
Ex-secretário de Defesa dos EUA diz que a Lei CLARITY é uma questão de segurança nacional
Mark Esper afirmou que a proposta não deve ser tratada apenas como uma legislação para serviços financeiros, mas como uma medida estratégica para fortalecer a segurança nacional dos Estados Unidos.

Um ex-secretário de Defesa dos EUA pediu ao Senado que aprove a Lei CLARITY, argumentando que as regras frouxas para ativos digitais criam oportunidades para a Coreia do Norte e a China minarem o poder financeiro americano.
Em um artigo de opinião publicado no Financial Times no sábado, o ex-secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, afirmou que Pequim já está investindo em sistemas de pagamento dirigidos pelo Estado para contornar a supervisão americana e corroer o papel central do dólar americano.
“Há muito tempo defendo que a China representa a maior ameaça estratégica da nossa geração”, afirmou Esper, que também é membro do Conselho Consultivo Global da Coinbase.
Ele também afirmou que a lei daria aos EUA melhores ferramentas para eliminar brechas específicas para criptomoedas que podem ser usadas por agentes norte-coreanos, como o Grupo Lazarus, para evitar os controles financeiros americanos.
“A lei também amplia a poderosa autoridade do Tesouro em matéria de medidas especiais, conforme a seção 311 do USA Patriot Act — uma de nossas armas mais eficazes contra agentes desonestos”, disse ele.
A expectativa é que o Senado vote o CLARITY Act em 15 de setembro. No sábado, o líder da maioria no Senado, John Thune, apresentou uma moção de encerramento para levar o CLARITY Act à votação no plenário do Senado.
“É por isso que a Lei da Clareza, agora em análise no Senado, não é apenas um projeto de lei sobre serviços financeiros. É também um projeto de lei de segurança nacional, e deve ser entendida como tal e aprovada com urgência”, disse Esper.

