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Escrito por Walter BarrosRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

PF deflagra operação contra ‘discípulos do Faraó dos Bitcoins’

Últimas NotíciasPublicado9 de dez. de 2025

Operação Kryptolaundry busca cumprir 24 mandados de busca e apreensão e 9 prisões preventivas, no Brasil e na Espanha.

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Resumo da notícia:

  • Operação Kryptolaundry cumpre 24 mandados de busca e apreensão e nove prisões preventivas, no Brasil e na Espanha.
  • Operação é um desdobramento da Operação Kriptos, deflagrada em 2021 contra o Faraó dos Bitcoins.
  • Esquema teria lesado mais de 62 mil pessoas em todo o Brasil.

A Polícia Federal (PF) realizou na manhã desta terça-feira (9) a Operação Kryptolaundry contra um grupo suspeito de captação ilícita e lavagem de dinheiro por criptomoedas.

A operação é um desdobramento da Operação Kryptos, deflagrada em agosto de 2021 no Rio de Janeiro, que desarticulou o grupo comandado por Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins.

De acordo com a PF, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão e decretadas nove prisões preventivas, envolvendo 45 investigados entre pessoas físicas e jurídicas. O núcleo investigado estruturou dezenas de empresas para ocultar valores, com aquisição de imóveis, veículos e outros bens.

Comandada pela Delegacia de Crimes Fazendários (Delefaz) da Superintendência da PF do Distrito Federal (DF), a Operação Kryptolaundry era realizada no DF, Pará e na Espanha, com cooperação internacional.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 685 milhões em contas e o sequestro de propriedades urbanas e rurais, incluindo empreendimentos comerciais.

De acordo com as investigações, os suspeitos atuavam há, pelo menos, cinco anos e movimentaram mais de R$ 2,7 bilhões, com R$ 404 milhões identificados como recursos ilícitos. Os investigados podem responder por crimes financeiros, lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica e outros delitos.

Segundo apuração da CNN, o grupo suspeito causou prejuízo a mais de 62 mil pessoas em todo o país pela captação ilícita de R$ 3,8 bilhões. O montante teria sido levantado com a promessa de investimento em criptomoedas e mediante promessa de 10% de lucro mensal sobre o valor investido, que era o mesmo percentual prometido pela GAS Consultoria, usada pelo Faraó dos Bitcoins.

No final de outubro, o MP e a PF também abriram nova ofensiva contra o grupo suspeito de desviar R$ 813 milhões via Pix e criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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