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Escrito por Cassio GussonRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Deputado Federal pede que 100% das baterias dos carros elétricos do Brasil sejam registradas em blockchain

Últimas NotíciasPublicado9 de abr. de 2026

Projeto de lei propõe rastreamento total das baterias de carros elétricos com uso de blockchain, mirando sustentabilidade, transparência e controle ambiental no Brasil.

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Nesta quinta. 09, o deputado federal Antonio Carlos Rodrigues (PL/SP) apresentou o Projeto de Lei 1715/2026, que propõe um sistema nacional de rastreamento completo das baterias dos carros elétricos no país, incluindo o uso de blockchain.

A proposta estabelece a criação da Política Nacional de Economia Circular para Baterias (PNECB), com o objetivo de acompanhar todo o ciclo de vida desses componentes, desde a produção até o descarte.

No centro da proposta está o chamado Passaporte Digital da Bateria, um registro individual que poderá utilizar tecnologias como QR Code, RFID ou blockchain para garantir rastreabilidade e autenticidade das informações.

Esse passaporte reunirá dados completos, incluindo origem dos materiais, composição química, emissões de carbono, histórico de uso, reparos, reaproveitamento e destinação final. Assim, se aprovado, cada bateria passa a ter uma identidade digital única, acessível ao longo de toda a cadeia.

Além disso, o projeto prevê a criação de uma Plataforma Nacional de Rastreabilidade de Baterias, que centralizará essas informações e poderá utilizar tecnologias como blockchain, inteligência artificial e big data para monitoramento e prevenção de fraudes.

A medida busca garantir transparência e permitir que fabricantes, autoridades e consumidores acompanhem o ciclo completo das baterias com maior precisão.

Deputado aponta risco ambiental

Na justificativa do projeto, o deputado argumenta que o avanço da mobilidade elétrica, embora positivo, pode gerar um problema ambiental significativo caso não haja controle adequado sobre o descarte e reaproveitamento das baterias.

Segundo o texto, o Brasil registrou 223 mil veículos eletrificados vendidos em 2025, um salto expressivo em relação aos anos anteriores, e já apresenta um cenário em que uma parcela relevante dos veículos novos utiliza essa tecnologia.

Diante desse crescimento, o parlamentar alerta que milhões de baterias deverão atingir o fim da vida útil nas próximas décadas, o que pode transformar uma solução energética em um passivo ambiental de grande escala.

Ele também destaca que o país ainda não possui um arcabouço regulatório robusto para lidar com esse desafio, enquanto regiões como a União Europeia já adotam regras específicas para tornar as baterias mais seguras, sustentáveis e rastreáveis.

Outro ponto central do projeto é a adoção de um modelo de economia circular, que busca reduzir desperdícios e reaproveitar materiais estratégicos presentes nas baterias, como lítio, níquel e cobalto.

O texto prevê responsabilidade compartilhada entre todos os agentes da cadeia — fabricantes, importadores, distribuidores, consumidores e recicladores — e estabelece mecanismos como logística reversa, incentivos fiscais e certificações de sustentabilidade.

Além disso, a proposta incentiva novos modelos de negócio, como o conceito de “bateria como serviço” (BaaS), no qual o fabricante mantém a responsabilidade sobre o ciclo de vida do produto.

Obrigatoriedade começa em 2030

Caso seja aprovado, o projeto determina que, a partir de fevereiro de 2030, todas as baterias com capacidade superior a 2 kWh comercializadas no Brasil deverão possuir o passaporte digital obrigatório.

Isso inclui praticamente todas as baterias utilizadas em veículos elétricos, o que na prática amplia o alcance da medida para toda a frota futura. A proposta ainda será analisada pelas comissões da Câmara,

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