Em 2022 o Cristo Redentor, talvez uma das imagens mais conhecidas do Brasil para os estrangeiros, irá comemorar 100 anos do início de sua construção que começou em 04 de abril de 1922 e, para comemorar a data histórica a igreja católica, por meio do Santuário do Cristo Redentor, está planejando uma série de ações voltadas a capitalizar a organização.

Assim como as Bodas de Caná não puderam ser realizadas sem um determinado aporte financeiro, o Santuário do Cristo Redentor lançou, anda no ano passado, um Fundo de Investimento do Cristo Redentor para capitalizar suas ações.

Aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o fundo multimercado chamado de Cristo Redentor FIC FIM CP, que acumula uma rentabilidade de pouco mais de 3,18% e já conta com cerca de R$ 30 milhões e 26 cotistas. Da taxa de administração de gestores e administradores, 80% serão destinados às obras sociais do Santuário.

Porém, o Cristo sempre esteve de braços abertos para o futuro e, entre os planos do Santuário, como revelou ao jornal o Globo, padre Omar Raposo, reitor do Santuário Cristo Redentor, está o lançamento de uma criptomoeda própria.

"Quero também fazer a criptomoeda do Cristo. Deus inspira" afirma padre Omar

Criptomoeda e cachaça

Padre Omar não deu detalhes de como será a criptomoeda do Cristo, contudo, além de ser diferente do Bitcoin (BTC) e tendo em vista as demais ações do Santuário, tudo indica que o criptoativo será uma moeda de comemoração ao centenário, como um token não fungível (NFT).

Porém, como nem só de investimento e pão viverá o homem, o Santuário também anunciou o lançamento de uma cachaça própria a "Cachaça Redentor", produto licenciado que começa a ser vendido na próxima semana, em mais uma ação pelos 90 anos do ponto turístico.

A bebida é fabricada na Única 7 Engenhos, na região Norte do estado, é um dos itens divulgados para gerar renda e aumentar as receitas do Santuário.

E, para aqueles que não querem competir com o camelo em busca de passar pelo buraco da agulha o Santuário também preparou uma parceria com uma das mais nobres, e caras, rede de joalherias do Brasil, a HStern, que oferecerá uma coleção de pingentes com a imagem do Cristo.

Por fim, em busca de expulsar os mercadores do templo, o Santuário também aposta no licenciamento de produtos do Cristo.

“Também queremos trazer para nosso lado os fabricantes de produtos não licenciados, tornando os itens oficiais. Trata-se de uma forma de combater a pirataria, como acontece com vendedores de toalhas, cangas e canecas”, explica o Padre Omar.

Vinde a mim

Tudo isso, segundo o Padre Omar, busca gerar recursos para projetos sociais do monumento, como durante a pandemia no qual foram distribuídos alimentos, entre outras ações.

"Agora é a vez do Cristo que desce a montanha para fazer o bem. A pandemia nos obrigou a admitir a prática assistencialista. A emergência era comida. Agora, vamos migrar para o empreendedorismo, investir em capacitação, emprego e renda. Fechamos, assim, um ciclo, e não vão faltar parceiros", prega padre Omar Raposo.

Ainda segundo Raposo o Cristo, não quer transformar água em vinho, mas exercer protagonismo na Agenda 2030, tema dos 90 anos do monumento e que é um plano de ação firmado pelos Estados-membros da ONU em 2015 e que conta com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Assim, entre as metas da Agenda estão a erradicação da pobreza, a igualdade de gênero e o consumo e a produção responsáveis. Todas essas metas, que devem ser alcançados até o ano de 2030, estão inscritas em letras garrafais no QG do Santuário Cristo Redentor, localizado no Jardim Botânico.

Vinde a mim, investidor.

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