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Nihatcan Yanik
Escrito por Nihatcan Yanik,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

De Davos à América Latina: por que as stablecoins voltaram ao centro das atenções

Falando em Davos 2026, o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, destacou como a regulação clara e as stablecoins estão estabelecendo as bases para mercados sempre ativos

De Davos à América Latina: por que as stablecoins voltaram ao centro das atenções
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A narrativa do mercado cripto está mudando da volatilidade de preços para a infraestrutura financeira, impulsionada por stablecoins, regulação e tokenização. A Coinbase está se posicionando em torno dessa mudança por meio de infraestrutura em conformidade regulatória e utilidade de stablecoins.

No Fórum Econômico Mundial de 2026, em Davos, a conversa sobre criptomoedas sinalizou uma mudança perceptível de foco. Durante o painel “A tokenização é o futuro?”, com a participação do CEO da Coinbase, Brian Armstrong, o debate se afastou da especulação de preços e se voltou para a infraestrutura concreta de mercado.

Embora a recente consolidação do preço do Bitcoin (BTC) — negociado próximo de US$ 70.000 após atingir um pico anterior de US$ 126.000 — ainda chame a atenção do varejo, as discussões institucionais estão cada vez mais centradas em infraestrutura. O Fórum Econômico Mundial apresentou a tokenização como um mecanismo pronto para aplicação mais ampla em classes de ativos tradicionais, incluindo ações, ETFs e outros ativos do mundo real.

Após anos de ciclos de mercado voláteis, o setor como um todo passa a se ancorar em utilidade prática: liquidação mais rápida, acesso transfronteiriço, trilhos financeiros confiáveis e regulação clara. O centro de gravidade está migrando da discussão sobre preços para a realidade da infraestrutura.

Essa transição para utilidade é particularmente visível na América Latina. Em mercados historicamente marcados por alta inflação, volatilidade cambial e fricções em transferências internacionais, as stablecoins se tornaram uma ferramenta financeira prática no dia a dia. Para muitos usuários da região, ativos atrelados ao dólar funcionam como proteção contra a desvalorização da moeda local e como meio eficiente para transferências internacionais.

Dados recentes reforçam essa tendência. Segundo a Chainalysis, a adoção de criptomoedas na América Latina cresceu 63% em 2025. No Brasil, mais de 90% de todo o fluxo cripto já está diretamente relacionado a stablecoins. Isso evidencia como a região utiliza dólares digitais em atividades financeiras reais, e não apenas para trading.

O papel da regulação na próxima fase

Esse aumento no uso de ativos digitais exige estruturas legais robustas — e as regras do jogo finalmente começam a ganhar forma. Stablecoins e tokenização tornam-se mais confiáveis como infraestrutura financeira à medida que a regulação se consolida.

Nos Estados Unidos, o GENIUS Act foi sancionado em julho de 2025, estabelecendo um framework federal que cobre emissão, reservas e supervisão de stablecoins de pagamento.

Ao mesmo tempo, a discussão sobre a estrutura mais ampla do mercado ainda não está resolvida. O Clarity Act, que busca definir a jurisdição regulatória entre a SEC e a CFTC sobre ativos digitais, enfrenta novos impasses políticos.

Esse contraste ilustra um ponto importante: enquanto partes da infraestrutura cripto avançam para a legislação, outros componentes ainda estão em negociação. O ambiente regulatório avança, mas nem todos os pilares evoluem no mesmo ritmo.

Conectando regulação, stablecoins e usabilidade

Nesse ponto de convergência entre regulação em evolução, adoção de stablecoins e tokenização, empresas começam a se posicionar menos como plataformas de trading e mais como provedoras de infraestrutura.

A exchange Coinbase é uma das empresas que buscam conectar esses pilares emergentes em um ecossistema funcional. Sua estratégia se baseia em conformidade, segurança e escala global, com stablecoins como o USDC (USDC) atuando como um dólar digital utilizado em poupança, pagamentos e liquidação. Como esses ativos operam em redes blockchain, as transações não ficam restritas a horários bancários.

A participação de Armstrong no painel em Davos reforçou esse posicionamento mais amplo. Em vez de tratar a tokenização como um conceito distante, a discussão focou em como ativos baseados em blockchain podem reduzir atritos de liquidação e ampliar o acesso aos mercados financeiros.

Para usuários na América Latina, esse direcionamento dialoga diretamente com necessidades locais: a construção de um ecossistema seguro e em conformidade, com um dólar digital disponível 24 horas por dia para poupança e pagamentos. Como parte dessa estratégia, a Coinbase introduziu uma funcionalidade que permite aos usuários receber recompensas em Bitcoin sobre saldos em USDC, conectando a utilidade das stablecoins à participação de longo prazo no mercado cripto.

Embora esse tipo de funcionalidade ainda represente uma pequena parte do ecossistema, ele ilustra como empresas estão tentando integrar a utilidade das stablecoins com uma exposição mais ampla aos criptoativos.

A volatilidade do preço do Bitcoin continuará inevitavelmente dominando as manchetes, mas a história mais duradoura pode estar na construção contínua de trilhos regulados, dólares digitais e acesso tokenizado. Ao priorizar conformidade e infraestrutura em vez de especulação, empresas como a Coinbase buscam construir a próxima geração do sistema financeiro global, com foco em aplicações no mundo real.

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