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Escrito por Christopher Tepedinoauthor.position.undefinedRevisado por Bryan O'Sheastaff editor

Hong Kong usará protocolo Chainlink em projeto piloto de CBDC

Últimas NotíciasPublicadoJun 9, 2025

O estudo envolvendo o Cross-Chain Interoperability Protocol é uma das muitas iniciativas que exploram casos de uso para uma potencial CBDC de Hong Kong, ou e-HKD.

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O governo de Hong Kong está firmando parceria com o Cross-Chain Interoperability Protocol (CCIP) da Chainlink para testar transações transfronteiriças entre blockchains permissionadas e não permissionadas, bem como liquidações utilizando diferentes tipos de ativos digitais.

A parceria faz parte da Fase Dois da iniciativa de moeda digital de banco central (CBDC) de Hong Kong. De acordo com um relatório da empresa de pagamentos Visa, a iniciativa envolverá um investidor australiano hipotético que deseja comprar um ativo tokenizado em Hong Kong.

Após solicitar a compra por meio de uma stablecoin atrelada à moeda da Austrália, a transação será encaminhada por meio de interações entre várias blockchains. Por fim, o ativo adquirido será depositado na carteira do investidor, denominado na CBDC de Hong Kong.

Fluxograma ilustra uma transação internacional simulada entre uma stablecoin australiana e a CBDC de Hong Kong. Fonte: Visa

O CCIP da Chainlink será responsável pela comunicação entre diferentes blockchains. Segundo a empresa, o protocolo está ativo em dezenas de blockchains, incluindo redes compatíveis com Ethereum Virtual Machine e Solana Virtual Machine. No caso do estudo em Hong Kong, será utilizada a testnet Sepolia da Ethereum.

Os principais parceiros do estudo são a Visa, como fornecedora de tecnologia, o Australia and New Zealand Banking Group (ANZ) e as gestoras de ativos ChinaAMC e Fidelity International. O estudo é uma das diversas iniciativas que o governo de Hong Kong está promovendo para explorar casos de uso de uma possível CBDC.

Troca entre stablecoin australiana e depósitos tokenizados em CBDC de Hong Kong. Fonte: Visa

O foco do estudo está na análise da interação entre blockchains permissionadas e não permissionadas. Blockchains permissionadas são valorizadas por oferecerem privacidade e ambientes controlados, o que facilita o cumprimento de normas e a verificação de identidade dos usuários. Já as blockchains não permissionadas se destacam pela ampla descentralização e participação aberta, conferindo-lhes forte capacidade de distribuição.

A Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA) iniciou a Fase Dois do programa de CBDC de Hong Kong em 23 de setembro de 2024. Nessa etapa, 11 grupos de empresas estão explorando diferentes casos de uso para a CBDC, chamada de e-HKD. Os resultados desses estudos devem ser divulgados até o fim de 2025.

Febre das CBDCs parece estar diminuindo

De acordo com uma pesquisa realizada em fevereiro de 2025, apenas 18% dos bancos centrais ao redor do mundo demonstram interesse em emitir uma moeda digital de banco central, em comparação com 38% em 2022, o que indica um possível esfriamento no entusiasmo pelas CBDCs.

Ainda assim, alguns países e blocos econômicos continuam avançando com seus planos. Em março, Israel divulgou o design preliminar de um shekel digital. Já em fevereiro, a União Europeia intensificou os esforços no desenvolvimento de uma plataforma para sua CBDC.

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