Em conformidade com regras da CVM, Mercado Bitcoin vai tokenizar divida de consórcios

A exhange brasileira, Mercado Bitcoin, anunciou o lançamento de um novo produto em sua plataforma, tokens "lastreados' em dívidas de consórcios. A iniciativa faz parte do MB Digital Assets e foi construída em parceria com a Concash que atua na area de comercialização de consórcios. 

Toda a negociação está em conformidade com a Comissão de Valores Mobilários, (CVM), pois, assim como os precatórios, esta não é uma area regulada pela autarquia. Por meio da iniciativa os consórcios excluídas serão tokenizados e negociados na plataforma. A primeira fase do projeto será lançada ainda neste semestre  e deve negociar cerca de R$ 5 milhões de contratos.

O processo é relativamente simples. Uma pessoa realizou um consórcio e pagou até uma certa parcela, contudo, não consegue mais hornar os compromissos e pode 'perder' tudo o que já foi pago. Então ela 'vende' este consórcio por um valor bem abaixo do já pago para não perder tudo. A seleção dos consórcios é feita pela Concash.

A empresa faz então a regulazição do consórcio e pede a contemplação do mesmo. Na outra ponta, o MB disponibiliza, via tokenização, os consórcios na plataforma para que possam ser adquiridos pelos clientes da empresa. O sistema funciona da mesma forma que a negociação de precatórios feita no ano passado. Assim que o consórcio for contemplado o cliente do MB receberá o valor correspondente e o token será queimado.

"Pretendemos dividir os consórcios em tokens que podem ser adquiridos a partir de R$ 100 e quando a administradora contemplar o consórcio iremos fazer o repasse correspondente para cada cliente de acordo com a quantidade de tokes que cada um possuir", destacou ao Cointelegraph, Fabricio Tota, diretor do OTC do Mercado Bitcoin.

Segundo informou o Mercado Bitcoin, o segmento de consórcios não pagos no país é de cerca de R$ 15 milhões e, iniciativas como esta, são voltadas para investidores que buscam uma alternativa para diversificar seus investimentos e não ficar 'preso' a volatilidade do Bitcoin.

“A expectativa é ter novos ativos no primeiro semestre deste ano. E com as cotas excluídas de consórcio queremos democratizar ainda mais o acesso a ativos alternativos”, destacou Tota.

Como noticiou o Cointelegraph, contando com apoio do Banco Central do Brasil e da Cielo, Rodrigo Batista um dos fundadores da exchange Mercado Bitcoin, desenvolveu uma espécie de 'banco digital' dos bancos digitais, o Saxperto.

A nova iniciativa de Batista (ele deixou o MB em abril de 2019 quando vendeu sua parte do negócio para os irmãos Gustavo e Maurício Chamati) foi um dos projetos selecionados pelo Bacen dentro da iniciativa de inovação do Banco, chamada Lift que apoia startups com foco no sistema financeiro.

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