
Preço do Bitcoin hoje, 28/07/2026: por que o BTC caiu 2% hoje? Cripto volta para US$ 63 mil
O BTC perdeu novamente o nível de US$ 65 mil e recuou mais de 2% nas últimas 24h, sinalizando que os touros ainda não tem força suficiente para impulsionar uma alta para US$ 70 mil.

9h
Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital
Mais do que interessante, os nossos níveis seguem mostrando o quanto estão calibrados. O retorno para dentro do range veio pelo catalisador de sempre, a guerra, que respirou no fim de semana e fez o Brent desabar. E o Bitcoin dentro do range foi buscar o quê?
A máxima em $65.571, onde a defesa apareceu instantaneamente, com força suficiente para devolver o preço rompendo o canal e a mínima anterior logo abaixo dele. Rejeição na máxima, quebra da estrutura menor: o alvo imediato passa a ser $62k. Vale a memória do último teste dessa região, quando a força compradora foi brutal, mas o casual coincidiu que era dia de CPI e o dado impulsionou o ativo. Ou seja, a defesa de $62k ainda não foi testada sem ajuda de catalisador, e é isso que um novo teste vai revelar.
O pano de fundo externo segue pesando do mesmo lado. O KOSPI estendeu a queda para 11% e rompeu abaixo dos 6.000 pontos pela primeira vez desde abril, com Samsung e SK Hynix despencando mais de 13% e apagando cerca de $400 bilhões de mercado em um único dia. O desmonte de alavancagem no trade de IA que viemos acompanhando não desacelera, e com a correlação que carregamos, esse risco respinga aqui.
E chegamos nas 72 horas que podem decidir os mercados pelo resto do trimestre. O funil da semana: confiança do consumidor hoje, onde um dado fraco sinaliza famílias cortando gasto. Amanhã, o evento central, a decisão do FOMC, com Microsoft e Meta reportando no mesmo dia, e a Meta carregando a régua de EPS perto de $7,18 7,24 sobre receita de $60 bilhões, onde qualquer decepção ou capex de IA acima do esperado atinge as Magnificent Seven inteiras, como o da Alphabet já fez.
Na quinta, o PCE, o termômetro preferido do Fed, junto do PIB do segundo trimestre, com consenso em 2,1 2,2%, e dos resultados de Apple e Amazon, onde o crescimento da AWS é o verdadeiro fator decisivo. Na sexta, o sentimento de Michigan fecha a conta. PIB fraco com inflação quente é a pior combinação possível para o Fed, e ela está em jogo na mesma manhã.
Agora o desenrolar do tópico mais importante, porque o Fed não estava tão imprevisível assim há anos, e a história de como chegamos aqui é a própria história dos nossos reports. O petróleo passou de $100 pela primeira vez no início do ano quando a guerra escalou. As negociações começaram, o petróleo despencou por dois meses. As negociações fracassaram, os combates voltaram, e o Brent saltou de novo acima de $100 nas últimas três semanas, o que exatamente triplicou a probabilidade de alta de juros de 10,7% para quase 36% em duas semanas.
E o cenário virou mais uma vez: nos últimos cinco dias os EUA pausaram a campanha militar, o Brent desabou mais de 15% para $86, o WTI foi a $81, e Trump disse que as conversas com o Irã foram retomadas. Se o petróleo seguir caindo, remove-se o principal motivo pelo qual o Fed sequer consideraria subir, com a inflação já esfriando para o menor nível em três meses.
Se o petróleo virar para cima de novo, esse é o maior risco isolado da semana. E há um segundo motivo para a pausa: os pedidos de seguro-desemprego vieram excepcionalmente fortes, e mercado de trabalho esfriando junto com inflação esfriando dá ao Fed espaço para paciência. O que observar amanhã não é só a decisão, é o gráfico de pontos. Mais autoridades projetando altas futuras que da última vez é sinal ruim. Menos autoridades esperando alta diz ao mercado que o Fed lê essa pressão como temporária.
Recapitulando e trazendo tudo para o Bitcoin e para os nossos níveis: a estrutura de preço está vendida no curto prazo, com rejeição na máxima do range, quebra do canal e $62k como alvo imediato, região cuja defesa real ainda não foi testada sem catalisador ajudando. A decisão de amanhã entrega a direção, o PCE de quinta valida ou desmente, e a liberação de 40% do gamma, com ruídos a partir do dia 29 e concentração máxima no dia 31, remove o amortecedor mecânico exatamente depois do mercado ter escolhido o lado.
Pausa com dot plot leve mais Brent em queda desarma o principal vetor de pressão e dá ao comprador a chance de defender $62k e devolver o preço ao range, reabrindo a conversa com $64.259 e $65.571. Alta de juros, ou pausa com dot plot apontando aperto à frente, encontra um mercado sem proteção, com put/call no mínimo do ano, liquidez fina e gamma saindo, a receita para o movimento amplificado que viemos contratando, com $62k cedendo e $60k, o put wall, virando o campo de batalha. Nossa postura não muda: os níveis estão dados, o calendário está dado, e o trabalho é aguardar o lado que o Fed e o gamma confirmarem, não o palpite.
