Cointelegraph
Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Preço do Bitcoin hoje, 23/03/2026: touros falham em US$ 70 mil e BTC cai para US$ 68 mil

Redução nas entradas de grandes investidores e aumento da atuação de curto prazo indicam mudança na dinâmica do mercado.

Preço do Bitcoin hoje, 23/03/2026: touros falham em US$ 70 mil e BTC cai para US$ 68 mil
Análise

11h40

Guilherme Fais, head de finanças da NovaDAX

O Bitcoin inicia a semana negociado próximo da região de US$ 70 mil, após um movimento recente de recuperação que levou o ativo a testar níveis acima de US$ 71 mil nos últimos dias. O mercado segue em um ambiente de consolidação, com investidores avaliando o equilíbrio entre fluxo comprador e incertezas macroeconômicas.

Na última semana, o BTC foi influenciado principalmente pela decisão do Federal Reserve de manter os juros nos Estados Unidos, reforçando a percepção de que o ciclo de política monetária restritiva pode se estender por mais tempo. Esse cenário mantém o custo de capital elevado e sustenta o dólar em patamar forte, fatores que historicamente limitam movimentos mais consistentes de alta em ativos de risco.

Além disso, o mercado continua atento à evolução das tensões no Oriente Médio. O conflito segue trazendo incerteza para os mercados globais, especialmente pelo impacto potencial sobre os preços do petróleo e, consequentemente, sobre a inflação. Esse ambiente tende a manter os investidores mais cautelosos, reduzindo exposição a ativos mais voláteis em momentos de maior estresse.

Do ponto de vista técnico, o Bitcoin segue em fase de consolidação após a forte correção observada no início do ano. O preço voltou a operar acima da região de US$ 70 mil, mas ainda encontra dificuldade para sustentar movimentos mais fortes de alta, refletindo a presença de vendedores em níveis superiores.

A estrutura recente mostra uma tentativa de formação de base, com o ativo oscilando dentro de uma faixa relativamente definida. A região próxima de US$ 68 mil a US$ 70 mil passa a funcionar como suporte de curto prazo, enquanto a zona entre US$ 72 mil e US$ 75 mil segue como principal área de resistência no momento.

Caso o fluxo comprador ganhe força, o Bitcoin pode voltar a testar níveis mais elevados ao longo da semana, com potencial para buscar a região próxima de US$ 78 mil a US$ 80 mil. Por outro lado, a manutenção do ambiente macro mais restritivo e eventuais aumentos na aversão ao risco podem levar o ativo a retestar níveis mais baixos, especialmente a faixa próxima de US$ 65 mil.

Diante desse cenário, o Bitcoin entra na semana em um ponto de equilíbrio entre recuperação técnica e cautela macro. O comportamento do ativo nos próximos dias deve continuar sensível tanto aos sinais do gráfico quanto à evolução do cenário global, especialmente no que diz respeito à política monetária americana e aos desdobramentos geopolíticos.

10h30

Ana de Mattos, Analista Técnica e Trader Parceira da Ripio

Análise do Bitcoin

Após atingir a máxima de US$ 71.100 no último sábado (21), o preço do Bitcoin iniciou um movimento de queda de mais de 5%. Este movimento fez com que a principal criptomoeda do mercado atingisse, até o mesmo desta publicação, a mínima de US$ 67.360.

Se houver continuidade da queda, haverá suporte de curto e médio prazo nos US$ 63.900 e US$ 53.300.

No entanto, caso entre fluxo comprador e reverta o movimento, as resistências estão nas faixas de preços de US$ 70.200 e US$ 74.800.

Análise do Ethereum

O preço do Ethereum atingiu a máxima de US$ 2.386 no dia 16 de março. No entanto, não houve sustentação do movimento de alta e o Ether caiu, voltando a ser negociado por US$ 2.023 até o momento.

Se houver continuidade da queda, os próximos alvos que atuarão como suporte estão nas faixas de preços de US$ 1.990 e US$ 1.747.

Caso entre força compradora e reverta o movimento, o ativo poderá buscar as resistências dos US$ 2.340 e US$ 2.390.

Análise da Dexe

O destaque de hoje vai para a Dexe, que entre os dias 10 a 23 de de março, ou seja, até o momento desta publicação, teve uma valorização de mais de 95%.

O preço da Dexe deixou de ser negociado por 3.96 e atingiu a máxima de US$ 7.74 no período acima citado.

Se houver continuidade da alta, o preço do ativo poderá buscar as regiões de liquidez dos US$ 9.20 e US$ 12.70.

No entanto, caso ocorra correção no preço, haverá suporte nos US$ 6.55 e US$ 5.32.

