
Preço do Bitcoin hoje, 23/07/2026: BTC quase não se move e permanece em US$ 65 mil
Os touros estão conseguindo segurar o BTC acima de US$ 65 mil em mais uma dia de pouca movimentação no preço do ativo.

10h
Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital
Chegamos no ponto de definição. Ontem o Bitcoin alcançou $65.571 e a compra apareceu de imediato defendendo a região, sem conseguir desenvolvimento para um rompimento efetivo. Hoje a defesa apareceu, mas mais abaixo: durante a madrugada houve novo teste do range, defendido em $65.448, com o preço vindo testar as médias. O detalhe importa. O comprador continua presente, mas está entrando progressivamente mais baixo, e defesa migrando para baixo é sinal de que ele está cedendo terreno, não conquistando.

Isso nos direciona a uma conclusão final? Com certeza não. O que temos é o registro do teste e a leitura do que pode se desenrolar. A hipótese otimista é essa região virar suporte primário e servir de base para o corredor acima. Vejo menor probabilidade nesse caminho, por razões concretas.
Primeiro, os dealers seguem long gamma acima do gamma flip em $65k, ou seja, vendem em cada avanço e compram em cada queda, o que mecanicamente sufoca tentativa de rompimento e devolve o preço ao meio. Segundo, logo acima está o cluster de $66k com parede de derivativos, então mesmo um avanço encontra oferta organizada antes de respirar. Terceiro, e mais importante: transformar resistência em suporte exige fluxo comprador entrando, e ele não está aparecendo.

O volume spot roda a 62% da média anual e o volume de futuros da CME está perto das mínimas do ano. Rompimento sem combustível não sustenta, e por isso a leitura base segue o preço preso no mini-range de $64.259 a $65.571, dentro do range maior de $62k a $65k. A perda de $65.240 abre o caminho de volta ao suporte mínimo em $64.259.
Estamos num mercado extremamente neutro, sem interesse relevante entrando, dentro de uma mola de range onde o preço vai liquidando investidores dos dois lados. Enquanto o ativo ficar preso dessa forma, as mesmas coisas vão continuar acontecendo, e a leitura correta é não forçar movimento onde não há.
Mas por baixo da lateralização, o on-chain começou a mostrar mudanças que merecem registro. Os detentores de longo prazo praticamente pararam de realizar lucro, e a pressão do lado vendedor aliviou pela primeira vez desde setembro de 2025. Vendedor recuando com oferta ainda em prejuízo é o comportamento que marcou exaustão em finais de bear anteriores.

Na mesma direção, a margem de lucro e prejuízo dos detentores de curto prazo chegou a 9%, saiu da tendência de baixa e entrou em estado neutro, se aproximando gradualmente do preço realizado dos STH. Nada disso confirma virada, mas é a primeira vez em meses que o lado vendedor dá sinal de cansaço estrutural, e ignorar isso seria tão errado quanto tratá-lo como fundo.

O ponto que amarra tudo está no posicionamento de opções contra o calendário. O put/call open interest caiu para 0,56, o mais baixo de 2026, com traders desmontando proteção de baixa, e a volatilidade implícita segue abaixo de 40%. A leitura otimista é sentimento melhorando: ninguém está pagando por risco de cauda.
Mas há o outro lado, e é o que importa operacionalmente: o mercado está entrando desprotegido numa janela de evento binário, com FOMC na semana que vem e a maior liberação de gamma do mês, 44%, no dia 31. Some a isso a liquidez fina que já apontamos e você tem a receita de um desmonte rápido. Vol comprimida, hedge retirado, liquidez baixa e dois gatilhos colados no calendário: o movimento que sair dali tende a ser amplificado, e a direção quem entrega é o Fed, não o gráfico.
Enquanto os dealers seguirem long gamma acima de $65k, a rejeição no cluster de $66k é o cenário base e o preço tende a trabalhar o mini-range. Sustentar $65.571 mantém o rompimento vivo com $66k, $67.243 e $69.992 como degraus. Perder $65.240 devolve $64.259, e a perda semanal desse nível reabre $62k e depois $60k. O sinal de exaustão vendedora no on-chain é o dado novo a acompanhar, mas confirmação só vem com fluxo spot aparecendo. Até 28 e 31 de julho, é range e paciência.
8h
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira, 23/07/2026, está cotado em R$ 334.196,87. Os touros estão conseguindo segurar o BTC acima de US$ 65 mil em mais uma dia de pouca movimentação no preço do ativo.

