
Notícias Cripto: Binance negocia US$ 156 trilhões, Fireblocks, Rezolve AI e outras novidades
Confira as novidades do mercado de criptomoedas no Brasil

Binance completa nove anos com US$ 156 trilhões negociados
A Binance completou nove anos de operação com 323 milhões de usuários registrados em mais de 100 países e um volume acumulado de US$ 156,4 trilhões em negociações. Segundo dados divulgados pela empresa, sua base corresponde a cerca de 43% dos 741 milhões de detentores de criptomoedas estimados em todo o mundo.
No primeiro semestre de 2026, a plataforma movimentou aproximadamente US$ 11,4 trilhões e registrou crescimento de 9% na base de clientes institucionais. A companhia também ampliou sua atuação para produtos ligados ao mercado financeiro tradicional, que, segundo a Binance, movimentam mais de US$ 80 bilhões por mês desde março.
No Brasil, a empresa adquiriu a corretora Sim;paul, integrou o Pix ao Binance Pay e passou a fazer parte da Associação Brasileira de Criptoeconomia, a ABcripto. A Binance afirma que pretende ampliar sua atuação como plataforma financeira de múltiplos ativos e estabelece como objetivo de longo prazo alcançar mais de 3 bilhões de usuários.
Crypto Brief lança resumo diário gratuito do mercado de Bitcoin no Telegram
O Crypto Brief lançou um canal gratuito no Telegram com resumos diários automatizados sobre o mercado de Bitcoin. O conteúdo reúne indicadores como preço, funding rate, open interest, liquidações e proporção entre posições compradas e vendidas.
Além dos dados de mercado, o canal também seleciona notícias do setor consideradas relevantes para o comportamento do Bitcoin. As publicações ocorrem diariamente e não incluem sinais de negociação ou promessas de retorno financeiro.
A proposta é concentrar diferentes informações em um único boletim para usuários que acompanham o mercado de criptomoedas. O canal está disponível gratuitamente pelo endereço https://t.me/morningcryptobrief.
Uso de stablecoins avança na América Latina
O uso de stablecoins tem avançado na América Latina como alternativa para preservação de patrimônio, pagamentos internacionais e remessas. Atrelados a moedas fiduciárias, principalmente ao dólar, esses ativos vêm ganhando espaço em países marcados por inflação, desvalorização cambial e dificuldades de acesso a serviços financeiros internacionais.
No Brasil, pequenos empresários, profissionais que recebem do exterior, criadores de conteúdo, exportadores e investidores estão entre os grupos que passaram a utilizar dólares digitais em suas operações financeiras. Parte desses usuários mantém recursos em stablecoins e realiza a conversão para moeda local conforme a necessidade.
Relatório aponta que computadores quânticos do Brasil colocam a custódia de ativos virtuais em risco
Para Rocelo Lopes, chefe da Iniciativa Global de Moedas Digitais da Rezolve AI, a adoção responde principalmente a necessidades práticas relacionadas a custos, velocidade e acesso. Segundo o executivo, o interesse crescente de bancos, fintechs e empresas de pagamentos indica que as stablecoins começam a ocupar uma posição mais relevante na infraestrutura financeira global.
Núclea inicia produção assistida da Duplicata Escritural
A Núclea recebeu autorização do Banco Central do Brasil para iniciar, em 15 de julho de 2026, suas operações no ambiente de produção do ecossistema de Duplicatas Escriturais. A etapa inaugura o período de produção assistida, que poderá durar até 180 dias.
Durante essa fase, a empresa conduzirá casos reais com clientes e equipes especializadas, seguindo o cronograma estabelecido pelo regulador. O objetivo é testar a infraestrutura e acompanhar o funcionamento do novo modelo antes de sua implementação mais ampla no mercado.
A duplicata escritural busca aumentar a unicidade, a rastreabilidade e a segurança jurídica dos recebíveis. O novo sistema também pretende ampliar a transparência nas operações e contribuir para o acesso de empresas ao crédito com base nesses ativos.
HOUS3 entra para rede global de parceiros da Anthropic
A empresa brasileira de tecnologia HOUS3 passou a integrar a Claude Partner Network, programa global da Anthropic voltado a organizações que utilizam e implementam o modelo de inteligência artificial Claude em aplicações comerciais. A participação permite acesso a treinamentos, suporte técnico e materiais sobre implementação da tecnologia.
Lançada em março de 2026, a rede reúne mais de 40 mil empresas inscritas em diferentes países, segundo informações divulgadas pela companhia. A entrada no programa ocorre mediante aplicação e aprovação, sem exigência de certificação técnica obrigatória na etapa inicial.
Segundo Vinicius Chagas, CEO da HOUS3, a participação amplia o acesso da empresa a conhecimentos sobre implementação e uso do Claude, inclusive em projetos destinados a setores regulados. A companhia afirma que pretende utilizar os recursos do programa para desenvolver sua capacidade técnica em projetos de inteligência artificial.
Fireblocks participa da infraestrutura da stablecoin Open USD
A Fireblocks integra o grupo de parceiros de infraestrutura da Open USD (OUSD), stablecoin lançada pela Open Standard como uma infraestrutura aberta. A iniciativa reúne empresas e instituições do setor financeiro e de pagamentos, incluindo Visa, Mastercard e Google, além de mais de 140 participantes.
A Fireblocks fornece tecnologia para custódia e movimentação de ativos digitais e informa ter processado mais de US$ 14 trilhões em volume de transações. Segundo a empresa, sua infraestrutura também é utilizada por organizações como Western Union, BNP Paribas, BNY Mellon, MoneyGram, Checkout.com e Worldpay.
Para Jorge Borges, responsável pela operação da Fireblocks na América Latina, iniciativas baseadas em infraestrutura compartilhada de stablecoins refletem um movimento já observado entre bancos, fintechs e empresas de pagamentos. O executivo destacou que segurança e infraestrutura serão fatores relevantes para a adoção de projetos desse tipo.

