A senadora dos Estados Unidos Elizabeth Warren solicitou a Elon Musk informações sobre o X Money, um recurso de pagamentos que deve ser integrado à rede social X em um futuro próximo.
Warren, que há anos critica Musk e o setor de criptomoedas, escreveu em uma carta na terça-feira que as possíveis integrações de stablecoins e criptomoedas no X Money podem representar riscos ao sistema financeiro e à segurança nacional dos EUA.
Ela questionou se a plataforma também emitiria sua própria stablecoin, sob uma “exceção legal” prevista na lei Guiding and Establishing National Innovation for US Stablecoins (GENIUS), que permite que empresas privadas emitam suas próprias stablecoins.

Warren afirmou que a prévia limitada em versão beta do X Money indica que a plataforma pode oferecer 6% de rendimento sobre depósitos e firmar parceria com o Cross River Bank, que já foi alvo de medidas de fiscalização pela Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), reguladora bancária. Ela disse:
“Não está claro quais investimentos arriscados, atividades invasivas de monetização de dados ou artifícios o X Money ou o Cross River podem utilizar para pagar esse rendimento, quando a taxa-alvo dos Fed Funds está entre 3,5% e 3,75%.”
A carta de Warren pode sinalizar resistência de legisladores dos EUA contra empresas privadas que emitam stablecoins sob o marco regulatório do GENIUS, que abre caminho para o setor de tecnologia e instituições não bancárias emitirem tokens atrelados ao dólar americano.
Questionamentos sobre seguro da FDIC para depósitos em stablecoins
Warren questionou se os possíveis usuários do X Money estavam cientes de que o seguro da FDIC não os protegeria caso a plataforma falhasse.

Em março, o presidente da FDIC, Travis Hill, afirmou que os depósitos de usuários em stablecoins não são protegidos pelo seguro da FDIC sob a lei GENIUS.
“A lei GENIUS deixa claro que stablecoins de pagamento não estão ‘sujeitas ao seguro de depósitos’ nem são garantidas pelo governo dos EUA”, disse Hill.
No entanto, a legislação não proíbe explicitamente que depósitos em stablecoins recebam seguro do tipo pass-through, que estende a cobertura da FDIC a cada cliente de uma instituição financeira elegível até US$ 250.000 em caso de falência da empresa, acrescentou.
Hill afirmou que, embora a lei GENIUS não proíba diretamente que empresas de stablecoins ofereçam esse tipo de seguro aos usuários finais, permitir isso seria “inconsistente” com os princípios mais amplos do marco regulatório.

