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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Notícias Cripto: Mercado Bitcoin em NY, Inter lança Seven, BH ONCHAIN e outras novidades

Confira as novidades do mercado de criptomoedas

Notícias Cripto: Mercado Bitcoin em NY, Inter lança Seven, BH ONCHAIN e outras novidades
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Rise reforça área comercial

A movimentação de executivos entre empresas de infraestrutura digital e instituições financeiras tradicionais segue acelerando no mercado brasileiro de blockchain. Nesse contexto, a Rise confirmou a chegada de Katia Moroni para liderar a área comercial da companhia. A executiva acumula passagem por bancos como Bank of Boston, Santander BI&P e Banco Original, em uma trajetória ligada ao setor financeiro tradicional.

A contratação ocorre em meio à tentativa de empresas de tokenização ampliarem espaço junto a bancos, gestoras e fintechs. Nos últimos meses, o avanço de projetos ligados a ativos digitais ganhou força após iniciativas envolvendo Drex, tokenização de recebíveis e infraestrutura financeira baseada em blockchain. Apesar do crescimento do interesse corporativo, parte do mercado ainda questiona a capacidade dessas plataformas escalarem operações fora de ambientes experimentais.

A Rise atua no desenvolvimento de infraestrutura voltada à emissão e gestão de ativos tokenizados. O movimento da empresa acompanha uma tendência mais ampla do setor, que tenta aproximar produtos on-chain de operações tradicionais de crédito, pagamentos e distribuição financeira na América Latina.

NearX aposta em aceleração de startups blockchain

O avanço de programas de aceleração voltados a blockchain também começa a ganhar espaço no ecossistema latino-americano. Em parceria com a Stellar Development Foundation, a NearX apresentou o Stellar37°, iniciativa voltada ao desenvolvimento de startups ligadas a infraestrutura digital e soluções financeiras baseadas em blockchain.

O programa prevê mentorias, suporte técnico e uma residência no Rio de Janeiro para equipes selecionadas desenvolverem produtos e validarem modelos de negócio. A iniciativa surge em um momento no qual aceleradoras e fundos buscam ampliar exposição ao setor de Web3, apesar da desaceleração de parte dos investimentos de risco observada após os ciclos especulativos de 2021 e 2022.

Embora organizações do setor apontem crescimento do mercado cripto na América Latina, analistas ainda observam desafios relacionados à monetização de projetos blockchain e à adoção em larga escala. O segmento segue concentrado em pagamentos, tokenização e infraestrutura financeira, áreas vistas como as mais capazes de gerar receitas recorrentes fora do ambiente puramente especulativo.

Inter amplia testes com inteligência artificial

Os bancos digitais brasileiros também ampliam investimentos em inteligência artificial aplicada a serviços financeiros. O Inter iniciou uma expansão das funcionalidades da Seven, assistente integrada ao aplicativo da instituição, permitindo operações transacionais via conversas automatizadas, incluindo Pix, parcelamento de faturas e compra de gift cards.

A movimentação acompanha uma tendência global de adoção de agentes de IA no setor financeiro. Instituições bancárias passaram a testar ferramentas capazes de automatizar tarefas operacionais e atendimento, embora especialistas ainda apontem preocupações ligadas à segurança, privacidade de dados e execução de operações sensíveis sem supervisão humana direta.

O Inter informou que a implementação ocorrerá gradualmente entre os clientes da plataforma. O banco também pretende integrar funcionalidades relacionadas a investimentos, seguros e crédito, em um momento em que grandes instituições financeiras disputam espaço no desenvolvimento de produtos baseados em inteligência artificial generativa.

Belo Horizonte recebe encontro institucional

Belo Horizonte receberá, em maio, um encontro voltado ao mercado institucional de blockchain e ativos digitais. O BH ONCHAIN reunirá representantes de empresas, desenvolvedores, advogados e executivos ligados ao setor em debates sobre tokenização, pagamentos digitais, infraestrutura blockchain e integração com sistemas financeiros tradicionais.

O evento ocorre em meio à tentativa de cidades brasileiras fortalecerem ecossistemas locais de inovação ligados à tecnologia financeira. Nos últimos anos, comunidades técnicas, grupos de desenvolvimento e iniciativas educacionais passaram a ganhar relevância em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, impulsionadas pelo crescimento de startups e laboratórios ligados a blockchain.

Entre os participantes confirmados estão representantes de organizações ligadas ao setor de infraestrutura digital e regulação. A entrada gratuita também reflete uma estratégia recorrente em eventos do segmento, que tentam ampliar o debate institucional em torno de aplicações práticas da tecnologia além do mercado especulativo de criptomoedas.

Conferência em Nova Iorque discutirá ativos digitais durante Brazil Week

O mercado institucional de ativos digitais também ganhará espaço na programação da Brazil Week, em Nova Iorque. O Digital Assets Conference realizará sua primeira edição nos Estados Unidos reunindo representantes de bancos, gestoras e empresas ligadas ao setor financeiro e de blockchain.

O encontro ocorre em um momento no qual instituições tradicionais ampliam discussões sobre tokenização, stablecoins e infraestrutura de mercado baseada em blockchain. Nos Estados Unidos e na Europa, grandes bancos passaram a acelerar testes envolvendo liquidação tokenizada e integração entre sistemas financeiros tradicionais e redes digitais.

Organizado pelo Mercado Bitcoin, o evento deve reunir executivos de empresas como BlackRock, Galaxy Digital, BTG Pactual, Itaú Unibanco, JPMorgan Chase e Tether. A conferência busca discutir aplicações institucionais de ativos digitais em um ambiente que reflete o aumento do interesse corporativo pelo setor, especialmente após a aprovação de ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos.

Fintech amplia disputa por renda passiva em criptomoedas

A busca por produtos de rendimento em criptomoedas também segue crescendo entre plataformas financeiras da América Latina. Nesse cenário, a fintech Notbank lançou uma solução voltada à remuneração de ativos digitais depositados na plataforma, incluindo Bitcoin, Ethereum, XRP e Solana.

O movimento acompanha a expansão de estratégias conhecidas como “yield” no mercado cripto, embora esse segmento ainda enfrente questionamentos ligados à transparência, sustentabilidade dos retornos e riscos operacionais. Episódios envolvendo plataformas internacionais de empréstimos e rendimento durante a crise de 2022 continuam sendo citados por analistas como exemplos de vulnerabilidade do modelo.

Segundo a empresa, o produto oferece rendimento diário com liquidez imediata. O avanço desse tipo de solução reflete uma mudança gradual no perfil de parte dos investidores latino-americanos, que passaram a tratar ativos digitais não apenas como instrumentos especulativos, mas também como alternativas de diversificação financeira.

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