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Escrito por Cassio Gusson ⁠, Staff Writer.Revisado por Lucas Caram ⁠, Staff Editor.

Alta meteórica: Bitcoin vai subir para US$ 500 mil até 2030 e US$ 1,6 milhão até 2050, defende WisdomTree

FeaturesPublicadoJul 10, 2025

Nova análise da WisdomTree projeta valorização de Bitcoin e ouro com base em três cenários macroeconômicos ligados à expansão da oferta monetária global.

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Embora o preço do Bitcoin tenha registrado uma nova máxima histórica nesta quinta-feira, 10, sendo negociado acima de US$ 116 mil, para o analista Blake Heimann, Associado Sênior, Pesquisa Quantitativa, WisdomTree, o valor “não é nada” perto do potencial da criptomoeda no longo prazo.

Heimann acredita que à medida que a dívida soberana aumenta, o risco de inflação persiste e a confiança institucional diminui, os investidores buscam ativos que protejam o poder de compra em um cenário monetário cada vez mais instável e isso pode impulsionar o BTC.

Segundo ele, tradicionalmente, o ouro desempenhou o papel fundamental de reserva de valor durável e ativo de reserva comum. Hoje, no entanto, o Bitcoin está emergindo como uma alternativa confiável e descentralizada.

Diante disso, o analista criou uma nova análise baseada em cenários que explora como a expansão sustentada da oferta global de moeda pode remodelar os preços futuros do ouro e do Bitcoin.

“Em nossa previsão de caso base, o Bitcoin deve atingir US$ 250 mil e o ouro subir para US$ 4.000 até o ano de 2030 , com potencial para maior valorização em caso de inflação crescente e maior irresponsabilidade fiscal”, afirma.

Três cenários de alta para o Bitcoin

A análise modela as avaliações do Bitcoin e do ouro sob três trajetórias macroeconômicas distintas – um caso deflacionário, um caso base e um caso inflacionário – utilizando uma estrutura que vincula seu valor futuro à oferta monetária global projetada.

De acordo com o analista, ao prever a oferta monetária e consultar dados históricos sobre como o valor total dos ativos de "dinheiro forte" se relaciona com a oferta monetária global durante vários regimes, é possível estimar o valor da cesta de "dinheiro forte" composta por bitcoin e ouro.

Com a compreensão da oferta circulante futura de cada ativo, combinada com as premissas da crescente participação do bitcoin nessa cesta, os preços futuros do bitcoin e do ouro são derivados para cada um dos seguintes cenários.
  1. Caso Deflacionário: Neste caso, os governos recuperam a disciplina fiscal e apertam a política monetária, resultando em um crescimento mais lento da oferta de moeda. Essa trajetória ecoa o cenário desinflacionário da década de 1990 e início dos anos 2000 e serve como uma âncora útil para a avaliação, considerando o cenário atual.
  2. Caso Base: Este cenário reflete a continuidade das condições macroeconômicas atuais: inflação moderada, crescimento real modesto e expansão monetária persistente. À medida que a liquidez aumenta, os investidores continuam alocando recursos em alternativas monetárias escassas, como o bitcoin, que continua a ganhar participação gradualmente, juntamente com o ouro.
  3. Caso Inflacionário: O cenário final é definido por inflação consolidada, gastos deficitários persistentes e uma crescente perda de confiança em moedas fiduciárias. Este cenário se alinha ao comportamento histórico durante episódios de desvalorização monetária, quando a demanda dos investidores por ativos de reserva de valor aumenta significativamente em resposta a choques inflacionários. A adoção do bitcoin como reserva de valor, juntamente com o ouro, acelera.

Fonte: WisdomTree, junho de 2025.

Perspectivas são boas

Desse modo, Heimann argumenta que se a oferta de moeda crescer em linha com as tendências históricas e os investidores se realocarem para reservas de valor escassas, ambos os ativos estão prontos para uma valorização significativa.

No cenário base, o bitcoin atingirá US$ 250 mil e o ouro subirá para US$ 4.000 nos próximos 5 anos. Em condições mais inflacionárias, as avaliações podem ultrapassar US$ 500 mil para o bitcoin e US$ 5,5 mil por onça para o ouro.

Com a oferta fortemente restrita e a demanda crescente por resiliência monetária, ambos os ativos oferecem papéis diferenciados em uma alocação diversificada de ativos de "dinheiro sólido", finaliza
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