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Escrito por Cassio Gusson ⁠, Staff Writer.Revisado por Lucas Caram ⁠, Staff Editor.

Melhor hora para comprar Bitcoin é agora: instituições compram 6 vezes mais BTC do que os mineradores conseguem minerar

FeaturesPublicadoOct 20, 2025

Instituições compram seis vezes mais Bitcoin do que mineradores produzem, enquanto investidores mantêm posições e o mercado se torna mais maduro e estável.

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Resumo da notícia

  • Instituições estão comprando seis vezes mais Bitcoin do que mineradores produzem.
  • 91% dos investidores estão com lucro e não vendem suas posições.
  • Analista da 21Shares diz que o tempo no mercado supera o tempo de entrada.

Embora o BTC tenha recuado mais de 10% desde sua máxima histórica e atualmente luta para manter US$ 11 mil, segundo o analista Maximiliaan Michielsen, da 21Shares, destaca que este pode ser um dos melhores momentos para comprar Bitcoin já que a tendência de alta não foi afetada pela correção e os investidores estão comprando 6 vezes mais Bitcoin do que os mineradores conseguem produzir.

Ele reforça que o cenário atual representa uma transição importante: o Bitcoin deixou de ser um ativo especulativo e passou a ocupar espaço estratégico em portfólios institucionais e reservas corporativas.

“O tempo no mercado supera o tempo de entrada. Mesmo quem comprou Bitcoin no pior momento de cada ano desde 2020 ainda mais do que dobrou seu investimento”.

Esse dado, segundo Michielsen, reforça que o foco não deve estar em tentar adivinhar o topo ou o fundo, mas em manter uma exposição consistente a um ativo que se mostra cada vez mais resiliente e integrado ao sistema financeiro global.

Desde o lançamento dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos, em janeiro de 2024, mais de US$ 25 bilhões fluíram para produtos institucionais. Esse volume supera em múltiplas vezes a produção dos mineradores, criando um desequilíbrio estrutural entre oferta e demanda.

“Com mais de seis vezes o volume minerado sendo comprado por empresas, fundos e governos, a pressão de compra é contínua e o impacto nas correções se torna muito menor”, destacou Michielsen. Segundo ele, esse fenômeno está comprimindo a volatilidade e transformando a estrutura do mercado.

Hoje, cerca de 91% dos detentores de Bitcoin estão com lucro não realizado, o que indica que mesmo com altas expressivas, ninguém quer vender. Nas palavras do analista: “Os investidores parecem mais convictos e menos emocionais. As mãos fortes estão dominando esta fase do ciclo.”

Maturidade de mercado

Em ciclos anteriores, quando o Bitcoin se aproximava de máximas, o mercado registrava grandes ondas de realização de lucros, seguidas de correções profundas. Agora, a movimentação está mais equilibrada. Mesmo com choques macroeconômicos — como a crise do iene em 2024, as tarifas dos EUA em 2025 e recentes tensões geopolíticas — não houve pressão generalizada de venda.

“Estamos vendo um mercado muito mais maduro”, disse Michielsen. “As quedas de preço acontecem, mas são menores e duram menos tempo. O perfil de quem compra hoje é diferente: são alocações estratégicas, não apostas de curto prazo.”

Essa mudança de perfil tem reduzido as quedas médias do ciclo atual para menos de 30%, o que contrasta com as correções de mais de 50% observadas nos ciclos anteriores. Agora, cada correção tem sido seguida por rápidas recompras, sinalizando forte absorção institucional.

O relatório da 21Shares mostra que o Bitcoin tem funcionado como um ativo de proteção e crescimento. A correlação com outros mercados está diminuindo, e a volatilidade, antes considerada um risco, agora é interpretada como assimétrica — mais voltada para o ganho do que para a perda.

“Em um mundo com política monetária frouxa e pressão fiscal crescente, possuir ativos duráveis é mais importante do que nunca.”, disse.

Ele acrescenta que a compra próxima das máximas não é sinal de risco, mas reflexo do comportamento de ativos de qualidade que superam a desvalorização monetária.

Segundo ele, a pergunta mais importante não é se o Bitcoin está “caro”, mas: “O Bitcoin será mais ou menos importante daqui a um, cinco ou dez anos?”. A resposta a essa questão, afirma o analista, define se o investimento faz sentido.

Bitcoin como ativo estrutural de portfólio

Os dados da 21Shares também sugerem que uma alocação de apenas 5% em Bitcoin já é suficiente para melhorar o retorno ajustado ao risco de portfólios tradicionais. A comparação entre carteiras 60/40 e carteiras com exposição cripto mostra que, durante eventos de estresse, como as tarifas americanas de 2025, as carteiras com Bitcoin se recuperaram mais rapidamente — em 17 dias, contra 22 da tradicional.

Mesmo sem rebalanceamento, a volatilidade permaneceu sob controle, evidenciando que o Bitcoin entrega ganho assimétrico sem ampliar o risco geral.

“O ativo está amadurecendo. A volatilidade não está apenas caindo — está mudando de forma. Temos menos quedas bruscas e mais subidas consistentes”, disse Michielsen.

A força institucional e o avanço regulatório vêm transformando o Bitcoin em um ativo macro global, cada vez mais comparado ao ouro e a títulos soberanos de longo prazo. Com uma estrutura de demanda sólida e uma oferta previsível — limitada a 21 milhões de unidades —, o ativo caminha para se consolidar como reserva digital de valor universal.

“O caso para o Bitcoin nunca foi tão forte. Mesmo o pior investidor dos últimos cinco anos ainda dobrou seu capital. A volatilidade está diminuindo, a liquidez está crescendo e a integração com o sistema financeiro é irreversível.”, finalizou.
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