8h
Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina
O Bitcoin segue pressionado e é negociado na faixa de US$ 63.400, refletindo um ambiente de maior aversão ao risco nos mercados. As principais altcoins também operam no vermelho, com o Ethereum recuando 0,7%, para abaixo de US$ 1.900, enquanto o XRP cai 1,3%, sendo negociado próximo de US$ 1,05. Apesar da desaceleração da inflação nos Estados Unidos reforçar a expectativa de manutenção das taxas de juros pelo Federal Reserve, as tensões geopolíticas no Oriente Médio continuam sustentando um cenário de cautela, reduzindo o apetite dos investidores por ativos de risco.
Esse sentimento também se reflete nos fluxos institucionais. Os ETFs spot de Bitcoin registraram o terceiro dia consecutivo de saídas, com retiradas de aproximadamente US$ 12 milhões na segunda-feira, após saídas de US$ 225 milhões na quinta-feira e US$ 240 milhões na sexta-feira, indicando que investidores institucionais seguem adotando uma postura mais defensiva. Ao mesmo tempo, o Índice Fear & Greed permanece em 29, dentro da zona de medo, reforçando que o mercado ainda carece de catalisadores para uma recuperação mais consistente.
Do ponto de vista técnico, o cenário também inspira cautela. O RSI próximo de 46 e o MACD em território negativo indicam perda de momentum comprador, sugerindo que o Bitcoin pode continuar consolidando ou testando níveis inferiores no curto prazo, enquanto os investidores aguardam maior clareza sobre a política monetária do Fed e a evolução do cenário geopolítico.
6h30
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 28/07/2026, está cotado em R$ 325.196,61. O BTC perdeu novamente o nível de US$ 65 mil e recuou mais de 2% nas últimas 24h, sinalizando que os touros ainda não tem força suficiente para impulsionar uma alta para US$ 70 mil.

De acordo com Arthur Driessen, analista da Crypto Investidor, o BTC inicia a semana testando uma importante zona de resistência entre US$65.000 e US$67.000. Ele aponta que caso o preço seja rejeitado nessa região e volte a perder o suporte dos US$57.000, teremos a confirmação de um novo fundo descendente, fortalecendo o cenário de continuidade da onda 3 dentro da onda C do bear market. Se esse movimento se confirmar, os próximos objetivos passam a ser as regiões de US$50.000 e US$45.000.

Imagem: Arthur Driessen - Crypto Investidor - Tradingview
Por outro lado, um rompimento consistente da faixa dos US$67.000 mudaria a estrutura de curto prazo. Nesse cenário o BTC formaria um topo ascendente, indicando fortalecimento da pressão compradora e aumentando as chances de uma recuperação até as retrações de 0,5 e 0,618 de Fibonacci, localizadas entre US$70.000 e US$73.000.

Imagem: Arthur Driessen - Crypto Investidor - Tradingview
A semana também deve ser marcada por forte volatilidade devido aos principais eventos econômicos dos Estados Unidos. Na quarta-feira, às 15h, será anunciada a decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros, seguida da coletiva de imprensa. Já na quinta-feira, às 9h30, o mercado acompanha a divulgação do PIB trimestral dos EUA e do índice de inflação PCE, indicadores que podem influenciar diretamente o comportamento do Bitcoin e dos demais ativos de risco", finaliza Driessen.
Por que o BTC caiu hoje?
O movimento de queda começou após o fechamento dos mercados americanos e se intensificou na Coreia do Sul. O KOSPI caiu 8,02% durante o pregão, acionou um circuit breaker e interrompeu as negociações durante 20 minutos. Mesmo após a pausa, os investidores mantiveram as vendas, e o índice encerrou o dia com perda de 10,84%.
Ao mesmo tempo, o mercado de derivativos de criptomoedas transformou a pressão inicial em uma onda de vendas automáticas. As liquidações de posições alavancadas em Bitcoin cresceram 179,59% em 24 horas e alcançaram US$ 143,24 milhões. Os traders que apostavam na alta responderam por mais de 91% desse total.
A liquidação na Coreia do Sul começou no setor de semicondutores, que concentra parte relevante do KOSPI. As ações da SK Hynix perderam 14,7%, enquanto os papéis da Samsung Electronics caíram 14,4%, segundo a Reuters.
Juntas, as duas empresas representam mais da metade do peso do índice sul-coreano. Por isso, o recuo das fabricantes de chips rapidamente atingiu o restante do mercado e provocou chamadas de margem em produtos alavancados negociados por investidores locais.
O movimento também ultrapassou as fronteiras da Coreia do Sul. O Nikkei 225, do Japão, recuou aproximadamente 4%, enquanto o índice de Taiwan perdeu 4,7%. As ações asiáticas reagiram às preocupações com os gastos elevados em inteligência artificial e com o avanço da concorrência chinesa na produção de chips e equipamentos.
