Empresas brasileiras que trabalham com maconha e blockchain podem ganhar incentivo de aceleradora

Após a liberação da Anvisa para a produção de determinados medicamentos a base de maconha no Brasil, o setor de Cannabis medicinal ganha um novo incentivo na medida em que a The Green Hub, uma aceleradora de startups, anunciou que abriu uma chamada para investimentos em startups que possuam desenvolvimentos na área e que unam novas tecnologias como blockchain.

Segundo a empresa, os projetos de maior destaque serão convidados para participar em 10 de março de um evento de Demo Day em São Paulo, no qual estarão presentes grupo formado por investidores, apoiadores e convidados.

Podem participar startups que apresentem soluções para a indústria da maconha medicinal usando blockchain ou outras tecnologias nas áreas de gestão de dados de saúde, equipamentos e dispositivos, Digital Health, genética, educação, logística, extração, cultivo e comunicação, entre outras.

Todos os projetos serão avaliados por profissionais especializados do mercado, considerando aspectos como equipe, criatividade, ineditismo e escalabilidade, entre outros. Terão preferência soluções inovadoras voltadas ao setor medicinal, em conformidade com a atual regulamentação vigente no País, não perdendo de vista, as possibilidades nutricionais e industriais que derivam principalmente da maconha.

"Queremos atrair pessoas talentosas e empresas engajadas nas diferentes esferas do ecossistema mundial da Cannabis medicinal, atuando como intermediadores de negócios e auxiliando no processo de regulamentação do setor no Brasil e na América Latina", afirma Marcel Grecco, sócio-fundador e CEO da The Green Hub.

Como noticiou o Cointelegraph, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ANVISA, aprovou no final de 2019 uma regulamentação para produtos à base de maconha no Brasil abrindo caminho também para a indústria blockchain que tem sido estudada para garantir a procedência dos produtos medicinais.

Com a decisão da Anvisa produtos feitos com cannabis para uso medicinal podem ser vendidos em farmácias, mediante prescrição médica, o plantio da erva, mesmo medicinal continua proibido. Com a nova legislação o canabidiol ainda não será classificado como medicamento. Os produtos liberados poderão ser para uso oral e nasal, em comprimidos, líquidos, além de óleos.

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