Nos primeiros meses de 2021, a dogecoin, uma criptomoeda que nasceu como brincadeira a partir do meme de um cachorro, obteve valorização de 14.000%. Este é só um exemplo do desempenho das criptomoedas que, apesar do momento de baixa, estão ganhando terreno, popularidade e adesão em muitos setores da economia e em vários países, como El Salvador, o caso mais recente.

 Segundo uma pesquisa recente publicada na Revista Newsweek, 46 milhões de norte-americanos possuem bitcoin como investimento – isso representa 17% da população adulta dos Estados Unidos.

Cássio Rosas, diretor de contas Enterprise e Estratégia da Wiboo, plataforma com utility token, questiona: “Por que as criptomoedas passaram de problema à solução em um pequeno espaço de tempo?”

Ele mesmo responde, lembrando do burburinho no mercado de pagamentos quando o bitcoin (BTC) foi lançado, em 2008. “A descentralização e até mesmo o fato de cibercriminosos solicitarem pagamentos em bitcoins para devolverem dados roubados faziam com que investidores enxergassem esse mercado com desconfiança. Mas o receio deu lugar à confiança graças à maior compreensão em torno da blockchain, tecnologia que dá sustentação aos principais criptoativos do mundo”, afirma.

 Além da imagem mais positiva, outros dois fatores explicam a maior adesão das empresas e consumidores a esse universo. O primeiro deles, na visão do diretor, é a valorização intensa dos principais ativos digitais nos últimos anos. Em 2009, por exemplo, o bitcoin valia US$ 0,34. Em 2020, chegou a superar US$ 29 mil – e em 2021 ultrapassou os 63 mil dólares. “É muito dinheiro para ser ignorado por investidores e empresas”, diz Cassio.

 Como consequência, surge outro ponto que explica a popularização das criptomoedas: a criação de projetos diretos e indiretos que envolvem moedas digitais e tokens em seus processos. 

Cassio diz que “observa-se um movimento de democratização e maior acesso às criptomoedas, afinal, como todo dinheiro, elas precisam circular. Há cada vez mais espaço em diferentes setores: do varejo aos grandes investimentos, as moedas digitais estão presentes, sejam com as criptomoedas (como o bitcoin) ou os tokens (de segurança ou de utilidade). Dessa forma, seu uso passa a acontecer de forma natural e transparente”, afirma.

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