11% dos usuários de internet no Brasil já foram vítimas de fraudes online

Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDJ) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) revelou que 11% dos usuários de Internet no Brasil já perderam dinheiro com esquemas fraudulentos. A informação é da Folha de Londrina, portal do interior do Paraná.

Foram entrevistados 917 homens e mulheres, com 18 anos ou mais, de todas as classes sociais do Brasil e de todas as classes sociais, todos alfabetizados.

Os esquemas de pirâmide, diz a coluna - entre eles aqueles envolvidos com fraude de criptomoedas, que tiveram grande alta em 2019 -, são o golpe mais aplicado na Internet, seguidos por golpes de seguradora, que prometem seguridade a partir do pagamento de taxas e despesas, e do golpe com ações ou fundos de aposentadoria, que pediriam pagamento antecipado de supostos encargos.

Os fatores que podem ter pesado para que os usuários acreditassem nos esquemas apontados são excesso de confiança, ganância, ingenuidade e pouca preocupação de checar a veracidade das informações dos golpistas.

A promessa de alto rendimento, um clássico das pirâmides de Bitcoin, é citada por 44% dos entrevistados como um dos fatores que levaram os entrevistados a serem enganados, outros 36% disseram acreditar que para "investir" não seria necessário entender de rendimentos e 32% destacaram que os riscos oferecidos pareciam baixos.

43% das pessoas realizou compras a partir de consultores anônimos não registrados ou licenciados, também conhecidos no mercado das pirâmides como "líderes", copiando a estrutura de empresas de marketing multinível. Até a pesquisa, 62% dos afetados não havia recuperado o investimento perdido.

Gabriel Vansolini, sócio e assessor da Bravus Investimentos, diz na matéria que um simples cálculo poderia evitar que os investidores caíssem em um golpe de pirâmide. Ele diz que há promessas de ganhos de até 5% por dia, o que ao fim do ano somaria um valor praticamente infinito e irreal: 

“São ganhos muito expressivos, muito fora da curva, com pouco investimento. Não tem como ter um ganho tão alto considerando que a nossa taxa básica de juros é de 4,5% ao ano. Não existe almoço grátis. Se quer ter mais retorno de investimento, ou abre mão de prazo ou corre riscos”

O especialista ainda completa dizendo que qualquer operação ou análise de investimentos não registrada junto à CVM não deve ser considerada investimento, e sim golpe: "há golpistas que dizem que a oferta de investimento não está registrada na CVM porque é do interior. Mas mesmo que o ativo não seja lastreado no Brasil, deve ter registro na Comissão", concluiu.