A diferença entre os títulos de prazo mais longo e os de prazo mais curto dos EUA se ampliou para seu maior nível desde 2021, sinalizando possíveis problemas para o Bitcoin (BTC) em 2026.
Principais pontos:
Uma diferença maior indica que os rendimentos de longo prazo estão subindo, o que pode pressionar o Bitcoin.
A venda de títulos longos no Japão está impulsionando o movimento e puxando os rendimentos dos EUA para cima.
A alta da diferença de rendimentos pode prejudicar ações (e o Bitcoin)
A perspectiva de mercado do Bitcoin está cada vez mais de baixa, se a avaliação de David Roberts, chefe de renda fixa da Nedgroup Investments, sobre o mercado global de ações, for levada em conta.

Roberts disse à Bloomberg que as ações sofreriam com “uma alta sustentada dos rendimentos”. Ele afirmou que a pressão está concentrada nos rendimentos de prazo mais longo, especialmente no Japão.
Nesta semana, o rendimento do título japonês de 30 anos subiu para um recorde de 3,92%, ampliando sua diferença em relação aos rendimentos dos títulos de 2 anos em 220–325 pontos-base.

Esse rendimento pode aumentar mais 75–100 pontos-base, disse Lauren van Biljon, gerente sênior de portfólio da Allspring Global Investments, citando promessas de campanha da primeira-ministra Sanae Takaichi de aumentar os gastos.
O rendimento do título americano de 30 anos acompanha de perto seu equivalente japonês, indicando que também deve subir nas próximas semanas ou meses.

Rendimentos mais altos normalmente reduzem o custo de oportunidade de manter ativos que não geram rendimento, como ações, o que aumenta a probabilidade de o Bitcoin, um ativo de risco com “alta beta”, cair junto.
A avaliação está alinhada ao chamado “ciclo de quatro anos”, que prevê que o preço do BTC atinja o fundo na faixa de US$ 40.000 a US$ 50.000 até o fim de 2026.

O BTC pode alcançar a “histórica captura de alfa” do ouro?
O melhor desempenho do ouro está adicionando outro obstáculo para o Bitcoin, segundo o estrategista da Bloomberg Intelligence Mike McGlone.
Em uma publicação de 23/01, McGlone argumentou que a “histórica captura de alfa” do ouro está direcionando capital para o hedge tradicional contra a inflação, em um momento em que os rendimentos mais altos dos títulos do Tesouro de longo prazo também competem por fluxos.

Nesse cenário, o Bitcoin enfrenta um desafio maior para retomar níveis psicológicos importantes, em ou acima de US$ 100.000, especialmente se os investidores continuarem favorecendo reservas de valor com menor volatilidade em vez de ativos de risco com alta beta.

