
Preço do Bitcoin hoje, 08/06/2026: BTC tenta recuperação em US$ 63 mil
O BTC conseguiu um alívio no final de semana e subiu cerca de 5% no período voltando a ser negociado acima de US$ 63 mil.

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 08/06/2026, está cotado em R$ 328.049,94. O BTC conseguiu um alívio no final de semana e subiu cerca de 5% no período voltando a ser negociado acima de US$ 63 mil.
Força do mercado de futuros
Na Binance, que hoje concentra cerca de 38% do interesse em aberto (Open Interest) total do Bitcoin, a pressão vendedora aumentou consideravelmente ao longo da semana passada. Ordens agressivas de venda (taker sells) atingiram níveis excepcionalmente elevados.
A última vez que uma onda tão concentrada de vendas foi observada na Binance ocorreu no início de fevereiro, quando o Bitcoin caiu abaixo de US$ 60 mil. Somente na sexta-feira, a exchange registrou quase US$ 15 bilhões em volume de vendas no mercado futuro, um nível que indica forte capitulação por parte dos participantes do mercado.
O restante da semana seguiu o mesmo padrão, com volumes diários de venda variando entre US$ 10 bilhões e US$ 13 bilhões. Com isso, a média semanal de vendas na Binance saltou de US$ 4,4 bilhões para quase US$ 10 bilhões.
Essa pressão oriunda do mercado de derivativos é um dos principais fatores por trás da forte correção do Bitcoin nos últimos dias. Ao mesmo tempo, os ETFs spot de Bitcoin registraram cerca de US$ 1,75 bilhão em saídas líquidas ao longo da semana, marcando o pior desempenho semanal desde abril de 2025.
Como os volumes negociados em contratos futuros continuam superando amplamente os do mercado à vista, sua influência sobre a dinâmica de preços do Bitcoin se tornou cada vez mais relevante. Por isso, acompanhar de perto o comportamento dos investidores nos mercados de derivativos permanece essencial para antecipar movimentos de volatilidade e identificar a direção futura do mercado.
Força dos mineradores
O Índice de Pressão de Venda dos Mineradores de Bitcoin (MSPI) mostra uma forte escalada nas transferências de BTC dos mineradores para exchanges durante a primeira semana de junho, culminando em 12.413 BTC enviados para plataformas de negociação em 4 de junho. Em relação à atual taxa de emissão pós-halving, esse volume equivale a 27,6 vezes a recompensa diária dos blocos, colocando a atividade dos mineradores firmemente na categoria de Liquidação Extrema de Reservas.
O detalhe mais importante é que esse aumento não está sendo impulsionado pela indústria de mineração como um todo. Mais de 99% da pressão vendedora observada teve origem na BTC.com, enquanto o restante do setor permaneceu notavelmente estável. Os fluxos básicos dos demais mineradores ficaram, em média, entre 50 e 85 BTC por dia ao longo do período, mostrando poucos sinais de distribuição generalizada de reservas ou de estresse financeiro em todo o setor.
Após recuarem para 3.243 BTC em 31 de maio, os fluxos dos mineradores aceleraram abruptamente para 11.360 BTC em 1º de junho e permaneceram acima de 9.500 BTC nos dias seguintes, incluindo duas sessões distintas com mais de 12.400 BTC enviados para exchanges. A persistência desses fluxos elevou o MSPI muito acima de sua média móvel de sete dias, confirmando que o movimento reflete um aumento real da oferta direcionada às exchanges, e não apenas vendas operacionais rotineiras.
A concentração dessa atividade é uma distinção crucial. Uma participação ampla de várias empresas de mineração normalmente indicaria realização de lucros em escala setorial ou pressão financeira disseminada. No entanto, os dados atuais apontam para um evento de liquidez altamente localizado, dominado por um único participante. Isso significa que a pressão vendedora destacada nas manchetes parece substancialmente maior do que o comportamento real do restante do ecossistema de mineração.
