O Bitcoin (BTC) recuperou-se acima de US$ 76 mil na terça-feira, após a demanda no mercado spot da exchange Coinbase registrar uma segunda semana de volumes em tendência de alta.
O volume líquido comprador no mercado spot subiu fortemente nos últimos 15 dias, sinalizando força sustentada dos touros, mas o BTC conseguirá transformar a faixa de US$ 75 mil em suporte de longo prazo?
Demanda da Coinbase mantém volumes spot em alta
O delta acumulado de volume spot agregado (CVD) continua em alta, chegando a US$ 517 milhões na terça-feira, ante US$ 55 milhões em 17/04. O CVD mais amplo, que inclui spot e futuros, está acima de US$ 8,5 bilhões, com o preço do BTC consolidando logo abaixo de US$ 77 mil após a recuperação de segunda-feira.

O lado comprador permaneceu elevado e estável, sem sinais claros de distribuição ou vendas nas últimas 24 horas. O BTC se manteve firme enquanto a demanda spot absorveu a pressão vendedora, preservando a inclinação positiva do CVD.
As taxas de financiamento estão levemente negativas em -0,003%, indicando que traders ainda mantêm viés de baixa, o que pode provocar um short squeeze para cima.
O analista cripto Ardi destacou que a atividade da Coinbase teve papel maior na recuperação de 12% do BTC em abril. “O prêmio da Coinbase fez mais trabalho nessa faixa do que as pessoas percebem”, disse Ardi, apontando altas anteriores alinhadas a prêmios positivos sustentados.

O prêmio, atualmente em 0,05, agora serve como sinal inicial da força da demanda. Ardi explicou que uma estabilização ou retorno ao campo negativo indicaria redução na liquidez do livro de ofertas, o que pode desacelerar a alta.
Traders devem esperar US$ 88 mil em maio?
Do ponto de vista técnico, o Bitcoin formou na segunda-feira um candle de engolfo de alta, revertendo a queda de 2,5% no domingo e sinalizando força renovada. O preço também voltou acima da média móvel exponencial (EMA) de 100 dias após o primeiro reteste desse nível em mais de quatro meses, ocorrido na semana passada.

No prazo mais amplo, o Bitcoin segue formando topos e fundos ascendentes, preservando a tendência. O foco agora está em como o preço reagirá na região de US$ 75 mil, que pode servir como ponto-chave de inflexão.
A liquidez segue concentrada abaixo, com cerca de US$ 2,8 bilhões em posições alavancadas acumuladas entre US$ 73 mil e US$ 75 mil, formando uma faixa de suporte. Já a oferta acima, entre US$ 76 mil e US$ 78 mil, soma cerca de US$ 1,8 bilhão em posições vendidas alavancadas.

O fundador da MN Capital, Michaël van de Poppe, afirmou que o recuo recente segue um padrão típico de fim de semana, com o apetite por risco retornando após a reabertura dos mercados na segunda-feira.
O analista apontou a redução da volatilidade e os US$ 1 bilhão em entradas nos fundos negociados em bolsa (ETFs) na semana passada como fatores de apoio.
Van de Poppe acrescentou que a continuidade da força próxima da resistência pode abrir espaço para movimento até a faixa entre US$ 85 mil e US$ 88 mil em maio, caso as condições gerais permaneçam inalteradas.

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