André Franco, CEO da Boost Research, aponta que no mercado acionário americano, a Alphabet teve receita recorde de US$ 119,8 bilhões no trimestre, alta de 24% na comparação anual, mas as ações caíram no after-market após a empresa anunciar salto nos investimentos em infraestrutura de IA e um ganho contábil que inflou o lucro. A Tesla também decepcionou: a receita de US$28,2 bilhões superou estimativas, puxada por entregas recordes, mas o lucro por ação ficou abaixo do esperado e o papel recuou no after-market.
Assim, segundo ele, a cautela com as megacaps de tecnologia se soma à escalada no Oriente Médio, com o petróleo Brent perto de US$95,60 o barril após um petroleiro ser atingido perto da Arábia Saudita e Trump ameaçar novos ataques ao Irã. O ouro, na casa dos US$4.100 a onça, segue como porto-seguro, enquanto os juros de 10 anos subiram levemente, para 4,66%. Na reunião do Fed de 28 e 29 de julho, a manutenção da taxa ainda domina as apostas, mas a chance de um novo aumento ganhou força nas últimas horas.
Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$65.500, apresenta expectativa de curtíssimo prazo neutra a levemente negativa, pressionado pela aversão a risco generalizada mesmo com o fluxo institucional ainda positivo. O preço testa de volta a zona de US$ 65,6 mil rompida na terça: a faixa provável de oscilação fica entre US$ 64,5 mil e US$ 67 mil, a perda dessa zona abriria caminho de volta à média de 200 semanas, em US$ 62,7 mil, e a resistência imediata segue em US$ 68 mil, com o topo de junho, entre US$ 71 mil e US$ 72 mil, como projeção mais distante. O saldo do dia pende pra cautela, à espera do balanço da Intel e de sinais mais claros do Fed.
Os ETFs de Bitcoin à vista registraram entradas líquidas de US$ 68,99 milhões na quarta-feira, elevando as entradas acumuladas desde 14 de julho para US$ 999,38 milhões, de acordo com dados da SoSoValue.
A sequência atual permanece abaixo da sequência de nove sessões de abril, quando os ETFs de Bitcoin à vista atraíram US$ 2,1 bilhões em entradas líquidas.

Fluxos diários em ETFs spot de Bitcoin listados nos EUA desde 14 de julho. Fonte: SoSoValue
O Índice de Medo e Ganância das Criptomoedas (Crypto Fear & Greed Index), um indicador do sentimento do mercado, caiu para 31 na quinta-feira, ante 33 na quarta-feira.
“A consistência sugere que as instituições estão reconstruindo sua exposição de longo prazo ao Bitcoin por meio de ETFs regulamentados”, disse Markus Levin, cofundador da XYO, um protocolo de verificação descentralizado, ao Cointelegraph. Levin afirmou que a melhora do sentimento macroeconômico, as expectativas de uma política monetária mais frouxa, a desaceleração da inflação e o fortalecimento dos mercados de ações incentivaram os investidores a retornarem aos ativos de risco.
Bitcoin análise técnica
De acordo com o analista Manish Chhetri, o BTC se mantém acima da Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 dias, em US$ 65.163, indicando uma tendência levemente positiva no curto prazo, mas permanece abaixo da EMA de 100 dias, em US$ 68.063, e da EMA de 200 dias, em US$ 74.348, o que limita uma recuperação mais ampla.
Além disso ele relata que o Índice de Força Relativa (IFR) próximo de 56 permanece acima da linha média, mas aponta para baixo. Ao mesmo tempo, a Convergência/Divergência da Média Móvel (MACD) permanece em território positivo, sugerindo uma melhora no momentum que ainda não superou a estrutura de tendência predominante.
Na parte superior, a resistência inicial surge na EMA de 100 dias, em torno de US$ 68.063, antes da EMA de 200 dias, perto de US$ 74.348, com uma barreira horizontal mais distante em US$ 84.410 reforçando o limite de médio prazo. No lado negativo, o suporte imediato vem da EMA de 50 dias em US$ 65.163, seguido por um piso horizontal em torno de US$ 64.004, onde se espera que os compradores defendam a atual fase corretiva para evitar uma queda mais acentuada.

Portanto, o preço do Bitcoin em 23 de julho de 2026 é de R$ 334.153,32. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0029 BTC e R$ 1 compram 0,0000029 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 23 de julho de 2026, são: Stable (STABLE), Binance Life e World Liberty Finance (WLFI), com altas de 15%, 12% e 11% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 23 de julho de 2026, são: Virtual Protocols (VIRTUAL), Filecoin (FIL) e Aerodrome Finance (AERO), com quedas de -6%, 5% e 4% respectivamente.