9h30

Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil

A escalada das tensões geopolíticas pode influenciar a forma como os mercados de energia continuam a moldar a alocação de capital em ativos globais. Com o petróleo Brent sendo negociado próximo de US$ 112 e novas ameaças à infraestrutura energética no Golfo, o petróleo volta a se tornar o principal sinal macroeconômico para as expectativas de inflação. A possibilidade de uma interrupção prolongada no fornecimento através do Estreito de Ormuz sugere que a pressão geopolítica pode continuar a adiar qualquer trajetória significativa de flexibilização, mesmo com as condições econômicas mais amplas permanecendo relativamente estáveis.

Os mercados estão respondendo por meio de um reposicionamento seletivo, em vez de uma fuga generalizada para ativos de segurança. Ouro e prata recuaram após o pico inicial, indicando que as condições de liquidez e a realização de lucros estão se sobrepondo, no curto prazo, aos fluxos tradicionais para ativos de proteção. Preços de energia mais elevados, rendimentos reais mais firmes e a incerteza em torno das respostas de política econômica estão criando um ambiente mais seletivo, no qual os ativos defensivos já não se movem de forma paralela.

Os ativos digitais refletem esse mesmo ajuste. A queda do Bitcoin para a faixa dos US$ 68.000 e a retração do Ethereum, acompanhadas por liquidações mais amplas, sugerem que o mercado cripto continua fortemente atrelado às condições de liquidez macro em momentos de estresse geopolítico. Embora a pressão de curto prazo seja impulsionada pela redução de alavancagem e por um posicionamento mais cauteloso, os ativos digitais continuam sendo negociados dentro de um contexto mais amplo, no qual os preços do petróleo, as expectativas de juros e os sinais de inflação influenciam cada vez mais a rotação de capital entre portfólios.

9h10

Análise de Sarah Uska

Na última semana, o mercado de criptomoedas foi influenciado principalmente pelo aumento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã e pelos seus desdobramentos nos mercados globais. A alta do petróleo, diante do risco de interrupções na oferta, reforçou preocupações com inflação e aumentou a cautela dos investidores. 

Ao mesmo tempo, o ouro passou por um movimento de correção, o que chama atenção em um ambiente de maior incerteza. Nesse contexto, o Bitcoin acompanhou o cenário mais defensivo, chegando a operar próximo de $67 mil ao longo da semana e registrando leve recuo no período. Os dados internos mostram um mercado dividido. O índice de medo e ganancia permaneceu em 33, indicando predominância de cautela. As reservas de Bitcoin em exchanges continuaram em queda ao longo da semana, sugerindo retirada de ativos e menor pressão estrutural de venda. 

Por outro lado, os fluxos dos ETFs de Bitcoin perderam força na segunda metade do período, com saídas líquidas nos dias finais, o que ajuda a explicar a perda de tração do preço. O aumento das liquidações também reforça um ambiente mais sensível, com maior uso de alavancagem e movimentos mais bruscos no curto prazo. Nos Estados Unidos, o cenário segue pressionado pela perspectiva de juros elevados por mais tempo. 

O mercado continua precificando a manutenção das taxas na próxima reunião do Federal Reserve, o que limita o apetite por ativos de risco e mantém o Bitcoin mais conectado às condições globais de liquidez. Ainda assim, o adiamento de uma possível escalada militar por parte dos EUA trouxe alívio momentâneo, permitindo uma recuperação do ativo para níveis próximos de $71 mil, evidenciando a rapidez com que o mercado reage a mudanças no cenário externo. Para a próxima semana, o mercado deve continuar sensível ao noticiário internacional. 

O ambiente ainda é de cautela, mas sem sinais claros de deterioração estrutural. A combinação de menor oferta em exchanges, fluxo institucional ainda presente, embora mais instável, e forte reação a eventos externos sugere um cenário de volatilidade elevada, com riscos no curto prazo, mas também oportunidades caso haja alívio nas tensões ou mudança nas expectativas sobre juros nos Estados Unidos. Sarah Uska, Analista de Criptoativos

9h

Marco Aurélio, CIO da Vault Capital

O movimento recente do Bitcoin seguiu exatamente o plano que vínhamos construindo, mas apenas pela metade.O primeiro passo foi feito com sucesso: rompemos os 70.700 e fechamos acima, validando força no curto prazo.O problema veio depois. A segunda etapa que daria consistência ao movimento, não aconteceu.

O ideal seria o mercado subir, ser rejeitado e voltar para transformar os 70.700 em suporte. Em vez disso, perdemos força e fechamos o semanal abaixo dos 70k, o que enfraquece a estrutura no curto prazo.

A correção não veio por fraqueza do Bitcoin, mas sim por uma mudança brusca no macro.

