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Escrito por Cassio Gussonstaff writerRevisado por Lucas Caramstaff editor

Preço do Bitcoin hoje, 25/06/2026: por que o BTC caiu para US$ 59 mil? Cripto tenta recuperação agora

Últimas NotíciasPublicado25 de jun. de 2026

Após uma queda de mais de 5% que levou o BTC para US$ 59 mil, os touros conseguiram recuperar parte das perdas e devolver o ativo para US$ 61 mil.

7h30

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira, 24/06/2026, está cotado em R$ 326.457,90. Após uma queda de mais de 5% que levou o BTC para US$ 59 mil, os touros conseguiram recuperar parte das perdas e devolver o ativo para US$ 61 mil.

Por que o BTC caiu para US$ 59 mil?

Apesar da recuperação para US$ 61 mil o Bitcoin (BTC) voltou a ficar sob forte pressão e chegou a perder a região dos US$ 60.000, em um movimento que combinou três fatores principais: saída de capital dos ETFs spot nos Estados Unidos, piora do apetite por risco no mercado global e liquidação forçada de investidores alavancados.

A criptomoeda chegou a tocar US$ 59.103 na quarta-feira, antes de ensaiar uma recuperação parcial para a faixa de US$ 61.700 nesta quinta-feira. Mesmo com o repique, o mercado segue cauteloso, já que o BTC continua próximo de uma zona técnica decisiva e abaixo de médias móveis relevantes no curto prazo.

O movimento marca uma nova etapa da correção iniciada depois que o fluxo institucional mudou de direção. Em vez de sustentar a alta, os ETFs passaram a registrar resgates consistentes, reduzindo a principal fonte de demanda que ajudou o Bitcoin em fases anteriores do ciclo.

O principal motivo da queda recente está na mudança de comportamento dos investidores institucionais. Dados da SoSoValue mostram que os ETFs spot de Bitcoin nos EUA registraram saída líquida de US$ 469,08 milhões na quarta-feira, no quinto dia consecutivo de resgates.

Esse movimento agrava uma tendência que já vinha desde maio, quando os ETFs de Bitcoin encerraram o mês com cerca de US$ 2,43 bilhões em saídas líquidas. Com isso, o mercado perdeu parte da demanda estrutural que vinha absorvendo a oferta de BTC e sustentando a narrativa de entrada contínua de capital institucional.

Quando os ETFs recebem aportes, gestores precisam criar novas cotas e comprar Bitcoin para lastrear os produtos. Quando há resgates, ocorre o movimento oposto: a pressão compradora diminui e, em alguns casos, pode surgir pressão vendedora no mercado à vista.

A Strategy também entrou no radar dos investidores após vender uma pequena parte de suas reservas de Bitcoin no início de junho. O volume não explica sozinho a queda do BTC, mas o episódio pesou no sentimento porque rompeu a imagem de que grandes empresas acumuladoras nunca venderiam suas posições.

Fed, PCE e geopolítica pioram o humor dos investidores

A queda do Bitcoin também acompanha a piora do ambiente macroeconômico. Investidores aguardam os dados do índice de preços de despesas de consumo pessoal dos Estados Unidos, o PCE, indicador de inflação preferido do Federal Reserve.

A leitura importa porque pode influenciar as expectativas sobre a trajetória dos juros americanos. Um PCE acima do esperado reforçaria a visão de que o Fed precisa manter uma postura mais dura, ou até considerar novas altas de juros. Esse cenário costuma pressionar ativos de risco, incluindo ações de tecnologia e criptomoedas.

O mercado também acompanha os efeitos da tensão no Oriente Médio. A queda recente do petróleo após a reabertura do Estreito de Ormuz aliviou parte do temor inflacionário, mas não foi suficiente para recuperar o apetite por Bitcoin. O investidor ainda vê riscos em um ambiente de dólar forte, juros elevados e menor liquidez global.

Esse contexto também explica a deterioração dos indicadores de sentimento. O índice de medo e ganância do mercado cripto voltou para a zona de “medo extremo”, sinalizando que muitos investidores reduziram exposição ou passaram a esperar preços mais baixos antes de voltar a comprar.

Liquidações aceleram a queda e colocam US$ 59 mil no centro do mercado

Além da venda institucional e da pressão macro, a queda ganhou força com a liquidação de posições alavancadas. Quando o preço rompe suportes importantes, corretoras encerram automaticamente posições compradas de traders que operam com margem insuficiente.

Esse processo cria um efeito dominó. A queda liquida comprados, as liquidações geram novas ordens de venda e essas ordens empurram o preço para baixo, acionando novas perdas forçadas. Por isso, correções em Bitcoin costumam parecer mais violentas quando há excesso de alavancagem no mercado futuro.

Previsão do preço do Bitcoin

De acordo com o analista Manish Chhetri, com o BTC em US$ 61 mil o ativo apresenta uma tendência de baixa no curto prazo, já que o preço está bem abaixo das médias móveis exponenciais (EMAs) de 50, 100 e 200 dias, que se encontram aproximadamente entre US$ 68.265 e US$ 77.223. 

O Índice de Força Relativa (IFR) no gráfico diário está próximo de 36, sugerindo apenas um alívio incipiente após um período anterior de sobrevenda. Ao mesmo tempo, a Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) permanece modestamente positiva acima de zero, indicando um enfraquecimento, mas ainda não dominante, do ímpeto de baixa.

Na parte superior, a resistência inicial aparece na barreira horizontal próxima de US$ 64.004, à frente da EMA de 50 dias em torno de US$ 68.265 e da EMA de 100 dias em US$ 71.515, com o limite de baixa de longo prazo reforçado pela EMA de 200 dias próxima de US$ 77.223 e pelo principal nível horizontal em US$ 84.410. Por outro lado, o foco imediato permanece em saber se o BTC conseguirá defender o nível psicológico chave de US$ 60.000, já que uma queda sustentada exporia uma fraqueza ainda maior.

Portanto, o preço do Bitcoin em 25 de junho de 2026 é de R$ 326.587,02. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 25 de junho de 2026, são: Sei (SEI), Aave (AAVE) e Jupter (JUP), com altas de 13%, 11%, e 7%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 25 de junho de 2026, são: Memecore (M), Audiera (BEAT) e Pump.fun (PUMP), com quedas de -73%, -16% e -9% respectivamente.

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