Diante desse cenário, os investidores reduziram a exposição aos ativos considerados mais arriscados. Apesar da proposta de funcionar como uma alternativa ao sistema financeiro tradicional, o Bitcoin ainda acompanha frequentemente o comportamento das ações de tecnologia em momentos de forte aversão ao risco.
Além disso, a Coreia do Sul representa um dos principais mercados de negociação de criptomoedas da Ásia. Portanto, um colapso repentino das ações locais pode provocar redução de posições, chamadas de margem e necessidade de liquidez entre participantes que também operam ativos digitais.
A queda das bolsas asiáticas não representa, sozinha, uma explicação completa para o recuo do Bitcoin. No entanto, a sequência dos acontecimentos indica que o choque no mercado acionário ofereceu o gatilho para um mercado cripto que já acumulava posições compradas e mostrava dificuldade para sustentar os US$ 65.000.
Liquidações e Fed aumentam a pressão
Assim que o BTC perdeu esse patamar, as corretoras começaram a encerrar automaticamente posições alavancadas que já não apresentavam garantias suficientes. Esse processo adicionou novas ordens de venda ao mercado e empurrou o preço em direção aos US$ 63.000.
Relatos de mercado também apontaram aproximadamente US$ 100 milhões em liquidações de criptomoedas durante apenas uma hora. Como resultado, a queda formou um ciclo no qual o preço mais baixo provocou liquidações, e as liquidações forçaram novas vendas.
O desequilíbrio mostra que os traders haviam concentrado suas apostas no lado comprador. Quando mais de 90% das liquidações atingem posições long, uma variação relativamente pequena pode desencadear uma correção maior do que o evento inicial justificaria.
Ao mesmo tempo, os investidores mudaram o foco da guerra entre os Estados Unidos e o Irã para a decisão de juros do Federal Reserve. Os dois países suspenderam ataques enquanto Omã tenta construir um acordo sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, embora o Irã negue negociações diretas com Washington.
A redução temporária das tensões derrubou os preços do petróleo e diminuiu parte do risco geopolítico. O WTI recuou para perto de US$ 81, enquanto o Brent caiu para aproximadamente US$ 86, segundo a Reuters. Entretanto, o alívio não sustentou os ativos de risco porque a política monetária voltou ao centro das atenções.
O Comitê Federal de Mercado Aberto encerra sua reunião nesta quarta-feira, 29 de julho. A ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava 64% de probabilidade de manutenção dos juros entre 3,50% e 3,75%, enquanto o restante do mercado ainda considerava a possibilidade de aumento.
A inflação americana perdeu força em junho, o que oferece algum espaço para o Fed manter a taxa. Porém, o petróleo superou US$ 90 na semana passada e reacendeu o debate sobre pressões inflacionárias. Loretta Mester, ex-presidente do Fed de Cleveland, afirmou que os dirigentes precisarão avaliar se os juros atuais conseguem conduzir a inflação novamente à meta de 2%.
Além da decisão monetária, o mercado acompanhará os resultados das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Microsoft e Meta divulgam seus balanços na quarta-feira, enquanto Apple e Amazon apresentam os números na quinta-feira. Resultados sólidos podem ajudar a estabilizar o setor; novas preocupações com os investimentos em inteligência artificial podem prolongar a aversão ao risco.
Bitcoin análise técnica
De acordo com o analista e fundador da OutsetPR, Mike Ermolaev, o Bitcoin mantém uma tendência de baixa no curto prazo, com o preço à vista bem abaixo da Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 dias, em US$ 64.960, e da EMA de 200 dias, em US$ 74.126. A perda da linha de tendência de suporte ascendente anterior, que agora atua como resistência perto de US$ 76.870, reforça a ideia de que o mercado está limitado por vendedores em prazos maiores.
As condições de momentum são fracas, com o indicador MACD (Convergência/Divergência de Médias Móveis) cruzando abaixo da sua linha de sinal e apresentando um histograma negativo. Ao mesmo tempo, o Índice de Força Relativa (IFR) está em 45, sugerindo que a pressão de baixa persiste, mesmo que as condições de sobrevenda não estejam totalmente definidas. Olhando para baixo, o caminho de menor resistência aponta para o apoio psicológico de 60.000 dólares.
Gráfico diário do preço BTC/USDT.
Na parte superior, segundo ele, a resistência inicial é observada na EMA de 50 dias, em torno de US$ 64.960; um fechamento diário acima dessa barreira seria necessário para aliviar a pressão de baixa imediata e abrir caminho em direção à EMA de 200 dias, em aproximadamente US$ 74.126, antes da zona de rompimento da linha de tendência perto de US$ 76.870.
Portanto, o preço do Bitcoin em 28 de julho de 2026 é de R$ 325.196,61. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 28 de julho de 2026, são: Aerodrome Finance (AERO), Binance Life e Morpho (MORPHO), com altas de 4%, 2% e 1% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 28 de julho de 2026, são: Audiera (BEAT), Artificial Superintelligence Alliance (FET) e Venice Token (VVV), com quedas de -27%, -10% e -9% respectivamente.


