A blockchain Base, desenvolvida pela Coinbase, anunciou nesta quarta, 01, que intensificou sua estratégia para 2026 e colocou três frentes no centro da operação: stablecoins, tokenização de ativos e fortalecimento da comunidade de desenvolvedores.
A blockchain, que também deve intensificar sua atuação no Brasil, já movimentou mais de US$ 17 trilhões em volume de stablecoins, distribuídos entre 26 moedas locais e 17 países.
Esse movimento acontece em um momento em que o mercado passa por uma transformação estrutural. Segundo a Base, as stablecoins já funcionam como uma forma de dinheiro digital rápido, global e de baixo custo, enquanto a tokenização começa a incluir ativos tradicionais como ações, commodities e participações empresariais.
Dentro desse plano, a empresa pretende evoluir sua infraestrutura para garantir liquidações em menos de um segundo, com custos inferiores a um centavo. Além disso, busca atrair ativos tradicionais para dentro da blockchain, incluindo ações, commodities e instrumentos financeiros complexos, ampliando o escopo de uso da tecnologia .
Outro ponto destacado é o fortalecimento do aplicativo Base como um hub global de negociação. A ideia é permitir que usuários negociem milhões de ativos, acompanhem tendências e interajam com outros investidores em um ambiente integrado.
Na prática, essa estratégia coloca a Base em competição direta com infraestruturas financeiras tradicionais, ao oferecer uma alternativa mais eficiente, transparente e acessível.
Stablecoins ganham papel central na nova economia digital
Além da tokenização, a Base informou que deseja intensificar seus esforços para escalar o uso de stablecoins como base dos pagamentos digitais. A empresa defende que esses ativos já representam a camada financeira da internet, com crescimento acelerado e adoção global.
Para sustentar essa expansão, a blockchain planeja implementar melhorias como pagamentos com taxas em stablecoins, maior privacidade e suporte a funcionalidades avançadas, incluindo políticas financeiras e recompensas integradas.
Outro foco está na criação de mercados altamente líquidos para stablecoins, com acesso facilitado a operações de negociação, crédito e financiamento. A proposta é transformar essas moedas digitais em ferramentas completas para poupança, consumo e investimento.
Ao mesmo tempo, o aplicativo Base deve evoluir para permitir que usuários ganhem rendimento com stablecoins, realizem pagamentos globais e acessem crédito com garantia em criptoativos, ampliando o uso no dia a dia.
Desenvolvedores entram no centro da estratégia
A Base também destacou seu compromisso com o ecossistema de desenvolvedores, considerado essencial para o crescimento da economia onchain. A empresa já financiou mais de 50 equipes e agora pretende ampliar esse suporte com novos programas e incentivos.
Entre as iniciativas, estão a criação de padrões tecnológicos, ferramentas para agentes de inteligência artificial e sistemas de incentivo que recompensam projetos com maior impacto em usuários e volume transacionado .
A estratégia inclui ainda a construção de uma comunidade, com conselhos de desenvolvedores e programas de aceleração que ajudam startups a escalar soluções dentro da blockchain.

