Cointelegraph
DOGE$0.06995 0.03%
TRX$0.3317 0.03%
LINK$9.44 1.37%
ZEC$491.18 0.23%
ADA$0.1787 0.46%
XRP$1.00 0.29%
ETH$1,885.50 0.07%
BTC$63,112.52 0.02%
XMR$409.28 0.06%
BNB$605.81 0.91%
XLM$0.1576 0.18%
SOL$75.20 0.44%
HYPE$57.75 0.76%
Escrito por Cassio GussonRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Comissão da Camara dos Deputaddos aprova uso de blockchain para rastrear todo o ouro do Brasil

Últimas NotíciasPublicado25 de mar. de 2026

Texto exige nota fiscal eletrônica, documento de origem e uso de tecnologia para monitorar cadeia do ouro

blockchain-to-track-all-of-brazil-s-gold

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana, uma proposta que cria um sistema digital para rastrear todo o ouro extraído e comercializado no Brasil.

A medida busca aumentar o controle sobre a cadeia do metal, combatendo o garimpo ilegal, fraudes e práticas de lavagem de dinheiro, ao exigir documentação eletrônica obrigatória em todas as etapas de negociação.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo deputado Sidney Leite (PSD-AM) ao Projeto de Lei 6432/19, de autoria do deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), além de outras propostas apensadas.

A nova versão mantém a distinção entre ouro tratado como ativo financeiro e como mercadoria, mas avança ao eliminar a presunção de legalidade nas transações. Com isso, compradores e vendedores passam a compartilhar a responsabilidade de verificar a origem do produto, fortalecendo a fiscalização sobre o mercado.

Ouro brasileiro pode ter rastreio em blockchain

Desse modo, a proposta institui um sistema integrado que contará com órgãos como Receita Federal, Banco Central, Polícia Federal, Ibama e Agência Nacional de Mineração (ANM). Entre as principais mudanças está a obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) como único documento válido para transporte e custódia, substituindo registros em papel.

Além disso, a primeira comercialização do ouro extraído em garimpo dependerá de um Documento Eletrônico de Origem (DEOM), que deverá ser validado pela ANM.

O modelo também prevê o uso de tecnologias seguras, como blockchain, para registrar todas as etapas da cadeia produtiva, desde a extração até a venda final.

Caso a proposta seja aprovada nas próximas fases, o sistema passará a ser obrigatório a partir de 1º de janeiro de 2027. O descumprimento das regras poderá resultar em multas, apreensão do ouro, suspensão de permissões minerárias e até cancelamento do CNPJ das empresas envolvidas.

Outro ponto relevante é a exigência de transparência. A ANM deverá disponibilizar um portal público com informações detalhadas, incluindo localização das áreas de extração, volume comercializado e dados sobre licenciamento ambiental.

O projeto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça, antes de seguir para votação final na Câmara e, posteriormente, no Senado.

A Cointelegraph está comprometida com um jornalismo independente e transparente. Este artigo de notícias é produzido de acordo com a Política Editorial da Cointelegraph e tem como objetivo fornecer informações precisas e oportunas. Os leitores são incentivados a verificar as informações de forma independente. Leia a nossa Política Editorial https://cointelegraph.com.br/editorial-policy

Mais sobre o assunto