
CC da Canton sobe 4% enquanto equipe da SEC o considera uma “commodity digital”
A carta de não ação da equipe da SEC abrange CC obtido pela operação de infraestrutura e aplicativos, mas não é uma decisão vinculante sobre seu status jurídico.

A criptomoeda nativa da Canton Network subiu 4% na quarta-feira depois que a Divisão de Finanças Corporativas da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) emitiu uma carta de não ação afirmando que considera o token uma “commodity digital”.
A Canton Coin (CC) era negociada a US$ 0,098 às 10h27 UTC, mas ainda acumulava queda de aproximadamente 4,2% na última semana, segundo CoinMarketCap.
A Canton Network é uma rede focada em privacidade que permite a bancos e instituições financeiras tokenizar ativos, negociar e liquidar transações entre diferentes plataformas.
Em sua carta de terça-feira, a equipe da SEC aceitou a explicação de que o valor do CC vem da forma como a rede opera e da demanda pelo token, e não dos esforços de uma equipe central para gerar lucros aos detentores.
A divisão também afirmou que não recomendaria uma ação de fiscalização pela emissão de CC sem registro como valor mobiliário, desde que os tokens sejam criados nas condições descritas pela Canton.
Na carta de sexta-feira à SEC, a desenvolvedora da Canton, a Digital Asset, afirmou que os participantes da rede ganham CC ao operar infraestrutura e aplicativos, com o protocolo determinando quantos tokens eles podem cunhar com base em sua atividade.
A SEC emitiu orientações em março distinguindo commodities digitais, como Bitcoin e Ether, de valores mobiliários. Afirmou que esses tokens não são, por si só, valores mobiliários, embora a forma como são oferecidos e vendidos ainda possa estar sujeita às leis de valores mobiliários.
A resposta da SEC reflete a posição de sua equipe e não é uma decisão vinculante sobre o status jurídico do CC.
A equipe da SEC já havia emitido cartas de não ação relacionadas a tokens para projetos de cripto, incluindo DoubleZero (2Z), em setembro de 2025, e o projeto Fuse, uma rede de infraestrutura física descentralizada (DePIN) nativa da Solana, em novembro de 2025.
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