentações suspeitas.
Segundo as empresas, a integração das tecnologias poderá contribuir para reduzir o intervalo entre a identificação de uma fraude e o bloqueio dos recursos. A expectativa apresentada pelas companhias é elevar para até 46% a taxa mensal de recuperação de valores em determinadas solicitações. Caso o Banco Central aprove a transação, funcionários e sistemas da Data Rudder serão incorporados gradualmente à estrutura da Núclea, enquanto as fundadoras Rafaela Helbing e Thais Nolasco continuarão em posições de liderança.
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