
AIA, HIPPO e FOLKS sobem até 530% e ignoram queda do Bitcoin
Tokens se desprendem de cenário de incerteza causada no mercado cripto por dados que apontam escalada do desempego nos EUA por causa da IA.

Resumo da notícia:
- AIA, HIPPO e FOLKS disparam, apesar do aumento da pressão de venda de criptomoedas.
- Dados de empresa de consultoria apontam perda massiva de empregos por causa da IA e causa preocupação nos mercados.
- ETFs de Bitcoin e Ethereum reagem, apesar do aumento do medo.
- Apesar da saída de capital líquido e de liquidações de traders alavancados, RSI indica perda de força da pressão de venda das criptomoedas.
O mercado de criptomoedas operava a um market cap de US$ 3,35 tilhões (-2,1%) na manhã desta sexta-feira (7), quando o Bitcoin (BTC) orbitava US$ 100 mil (-3%) com dominância a 59,7%, medo dos investidores (21%) e a maioria das altcoins no vermelho.
Apesar da majoração da pressão de venda e de liquidações, chamava a atenção o desempenho dos tokens DeAgentIA (AIA), sudeng (HIPPO) e Folks Finance (FOLKS), transacionados respectivamente por US$ 14,96 (+530%), US$ 0,0048 (+262%) e US$ 4,82 (+135%).

Gráfico de 24 horas do par AIA/USD. Fonte: CoinMarketCap.
Em relação ao AIA, a valorização da altcoin sucedia uma notícia de parceria entre a plataforma de agentes de inteligência artificial (IA) DeAgentIA com o protocolo de pagamentos Pierverse, voltada à utilização dos agentes de IA na verificação de faturas on-chain. O que também posiciona o AIA como um meio de liquidação dentro do ecossistema.
Enquanto a IA favorecia a disparada do token, a tecnologia também pressionava indiretamente o Bitcoin e índices acionários como S&P 500 e Nasdaq, historicamente associados ao desempenho do rei das criptomoedas, encerrados em respectivos 6.720,32 (-1,12%) e 23.053,99 pontos (-1,90%). O que acontecia na esteira do crescimento das preocupações com a escalada do desemprego nos Estados Unidos por causa da IA.
Segundo dados divulgados pela consultoria de recolocação Challenger, Gray & Christmas, as empresas demitiram 153.074 pessoas em outubro, quase o triplo de setembro.
Alguns setores estão se ajustando após o boom de contratações da pandemia, mas isso ocorre em um momento em que a adoção da IA, o enfraquecimento do consumo e dos gastos corporativos e o aumento dos custos levam à contenção de despesas e à suspensão de contratações, informou a Challenger.
De acordo com a consultoria, os cortes chegam a um milhão de postos de trabalho no acumulado anual, o maior desde a pandemia.
Pelo lado menos pessimista, que pode impactar positivamente mercados como o de criptomoedas, a Challenger acrescentou que “é possível que, com cortes nas taxas de juros e um bom desempenho em novembro, as empresas façam um esforço de última hora para contratar, mas, neste momento, não esperamos um ambiente forte de contratações sazonais em 2025”.
O VIX, “índice do medo” calculado pela Bolsa de Valores de Chicago (CBOE) a partir do desempenho das empresas de capital aberto que compõem o S&P 500, voltou a ganhar força e chegava a 20,15 pontos (+3,5%). Apesar disso, os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em Bitcoin em Ethereum (ETH) avançaram por respectivas entradas líquidas de US$ 240,03 milhões e US$ 12,51 milhões, segundo dados da SoSoValue.
O mapeamento da Coinglass do mercado de Futuros de criptomoedas apontava baixa a US$ 142,01 bilhões (-0,6%) no Interesse Aberto e alta a US$ 309,66 bilhões (+17,7%) no volume de negociações. Já que a liquidação de traders alavancados de criptomoedas avançava a US$ 618,52 milhões (+86,4%) com desvantagem para os touros, já que a liquidação de posições compradas (longs) superava US$ 409 milhões ante US$ 208 milhões em posições vendidas (shorts).
A 48,87 pontos, o índice de força relativa (RSI) médio das criptomoedas se encontrava em região de neutralidade, porém com aumento da pressão compradora, no comparativo com o dia anterior. O mapa de calor também destacava diversos tokens nas zonas de forte compra ou sobrecompra e de forte venda ou sobrevenda. Na primeira faixa, mais sujeita à correção, estavam tokens como FIL, HIPPO, ZEC, NEAR, ETC, XTZ, AR, FET, ICP, 1INCH, ROSE, MANTA, SCRT, PROMPT, PHA, TRUTH, SUN, OG, FLUX, LUMIA. No outro extremo, mais sujeito a reversão, estavam tokens como H, PENGU, EVAA, ESPORTS, 1000CHEEMS, XPIN, EUL, CLO, NOM, YALA, SWELL.

Mapa de calor de 4 horas do RSI das criptomoedas. Fonte: Coinglass.
O índice altseason, que se referencia pelas 100 maiores capitalizações de mercado, mantinha-se a 23 pontos. No grupo das mil maiores altcoins em market cap, o DCR recuava a US$ 29,82 (-27,6%), o SPX valia US$ 0,60 (-9,5%), o ASTER valia US$ 0,98 (-9,2%), o TRUMP representava US$ 7,43 (-5,7%), o KAS correspondia a US$ 0,049 (+7,5%), o DOT estava precificado em US$ 2,79 (+7,5%), o ATOM orbitava US$ 2,76 (+7,1%) e o STRK era comprado por US$ 0,11 (+7%).
Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o FIL ascendia a US$ 2,16 (+60,6%), o ICP correspondia a US$ 7,92 (+29,5%), o XTZ chegava a US$ 0,65 (+23,7%), o NEAR estava precificado em US$ 2,24 (+18,5%), o MANTA era negociado por US$ 0,12 (+37,7%), o SCRT era transacionado por US$ 0,28 (+36,8%), o MBG atingia US$ 0,74 (+34,9%), o AR se nivelava por US$ 5,57 (+30,8%), o ROSE respondia por US$ 0,023 (+29,7%) e o ICP era trocado de mãos por US$ 7,86 (+29,7%).
Entre as novas listagens estavam SAPIEN na Crypto.com, HYPE na Bitkub, CC na Kucoin, EDGE e XMN na Bitvavo, ARIA e AIN na HitBTC, MEC na AdcendEX, MATH, SAPIEN e MAMO na Biconomy.
No adia anterior, as criptomoedas reagiam com o Bitcoin a US$ 103 mil e julgamento do tarifaço de Trump, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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