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O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta sexta-feira, 17/04/2026, está cotado em R$ 378.298,73. Com o conflito no Irã dando sinais de encerramento os touros tem um caminho livre para impulsionar o preço do BTC que sobe mais de 1% hoje e está muito perto de superar a resistência de US$ 76 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, aponta que os mercados globais avançaram com força, impulsionados pelo aumento das expectativas de um acordo de paz no Oriente Médio, incluindo um cessar-fogo temporário e a possibilidade de novas negociações entre EUA e Irã.
Bolsas asiáticas caminham para mais uma semana de ganhos, enquanto o petróleo recuou para abaixo de US$100, reduzindo parte das pressões inflacionárias. Ao mesmo tempo, o dólar enfraqueceu com a saída de fluxos de proteção, refletindo a melhora no sentimento global. Ainda assim, analistas alertam para um possível excesso de otimismo, já que o conflito permanece estruturalmente não resolvido e dependente de avanços diplomáticos concretos.
Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 74.600, apresenta expectativa de curto prazo neutra a levemente positiva. O ambiente de maior apetite por risco global, com queda do petróleo e enfraquecimento do dólar, favorece fluxos para ativos como o BTC. No entanto, o fato de o rali recente estar baseado em expectativas, e não em uma resolução definitiva do conflito, limita a sustentabilidade de movimentos mais fortes. O BTC tende a acompanhar esse comportamento, sustentando níveis elevados, mas sem breakout claro. No curto prazo, a faixa provável de oscilação é de US$ 72.000 a US$ 75.500, com viés positivo condicionado à continuidade do fluxo macro construtivo.
Bitcoin análise técnica
Alvin Kan, COO da Bitget Wallet, destac que com o Bitcoin sendo negociado na faixa dos US$ 70 mil e recentemente testando níveis acima de US$ 75 mil, o mercado apresenta uma combinação de força e hesitação.
Segundo ele, a divergência entre a acumulação agressiva por baleias e a atividade on-chain ainda fraca no geral é típica de uma fase inicial de ciclo ou de transição. Grandes detentores tendem a se posicionar antes da participação mais ampla, acumulando em períodos de baixa convicção.
Ao mesmo tempo, Kan aponta que embora segmentos como o trading de memecoins e a atividade em dApps permaneçam relativamente moderados, já surgem sinais iniciais de aumento de utilidade, especialmente em transferências ligadas a pagamentos, indicando uma mudança gradual da demanda especulativa para a funcional. Um novo ciclo mais definido provavelmente exigiria uma expansão mais ampla da atividade, incluindo aumento de endereços ativos, maior entrada de investidores de varejo e renovado engajamento em todo o ecossistema.
Nesse contexto, o sinal mais relevante é a rotação da oferta, mais do que o ruído de curto prazo dos derivativos. A distribuição de oferta por mineradores e as taxas de financiamento persistentemente negativas acima de US$ 75 mil refletem pressão no curto prazo e um posicionamento mais cauteloso, mas esse movimento está sendo absorvido por baleias e por capital de longo prazo que segue acumulando em escala.”, afirma.
Ele também indica que esse aperto na oferta disponível normalmente cria as bases para a próxima fase do mercado. Em conjunto, isso sugere que estamos em uma etapa de consolidação pós-halving, e não em um topo de ciclo.
No curto prazo, o Bitcoin tende a permanecer lateralizado entre US$ 70 mil e US$ 80 mil, com resistência estrutural na faixa superior devido à venda contínua de mineradores. Um rompimento consistente acima de US$ 80 mil, acompanhado de melhora na atividade on-chain, pode abrir caminho para a região dos US$ 90 mil, enquanto a perda do suporte em US$ 70 mil indicaria que a fase de consolidação ainda está em andamento.”, finaliza.
Já Maximiliaan Michielsen, da equipe de pesquisa da 21shares, destaca que os mercados globais atingiram novas máximas históricas, com o S&P 500 superando os 7.000 pontos e o Nasdaq estendendo sua sequência de ganhos, à medida que os investidores precificam cada vez mais uma desescalada no conflito com o Irã.
Além disso ele aponta que resultados corporativos sólidos, especialmente do Morgan Stanley e do Bank of America, reforçaram esse movimento. Os preços do petróleo permanecem elevados, mas começaram a se estabilizar, o que alivia os temores imediatos de inflação e abre mais espaço para que os mercados adotem uma postura mais arrojada. De modo geral, parece que os mercados estão ignorando o ruído geopolítico e voltando o foco para liquidez, lucros e crescimento.
Com isso, Michielsen aponta que o Bitcoin reflete essa mudança, mantendo-se firme na faixa dos US$ 74–75 mil e demonstrando uma resiliência notável mesmo durante o pico das tensões geopolíticas. O desempenho do ativo digital chegou a quase 15% desde o início do conflito no Oriente Médio, superando a maioria dos ativos de maior risco.
Além do cenário macro, os ventos favoráveis institucionais continuam a se fortalecer — desde a acumulação contínua pela MicroStrategy (por meio de produtos como o STRC) até novas inovações de produtos, como o pedido de registro da Goldman Sachs para um ETF de renda em Bitcoin. No aspecto técnico, a faixa dos ~US$ 75 mil segue como um nível de resistência importante: uma ruptura decisiva poderia desencadear uma recuperação em direção à faixa dos US$ 80 mil, especialmente se o petróleo se estabilizar e o sentimento de risco mais amplo se mantiver”, destaca.
Portanto, o preço do Bitcoin em 17 de abril de 2026 é de R$ 378.298,73. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0026 BTC e R$ 1 compram 0,0000026 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 17 de abril de 2026, são: Memecore (M), RaveDAO (RAVE) e Celestia (TIA), com altas de 29%, 23% e 16%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 17 de abril de 2026, são: Monad (MON), Chiliz (CHZ) e Hyperliquid (HYPE), com quedas de -5%, -4% e -2% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

