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Escrito por Vince QuillRedatorRevisado por Ana Paula PereiraEditor

Daylight DePIN levanta US$ 75 milhões para impulsionar rede solar de energia descentralizada

Últimas NotíciasPublicado16 de out. de 2025

A Daylight elimina o alto custo inicial de instalação de painéis solares e baterias, que tem dificultado a adoção da energia solar.

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A Daylight, um projeto de rede descentralizada de infraestrutura física (DePIN) focado na criação de uma rede de energia solar distribuída, arrecadou US$ 75 milhões para expandir sua cobertura de energia solar nos Estados Unidos.

A Daylight oferece energia solar como um serviço por assinatura, eliminando o alto custo inicial de compra e instalação de painéis e baterias, que pode ultrapassar US$ 30.000 para os consumidores. A testnet do projeto entrou em operação em 2024.

A rede gera receita por meio de seu serviço de energia por assinatura e também ao devolver o excesso de energia para a rede elétrica. Os clientes participam dos lucros recebendo “sun points” por contribuírem com a rede solar descentralizada, com planos de lançar um token no futuro.

A rodada de financiamento contou com a participação das empresas de capital de risco Framework Ventures, a16z Crypto, Lerer Hippeau, M13, Room40 Ventures, EV3 e Turtle Hill Capital, segundo um anúncio da Daylight.

Custo médio da energia solar por quilowatt-hora em cada estado dos Estados Unidos. Fonte: EnergySage

As DePINs mostram como a tecnologia descentralizada pode ter aplicações reais, ao alinhar os incentivos de clientes e empresas para criar uma infraestrutura robusta e de propriedade comunitária que funciona em paralelo ao sistema centralizado tradicional.

A rede elétrica atual não comporta as demandas da computação de alto desempenho

Centros de dados de inteligência artificial e outras instalações de computação de alto desempenho, como mineradoras de criptomoedas, exigem grande consumo de energia, o que sobrecarrega a rede elétrica.

O aumento da demanda do setor tecnológico também pode elevar os preços para os consumidores. Segundo a Bloomberg, os preços de energia no atacado próximos a centros de dados aumentaram impressionantes 267% desde 2020.

O treinamento em IA e os data centers centralizados que alimentam a IA podem desencadear uma crise energética global, disse Greg Osuri, fundador da Akash Network, um mercado de código aberto onde os usuários podem fornecer e comprar poder de computação, ao Cointelegraph.

A demanda por energia de centros de dados de IA deve continuar crescendo até 2030. Fonte: IEA

A solução, segundo Osuri, é descentralizar o setor de centros de dados, aproveitando poder computacional de fontes distribuídas, incluindo computadores pessoais com placas gráficas e empresas que operam processadores industriais.

“Assim que os incentivos forem ajustados, isso vai decolar como aconteceu com a mineração”, disse ele ao Cointelegraph em setembro.

Gigantes da tecnologia como Google, Amazon, Meta e Microsoft já estão explorando fontes alternativas de energia para abastecer seus centros de dados de IA e reduzir a dependência da rede elétrica.

A Amazon assinou um acordo com a Talen Energy em junho para fornecer 1.920 megawatts (MW) de energia nuclear a seus centros de dados e instalações de serviço na Pensilvânia.

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