
TraderTraitor, da Coreia do Norte, ligado ao hack de US$ 6,3 bilhões da Binance
A TRM Labs diz ter alta confiança na atribuição, enquanto ZachXBT identificou fundos roubados nos hacks da Binance e da Bitget convergindo para o mesmo endereço.

Pesquisadores de cibersegurança da TRM Labs e da Chainalysis, juntamente com o investigador on-chain ZachXBT, ligaram o hack de US$ 6,3 bilhões da Binance ao grupo TraderTraitor, da Coreia do Norte.
A TRM Labs atribuiu o ataque ao TraderTraitor com “alta confiança”, citando informações on-chain e off-chain.
O investigador on-chain ZachXBT disse que os fundos roubados da Binance e do exploit anterior da Bitget foram misturados no mesmo endereço após passarem pela THORChain.
“Isso indica que provavelmente o mesmo agente está por trás dos dois incidentes”, disse ele, acrescentando que o ataque à Bitget havia sido atribuído ao TraderTraitor.
O cofundador e CEO da Chainalysis, Jonathan Levin, também apontou para o TraderTraitor, dizendo que o grupo roubou US$ 6,4 bilhões, um pouco acima do impacto estimado de US$ 6,3 bilhões da Binance.
“Avaliamos que o hack de US$ 6,4 bilhões da Binance provavelmente foi realizado pelo grupo norte-coreano TraderTraitor devido às ligações com um hack anterior”, disse ele.
A atribuição segue uma avaliação anterior do CEO da Blockaid, Ido Ben-Natan, que disse à Cointelegraph que a sofisticação do ataque e os preparativos on-chain se assemelhavam a atividades norte-coreanas.
Autoridades dos EUA ligaram o TraderTraitor a alguns dos maiores roubos de criptoativos, incluindo o hack da Bybit em fevereiro de 2025. O FBI também se juntou a investigadores dos EUA e do Japão para atribuir o roubo de mais de US$ 300 milhões da DMM Bitcoin, em maio de 2024, a agentes norte-coreanos.
O FBI afirma que o TraderTraitor tem como alvo funcionários de empresas por meio de engenharia social. No caso da DMM, um invasor que se passou por recrutador enviou um teste de programação malicioso a um funcionário da provedora de carteiras Ginco. Investigadores disseram que o acesso obtido provavelmente foi usado para manipular uma solicitação legítima de transação, desviando os fundos para carteiras controladas pelos invasores.
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