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Escrito por Walter Barros ⁠, Staff Writer.Revisado por Lucas Caram ⁠, Staff Editor.

Bitcoin tem chance de recuperar perdas para o ouro, diz Binance

MercadosPublicadoJan 13, 2026

Relatório mensal da exchange de criptomoedas destaca a relação entre metais e Bitcoin, bem como uma possível reversão do movimento de baixa já em janeiro.

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Resumo da notícia:

  • Metais se consolidaram como a principal classe de ativos de 2025 até o momento, com metais preciosos e industriais atingindo máximas históricas.
  • Legislação dos Estados Unidos avança para institucionalizar uma Reserva Estratégica de Bitcoin, oque pode favorecer a criptomoeda.
  • Investidores pode rotacionar capital de classes de ativos avaliadas como sobrevalorizadas de volta para as criptomoedas, em janeiro.
  • ETFs de altcoins e a continuidade desses fluxos podem influenciar de forma crescente a distribuição de liquidez.

A Binance divulgou esta semana a edição de janeiro do Monthly Market Insights, relatório que analisa os principais movimentos dos mercados globais e do ecossistema cripto. O estudo destaca sinais de possível reversão do movimento de baixa já em janeiro, o protagonismo dos metais como principal classe de ativos de 2025 até o momento e mudanças estruturais que podem redefinir o papel do Bitcoin (BTC) como ativo estratégico.

Entre os principais pontos do relatório estão a expectativa de rotação de capital de ativos considerados sobrevalorizados para as criptomoedas, o avanço dos ETFs de altcoins na atração de liquidez e o crescimento das stablecoins como indicadores cada vez mais relevantes da atividade financeira global.

De acordo com a exchange global de criptomoedas, os metais se consolidaram como a principal classe de ativos de 2025 até o momento, com metais preciosos e industriais atingindo máximas históricas (aproximando-se dos US$ 300 mil), impulsionados por uma combinação de afrouxamento monetário, aumento da demanda ligada à inteligência artificial (IA) e uma mudança estrutural em direção ao chamado “Controle de Commodities”. O relatório aponta que, após caminharem de forma correlacionada até novembro, metais e Bitcoin se desacoplaram no fim do ano, com os metais sustentados por compras agressivas de bancos centrais, restrições estatais à oferta de ativos estratégicos como cobre, prata e terras raras e pressões adicionais de oferta.

O estudo mostrou ainda que, apesar de se beneficiar de condições macroeconômicas semelhantes, o Bitcoin apresentou desempenho divergente no quarto trimestre, em razão da ausência de um “Prêmio de Ativo Estratégico” — ou seja, do suporte estatal explícito, conhecido como “Sovereign Put”, que hoje sustenta as commodities físicas. Ainda assim, o relatório destacou que essa divergência pode ser temporária, à medida que a legislação dos Estados Unidos avança para institucionalizar uma Reserva Estratégica de Bitcoin, possivelmente migrando da simples custódia de ativos apreendidos para uma política ativa de aquisição fiscal. Nesse contexto, a lógica de valorização do Bitcoin tende a se alinhar à dos metais estratégicos.

Reversão das criptomoedas

A Binance avaliou que, em dezembro, os mercados de criptoativos mantiveram uma trajetória de queda, refletindo o sentimento cauteloso dos investidores, mesmo diante do afrouxamento monetário promovido pelo Federal Reserve. Nesse cenário, a dominância de mercado tanto do Bitcoin quanto do Ethereum (ETH) avançou levemente em dezembro, para 59,1% e 12%, respectivamente, em meio à correção do mercado, indicando que as altcoins vêm sendo mais pressionadas por movimentos de venda, enquanto Bitcoin e Ethereum permanecem mais resilientes. O relatório mostrou que janeiro pode representar um ponto de inflexão para o atual momento de baixa, à medida que investidores passam a considerar uma rotação de capital de classes de ativos avaliadas como sobrevalorizadas de volta para as criptomoedas.

O Monthly Market Insights indicou que os participantes do mercado já precificam um ritmo mais acelerado de afrouxamento monetário em 2026, impulsionado por choques tarifários, fragilidade do mercado de trabalho e uma mudança da liderança monetária para um viés mais dovish. Ao mesmo tempo, investidores exigem um prêmio mais elevado no longo prazo para compensar riscos associados à “Dominância Fiscal” e à perspectiva de uma dívida pública global que ultrapassa US$ 50 trilhões.

Esse movimento de inclinação da curva de juros desafia a narrativa de “pouso suave” do Fed e cria um ambiente favorável para o Bitcoin, que pode se beneficiar tanto da entrada de liquidez mais barata no curto prazo quanto da erosão estrutural do crédito fiduciário no longo prazo, de acordo com a exchange.

ETFs e stablecoins

Desde o lançamento, os fundos negociados em bolsa (ETFs) à vista (spot) de altcoins registraram predominantemente fluxos positivos, elevando o volume acumulado para mais de US$ 2 bilhões. XRP e Solana (SOL) lideram esse movimento, acompanhados por contribuições menores, porém consistentes, de outros ativos. Em contraste, os ETFs spot de Bitcoin e Ethereum vêm registrando saídas persistentes desde outubro, evidenciando uma divergência na demanda marginal em um momento de desaceleração do momentum do mercado. Segundo o relatório, novas aprovações de ETFs de altcoins e a continuidade desses fluxos podem influenciar de forma crescente a distribuição de liquidez, especialmente em um cenário de retomada dos aportes globais.

O relatório também destacou que, em 2025, seis novas stablecoins ultrapassaram a marca de US$ 1 bilhão em valor de mercado, apresentando trajetórias distintas de crescimento de acordo com seu público-alvo. Stablecoins voltadas ao consumidor, como PYUSD e USD1, mostraram crescimento mais volátil, enquanto ativos de perfil institucional, como BUIDL e RLUSD, registraram padrões de adoção mais específicos e consistentes. Com a expansão de sua adoção global, métricas relacionadas às stablecoins passam a se consolidar como indicadores cada vez mais relevantes da atividade financeira global.

Nem todos estão convencidos de que o Bitcoin pode se recuperar frente ao ouro. Para Karel Mercx, especialista em investimentos da consultoria holandesa Beleggers Belangen, afirma que o Bitcoin falhou como a chamada “aposta contra a desvalorização”, conforme noticiou o Cointelegraph.

Este artigo é produzido de acordo com a Política Editorial da Cointelegraph e destina-se apenas a fins informativos. Não constitui aconselhamento de investimento ou recomendações. Todos os investimentos e negociações envolvem riscos; os leitores são incentivados a realizar pesquisas independentes.

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