O escritório Urbano Vitalino Advogados anunciou que no dia 16/12, fará um evento online e gratuito com a participação de Scott E. Augenbaum, ex-Agente Especial do FBI, supervisor da Unidade de Crimes Cibernéticos e Fraudes do FBI em Washington e responsável por coordenar a Força-Tarefa de Proteção à Propriedade Intelectual. 

Ao lado dos advogados Delmar Siqueira e Guilherme Gueiros, sócios que chefiam o departamento de Direito Penal na banca brasileira, Scott tratará sobre como proteger empresas de crimes cibernéticos.

O evento começa às 17h e é aberto ao público. 

Durante três décadas no FBI, o agente lidou com crimes cibernéticos que causaram prejuízos financeiros e reputacionais irrecuperáveis às suas vítimas. 

"Nosso país tem visto um aumento assombroso de crimes cibernéticos. O sequestro de dados do STJ é um exemplo disso. Durante trinta anos atuando como agente especial do FBI, Scott aprendeu medidas simples e sem custos capazes de evitar que a sua empresa se torne próxima vítima”, explica Guilherme Gueiros.  

Com o tema “Como as empresas podem se proteger de crimes cibernéticos?”, o webinar terá duração de 1h30 e tradução simultânea.

Durante o evento também será abordado como criminosos podem atacar empresas e roubar dados pedindo resgate em criptomoedas.

Para participar é preciso fazer inscrição pelo site do evento.  

FBI, Bitcon e Indeal

Recentemente o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e o FBI apreenderam US$ 24 milhões em Bitcoin que seriam ligados à pirâmide financeira Indeal.

Os US$ 24 milhões em criptomoedas foram apreendidos a pedido das autoridades brasileiras como parte da Operação Egypto, que desmembrou a pirâmide financeira que tinha sede em Novo Hamburgo, em maio de 2019.

As criptomoedas eram ligadas a Marcos Antônio Fagundes, um dos sócios do esquema, acusado de lavagem de dinheiro e identificado como responsável pelos criptoativos. Ele foi preso na operação e solto em agosto do mesmo ano por decisão do Superior Tribunal de Justiça.

A Indeal prometia nada menos que 15% de lucros mensais aos investidores, prometendo alocar os fundos em criptomoedas, mas como toda pirâmide financeira começou a bloquear os pagamentos assim que a fraude começou a ruir.

As investigações concluíram que os envolvidos nunca investiram em criptomoedas e usavam o dinheiro para compra de bens pessoais e investimentos de renda fixa.

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