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Escrito por Walter Barrosstaff writerRevisado por Lucas Caramstaff editor

Brasil ignora incertezas e aporta R$ 70,8 milhões em fundos de criptomoedas

MercadosPublicado27 de out. de 2025

Atraso em divulgação de dados por causa do shutdown limita apetite dos mercados de risco, mas investidores brasileiros apostam em rali.

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Resumo da notícia:

  • Shutdown limita apetite ao risco, mas investidores do Brasil mantêm confiança em ETPs cripto.
  • AuM nacional e global também evolui.
  • Bitcoin lidera otimismo, com destaque para os iShares ETFs, da BlackRock.

Investidores do Brasil aportaram líquidos US$ 13,2 milhões, R$ 70,8 milhões, em fundos de criptomoedas no acumulado semanal de sexta-feira (24). Nesse período, o fluxo de entradas globais chegou a US$ 921 milhões, segundo a CoinShares.

Reprodução/CoinShares.

Na avaliação da gestora de criptomoedas, o desempenho global do segmento foi tímido e espelhou a falta de dados macroeconômicos emitidos por órgãos governamentais dos Estados Unidos, por causa do shutdown (paralisação) decorrente do impasse envolvendo a aprovação do orçamento do governo de Donald Trump, já que o ano fiscal começou no dia 1º de outubro.

Na última sexta-feira (24), com atraso, o Departamento do Trabalho divulgou o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), apontando avanço de 0,3% dos preços e 3% no acumulado de 12 meses, até setembro. O que, segundo a CoinShares, ajudou a “restaurar a confiança de que novos cortes nas taxas de juros são prováveis ​​este ano”.

Os volumes negociados em ETPs [produtos cripto negociados em bolsa] globalmente permaneceram robustos, atingindo US$ 39 bilhões na semana, bem acima da média semanal acumulada no ano (YTD) de US$ 28 bilhões, observou a gestora.

Regionalmente, além do Brasil, EUA, Alemanha e Austrália aportaram respectivos líquidos de US$ 843 milhões, US$ 502,1 milhões e US$ 900 mil. Em direção contrária, Suíça, Suécia e Hong Kong sacaram respectivos líquidos de US$ 358,9 milhões, US$ 49,2 milhões e US$ 11,2 milhões, enquanto outros países retiraram líquidos US$ 8,3 milhões.

O Brasil chegou a US$ 1,6 bilhão e também avançou em relação ao total de ativos sob gestão (AuM), sexto maior volume global. Estados Unidos, Suíça, Alemanha, Canadá, e Suécia também mantiveram suas posições ao encerrarem a semana com respectivos AuM de US$ 160,89 bilhões, US$ 7,73 bilhões, US$ 7,44 bilhões, US$ 6,82 bilhões e US$ 3,52 bilhões. Enquanto isso, outros países recuaram a US$ 38,25 milhões. Já o AuM total encerrou a semana em US$ 229,65 bilhões.

Pela aferição de criptoativos, fundos em Bitcoin (BTC) atraíram líquidos US$ 931 milhões. Na mesma direção, XRP, cestas multiativos, Solana (SOL) e Short Bitcoin responderam por respectivas entradas líquidas de US$ 84,3 milhões, US$ 33,2 milhões, US$ 29,4 milhões e US$ 14,4 milhões. Pelo contrário, o ETPs de Ethereum (ETH) e de Sui (SUI) registraram respectivos US$ 168,7 milhões e US$ 8,5 milhões em saídas líquidas.

Por fundos, Coinshares Digital Securities, iShares ETFs (Bitcoin e Ethereum), ProShares ETFs, Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund e Bitwise Funds representaram os maiores volumes de entradas líquidas, US$ 498 milhões, US$ 235 milhões, US$ 84 milhões, US$ 52 milhões e US$ 31 milhões respectivamente. Em caminho oposto, a Grayscale registrou US$ 118 milhões em saídas líquidas.

Na semana anterior, os investidores nacionais compraram a ‘cascata de liquidez’ ao depositarem R$ 37 milhões em fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

Este artigo é produzido de acordo com a Política Editorial da Cointelegraph e destina-se apenas a fins informativos. Não constitui aconselhamento de investimento ou recomendações. Todos os investimentos e negociações envolvem riscos; os leitores são incentivados a realizar pesquisas independentes.

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