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O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira, 28/05/2026, está cotado em R$ 371.966,79. O BTC cai mais de 3% nas últimas 24h e recuou para US$ 73 mil, nível que deve ser defendido pelos touros para evitar um teste em US$ 70 mil que se perdido pode ampliar fortemente a queda.

André Franco, CEO da Boost Research, destaca que os mercados asiáticos perderam fôlego nesta quinta-feira, com investidores reduzindo risco após um novo ataque militar dos EUA no Irã enfraquecer o otimismo em torno de um acordo rápido para normalizar o tráfego pelo Estreito de Hormuz.
O petróleo voltou a subir, com o Brent avançando cerca de 2,3%, para US$ 96,50, enquanto os yields dos Treasuries também subiram levemente, com o juro de 10 anos em torno de 4,50%. Além disso, o mercado aguarda o dado de inflação PCE dos EUA, medida preferida do Fed, que pode testar novamente as expectativas de juros. A Reuters aponta que o headline PCE pode atingir 3,8%, enquanto o núcleo deve ficar em 3,3%, ainda bem acima da meta de 2% do Fed.
Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 74.200, apresenta expectativa de curto prazo negativa. A combinação de novo risco geopolítico, petróleo em alta, yields pressionados e expectativa por um PCE forte cria um ambiente desfavorável para ativos de risco. O BTC já perdeu força em relação à faixa dos últimos dias e opera próximo da mínima intradiária, o que indica maior sensibilidade a movimentos defensivos em dólar e Treasuries. No curto prazo, o Bitcoin tende a oscilar entre US$ 73.500 e US$ 74.400, com risco de teste da parte inferior caso o petróleo continue subindo ou o PCE reforce a tese de juros mais altos por mais tempo. “, disse.
Por que o preço do Bitcoin caiu hoje?
A principal criptomoeda do mercado chegou a perder o suporte dos US$ 73 mil depois da intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã, da forte saída de capital dos ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos e de uma nova onda de liquidações de posições compradas no mercado futuro.
A pressão começou após relatos de ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos contra uma instalação militar iraniana próxima ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. O movimento aumentou a aversão ao risco nos mercados internacionais e levou investidores a migrarem para ativos considerados mais seguros.
Com isso, o Bitcoin passou a operar novamente como um ativo de risco, em linha com bolsas globais e empresas de tecnologia. O movimento coincidiu com uma das maiores retiradas diárias já registradas no iShares Bitcoin Trust (IBIT), ETF da BlackRock. O fundo registrou saída líquida de aproximadamente US$ 527 milhões, segundo dados do mercado americano.
A combinação entre tensão geopolítica e saída institucional acelerou a pressão vendedora sobre o BTC. Analistas destacam que o fluxo dos ETFs spot segue sendo um dos principais direcionadores do preço no curto prazo.
Além da fuga institucional, o mercado também enfrentou uma forte cascata de liquidações em derivativos. Dados do setor mostram que cerca de US$ 296 milhões em posições de Bitcoin foram liquidados nas últimas 24 horas. Desse total, mais de US$ 283 milhões vieram de posições compradas.
O movimento indica que o mercado estava excessivamente alavancado na expectativa de continuidade da alta. Quando o BTC perdeu regiões técnicas importantes, corretoras passaram a encerrar automaticamente posições de traders, ampliando a pressão vendedora.
O processo cria um efeito em cadeia. Quanto maior a queda, mais liquidações acontecem, aumentando ainda mais a volatilidade no curto prazo.
Bitcoin análise técnica
No campo técnico, o cenário também deteriorou. O Bitcoin perdeu médias móveis importantes de 20, 50 e 100 dias, sinalizando enfraquecimento da tendência de alta observada nos últimos meses.
Agora, os investidores acompanham a região de US$ 72.650, considerada um dos principais suportes do mercado no curto prazo. Caso o nível seja perdido, analistas avaliam que o BTC pode buscar rapidamente a região psicológica dos US$ 70 mil.
Por outro lado, indicadores técnicos mostram que o mercado já opera em região de sobrevenda. O RSI de 14 períodos caiu para próximo de 30 pontos, nível que historicamente costuma anteceder movimentos de recuperação temporária.
Apesar da correção recente, parte do mercado segue otimista para os próximos meses. Perfis e analistas do setor continuam defendendo a tese de continuação do ciclo de alta do Bitcoin, principalmente devido ao crescimento da demanda institucional.
Um dos argumentos mais citados envolve o avanço dos ETFs spot nos Estados Unidos e a acumulação de grandes investidores. Dados da Santiment apontam que baleias com carteiras entre 10 e 10 mil BTC acumularam mais de 61 mil Bitcoins no último mês.
O movimento reduz a oferta disponível em corretoras e pode criar um novo choque de oferta caso a entrada de capital institucional volte a acelerar.
A atual consolidação pode representar apenas uma pausa antes de um novo movimento de alta. Algumas análises técnicas apontam possibilidade de recuperação para a região de US$ 110 mil nas próximas semanas caso o BTC consiga recuperar suportes importantes.
Por outro lado, indicadores on-chain e métricas de tendência seguem dividindo opiniões. Análises ligadas à CryptoQuant alertam que o Bitcoin perdeu sua média móvel de 365 dias, sinal que historicamente marcou transições de mercados de alta para ciclos de baixa mais prolongados.
Além disso, parte do mercado teme que a deterioração do cenário macroeconômico global continue afetando ativos de risco. A alta do petróleo após o conflito no Oriente Médio aumentou preocupações com inflação global e pode atrasar cortes de juros por bancos centrais, cenário considerado negativo para criptomoedas.
Enquanto isso, investidores acompanham os próximos relatórios de fluxo dos ETFs spot americanos. O comportamento institucional deve continuar sendo um dos principais termômetros do mercado nas próximas semanas.
No curto prazo, analistas avaliam que o Bitcoin continuará extremamente sensível às manchetes macroeconômicas e ao comportamento dos grandes fundos. Já no longo prazo, a disputa entre adoção institucional e riscos macro continua definindo a direção do mercado.
3 pontos para acompanhar
Fluxo dos ETFs spot de Bitcoin pode definir continuidade da pressão vendedora ou retomada da alta.
Suporte dos US$ 72.650 virou região decisiva para o mercado no curto prazo.
Acumulação de baleias e demanda institucional seguem sustentando a tese otimista para 2026.
Portanto, o preço do Bitcoin em 28 de maio de 2026 é de R$ 371.966,79. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0026 BTC e R$ 1 compram 0,0000026 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 28 de maio de 2026, são: Stellar (XLM), Midnight (NIGHT) e Stable (STABLE), com altas de 15%, 4%, e 3%, respectivamente
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 28 de maio de 2026, são: Worldcoin (WLD), Venice Token (VVV) e Virtuals Protocol (VIRTUAL), com quedas de -13%, -11% e -10% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

