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Escrito por Cassio GussonRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Notícias Cripto: empresa vai liberar IPO da Kalshi no BR, Binance, Oobit, Nubank e outras novidades

Últimas NotíciasPublicado6 de jul. de 2026

Confira as principais novidades do mercado de criptomoedas no Brasil

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Nubank diz ter bancarizado 31,5 milhões de pessoas no Brasil

O Nubank afirmou que se tornou a principal instituição financeira de cerca de 30% da população em 17 estados brasileiros no quarto trimestre de 2025, de acordo com pesquisa do NPS Prism by Bain & Company. Os dados fazem parte da oitava edição do Data Nubank, estudo que analisa a presença da instituição no país.

Segundo o levantamento, as maiores incidências principais ocorreram nas regiões Norte, com 34%, e Nordeste, com 31%. Mesmo nos estados com menor participação, o índice ficou em pelo menos 23%. O estudo também aponta que o Nubank bancarizou 31,5 milhões de pessoas no Brasil, número equivalente a quase 1 em cada 5 adultos do país.

O Data Nubank relaciona a presença da instituição ao avanço dos serviços financeiros digitais em municípios sem agências bancárias físicas. O levantamento também estima que os clientes acumularam economia de R$ 134,7 bilhões em tarifas e anuidades até 2025. No Nordeste, o crédito concedido pelo Nubank teria alcançado 6,8% do PIB regional em 2025, segundo a empresa.

Binance integra Anchorage Digital

A Binance anunciou uma integração com a Anchorage Digital para oferecer mais uma alternativa de custódia e liquidação off-exchange a clientes institucionais elegíveis. A estrutura permite que investidores negociem na plataforma da Binance enquanto mantêm seus ativos sob custódia segregada e qualificada da Anchorage Digital.

A iniciativa busca separar custódia e execução, modelo comum nas finanças tradicionais e cada vez mais demandado por investidores profissionais no mercado de ativos digitais. Segundo a Binance, a integração pode reduzir a necessidade de pré-financiamento de contas em exchanges e mitigar riscos operacionais e de contraparte.

O acordo tripartite da Binance contempla fluxos institucionais como negociação, liquidação, empréstimos e gestão de garantias. A estrutura pode incluir garantias em dinheiro, criptoativos e determinados ativos do mundo real tokenizados, como fundos de mercado monetário tokenizados, conforme critérios de elegibilidade e disponibilidade.Bitget lança iniciativa educacional sobre mercados tradicionais.

Hurst estrutura operação com exposição indireta à Kalshi

A Hurst Capital estruturou uma operação financeira para oferecer a investidores brasileiros exposição indireta ao capital fechado da Kalshi Inc., empresa norte-americana de contratos de eventos regulada pela Commodity Futures Trading Commission, a CFTC, nos Estados Unidos. O acesso ocorre por meio de Certificados de Recebíveis, com aporte mínimo informado de R$ 10 mil.

A Kalshi opera uma plataforma de contratos baseados em eventos do mundo real, como indicadores econômicos, clima, eleições e esportes. Segundo a Hurst, o instrumento local tem lastro em direitos creditórios ligados a uma estrutura internacional que direciona recursos para um veículo com exposição econômica aos ativos da Kalshi.

A operação prevê horizonte estimado de 40 a 60 meses para liquidação e resgate, dependendo das janelas de mercado do veículo externo. A Hurst informa que as simulações de rentabilidade variam entre 15% e 25% ao ano em dólares, conforme o valuation de saída da empresa investida, e que haverá taxa de performance de 10% sobre o montante que exceder o principal corrigido pelo CDI.

Biget lança TradFi 101

A Bitget lançou o TradFi 101, uma iniciativa educacional voltada a usuários de criptomoedas que buscam compreender melhor os mercados financeiros tradicionais. O programa aborda temas como fundamentos financeiros, classes de ativos, funcionamento dos mercados, macroeconomia, gestão de riscos e investimentos em múltiplos ativos.

Segundo a empresa, a iniciativa responde ao avanço da convergência entre criptoativos, ações, commodities, ETFs e ativos do mundo real tokenizados. O conteúdo foi estruturado em seis módulos e pretende responder a 100 perguntas sobre finanças com linguagem adaptada ao público cripto. A proposta também inclui conteúdos semanais, participação da comunidade e avaliações.

A Bitget afirma que o módulo final trata da integração entre ativos digitais e tradicionais em ambientes unificados de negociação. A empresa também cita sua oferta de criptoativos, ações tokenizadas, ETFs, commodities, produtos de câmbio e metais preciosos como parte desse contexto de convergência entre mercados.

Empresas cripto ampliam presença em patrocínios esportivos

O mercado de patrocínios esportivos passou a contar com maior presença de empresas ligadas a criptomoedas nos últimos anos. Segundo levantamento citado da B2Binpay, companhias do setor investiram cerca de US$ 565 milhões em patrocínios esportivos na temporada 2024/25, com quase 60% desse montante direcionado ao futebol.

Entre os exemplos de parcerias estão acordos envolvendo marcas cripto e nomes do esporte global, como clubes de futebol, competições internacionais e atletas individuais. O movimento inclui ações de visibilidade em modalidades como futebol, Fórmula 1, NBA e esportes de ação, em uma tentativa de aproximar produtos Web3 de públicos mais amplos.

Uma das estratégias citadas envolve a Oobit, que associou sua campanha de pagamentos cripto ao surfista brasileiro Ian Cosenza. A empresa apresenta o patrocínio como uma forma de demonstrar o uso prático de pagamentos com stablecoins em viagens internacionais, especialmente para atletas que circulam por diferentes países ao longo do ano.

Oobit expande cartão cripto para Guatemala e Paraguai

A Oobit anunciou o lançamento de suas operações na Guatemala e no Paraguai, ampliando sua presença na América Latina. Com a chegada aos dois países, usuários passam a poder usar criptoativos em pagamentos online e presenciais em estabelecimentos que aceitam Visa, segundo a empresa. Os dois mercados se juntam a países como Brasil, Colômbia e Bolívia na estratégia regional da fintech.

A plataforma opera em modelo não custodial, no qual o usuário mantém o controle dos ativos em carteiras como Phantom, MetaMask e Trust Wallet. No momento do pagamento, o lojista recebe o valor em moeda local. A Tether, investidora estratégica da Oobit, participa da expansão em meio ao avanço do uso de stablecoins na região.

Dados internos da Oobit indicam que o gasto médio por usuário chegou a US$ 1.168 em junho, enquanto o gasto diário médio subiu de cerca de US$ 80 em março para aproximadamente US$ 200 em junho. Segundo a empresa, o USDT respondeu por 47% dos pagamentos realizados na plataforma, e o Brasil concentra 61% dos usuários na América Latina.

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