De acordo com a leitura mais recente, o mercado está absorvendo uma das maiores injeções de oferta provenientes de mineradores desde o quarto halving do Bitcoin. Ainda assim, a estabilidade dos fluxos originados fora da BTC.com indica que não há sinais visíveis de uma capitulação sistêmica dos mineradores. O principal sinal continua sendo uma liquidação concentrada de reservas por parte de um agente específico, e não uma distribuição ampla por toda a indústria de mineração.
Bitcoin análise técnica
De acordo com uma análise publicada pelo perfil TradingShot na plataforma TradingView, a criptomoeda registrou um chamado "death cross" no gráfico de três dias, um padrão que historicamente esteve associado aos principais ciclos de baixa do ativo e que, em ocasiões anteriores, antecedeu quedas superiores a 50%.
O sinal ocorre quando a média móvel de 50 períodos cruza para baixo da média móvel de 200 períodos. Embora o indicador não funcione como uma garantia de novas perdas, ele costuma ser interpretado como uma evidência de enfraquecimento da tendência de longo prazo. Desde 2014, todas as vezes que esse cruzamento aconteceu durante mercados de baixa, o Bitcoin continuou recuando de forma significativa nos meses seguintes.
Os dados históricos reforçam a preocupação. Durante o inverno cripto de 2018 e também no mercado de baixa de 2022, o Bitcoin acumulou perdas ligeiramente superiores a 52% após a confirmação do death cross. No ciclo de 2014, o movimento foi ainda mais intenso, alcançando uma desvalorização próxima de 57%. Agora, o cenário volta a apresentar características semelhantes, com a média móvel de 50 períodos inclinando para baixo e cruzando abaixo da média de 200 períodos, enquanto o preço já negocia abaixo de ambas as linhas de tendência.

Caso o comportamento histórico se repita, alguns analistas acreditam que o Bitcoin poderá buscar níveis muito inferiores aos atuais. Uma correção semelhante às registradas nos ciclos anteriores projetaria a criptomoeda para a região de US$ 36 mil. O nível também coincide com a extensão de Fibonacci de 1,618, uma referência técnica que marcou os fundos de mercado em 2018 e 2022. Por isso, a faixa entre US$ 40 mil e US$ 36 mil começa a ser observada como uma possível zona de acumulação para investidores de longo prazo.
A projeção pessimista surge poucos dias após o Bitcoin ter renovado o entusiasmo do mercado ao atingir quase US$ 74 mil entre os dias 4 e 5 de março. Naquele momento, o movimento foi impulsionado por liquidações de posições vendidas, entrada de recursos nos ETFs spot de Bitcoin negociados nos Estados Unidos e pela percepção de que a criptomoeda estava demonstrando resiliência mesmo diante da escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Outro fator que chamou a atenção dos analistas foi a correlação observada entre o Bitcoin e o dólar americano. Historicamente, o fortalecimento da moeda norte-americana costuma pressionar ativos de risco. No entanto, desde o fim de 2024, episódios de valorização simultânea entre o dólar e o Bitcoin passaram a ocorrer com maior frequência. Ainda assim, a recente recuperação perdeu força rapidamente e boa parte dos ganhos acumulados durante a semana acabou sendo devolvida pelo mercado.
Apesar disso, os indicadores de momento não apontam para um cenário de pânico absoluto. O Índice de Força Relativa (RSI), um dos principais medidores de sobrecompra e sobrevenda do mercado, está em 45,93 pontos. Como a escala varia de 0 a 100, o indicador permanece em território neutro, sugerindo que ainda existe espaço tanto para uma nova onda de vendas quanto para uma eventual recuperação caso fatores macroeconômicos ou institucionais voltem a favorecer o mercado de criptomoedas.
Portanto, o preço do Bitcoin em 08 de junho de 2026 é de R$ 328.049,94. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0031 BTC e R$ 1 compram 0,0000031 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 08 de junho de 2026, são: Audiera (BEAT), siren (SIREN) e DeXe (DEXE), com altas de 83%, 32%, e 11%, respectivamente
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 08 de junho de 2026, são: Bitcoin Cash (BCH), Binance Life e Ethena (ENA), com quedas de -10%, -9% e -7% respectivamente.
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