No final de semana, Trump elevou o tom contra o Irã, exigindo a reabertura do Estreito de Ormuz e ameaçando ataques diretos a instalações energéticas. A resposta do Irã veio no mesmo nível, elevando o risco de escalada:

Possível fechamento completo do Estreito

  • Ataques a infraestruturas críticas no Oriente Médio

  • Mudança de postura militar para ofensiva

  • Sinalização de resistência prolongada

O mercado rapidamente começou a precificar um cenário mais extremo.

Com o petróleo acima de US$ 100, as expectativas de inflação subiram, e junto com isso mudou também a leitura sobre juros. O que antes era um cenário de cortes agora começa a migrar para algo mais neutro ou até mais restritivo.

Hoje já vemos o mercado considerando possibilidade de alta de juros até 2026, algo que até pouco tempo atrás nem estava no radar.

A queda recente limpou bem a faixa entre 67k e 69k, removendo excesso de alavancagem e deixando o mercado mais leve. Isso não destrói a estrutura, apenas ajusta.

Edit the caption here or remove the text

Acima, a região dos 75k continua sendo o principal nível, funcionando como call wall e ponto de maior oferta. Foi uma região testada e bem defendida.Se o mercado melhorar um pouco o humor, existe espaço para voltar a testar esse nível.

E aqui entra o ponto mais importante: tempo.

Quanto mais nos aproximamos do dia 27 de março, mais relevante isso se torna. A liberação de gamma nessa data tende a destravar o mercado, facilitando movimentos mais limpos e rompimentos mais consistentes.

Mesmo com o cenário pesado, já começamos a ver pequenas mudanças.

fallback

No presente momento surgiram notícias de possível adiamento de ataques ao Irã, e o mercado reagiu rapidamente. O Russell chegou a subir quase 5% em menos de uma hora.

Isso mostra um ponto importante: o mercado está posicionado para o pior cenário.

E quando isso acontece, qualquer notícia menos negativa já é suficiente para gerar movimentos fortes na outra direção.

O que pode mexer com o mercado

A semana ainda tem alguns dados que podem trazer volatilidade:

PMI Global de Serviços

Estoques de petróleo dos EUA

Níveis importantes 

O mercado agora gira em torno de três zonas:

Acima — onde o mercado quer chegar

75k → principal região de oferta (call wall)

Centro — onde a decisão acontece

70.700 → nível chave que define o cenário 70k → região psicológica imediata

Abaixo — onde o mercado se reorganiza

68k → primeiro suporte relevante

65k → suporte mais forte em caso de estresse

60k → put wall

O mercado saiu de uma estrutura técnica positiva e entrou em um ambiente dominado pelo macro. A correção recente foi muito mais uma reação ao risco geopolítico e à inflação do que uma mudança estrutural no Bitcoin. Ao mesmo tempo, o mercado já começa a precificar um cenário próximo do pior caso.

E é justamente nesses momentos que surgem as melhores oportunidades.A estrutura ainda está sensível, mas não quebrada.Se o macro aliviar, o movimento de volta para os 75k pode acontecer mais rápido do que parece.

6h10

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 23/03/2026, está cotado em R$ 364.953,78. Os touros falharam em transformar US$ 70 mil em suporte, porém, vem estabelecendo a mínima em US$ 68 mil, o que significa uma mínima mais alta do que a registrada em fevereiro e isso pode impulsionar uma nova perna de alta em abril, que ai sim pode estabelcer US$ 70 mil como suporte.

Bitcoin análise técnica

Mike Ermolaev, analista e fundador da Outset PR, destaca que a estrutura de fluxos do Bitcoin na Binance começa a mostrar sinais mais construtivos.

Segundo ele, a soma de 30 dias das entradas de BTC de baleias caiu para US$ 3,6 bilhões, bem abaixo do pico de US$ 8,95 bilhões registrado em 20 de fevereiro. Mais importante, esse valor agora está abaixo da mínima de 2 de abril de 2025, de US$ 3,83 bilhões.

Essa é uma mudança relevante. Entradas de baleias em exchanges costumam indicar moedas se aproximando de uma possível venda. Quando esse indicador cai de forma tão acentuada, isso sugere que uma das principais fontes de pressão vendedora do Bitcoin está diminuindo.

Ele também afirma que no gráfico de entradas na Binance por idade dos holders, o depósito mais recente relevante ocorreu em 13 de março, quando o grupo de detentores de curto prazo (1 semana a 1 mês) enviou 305 BTC para a exchange.

De acordo com o analista, os detentores de curto prazo (STH) tendem a agir de forma mais emocional do que grandes investidores ou holders mais antigos. Eles costumam vender próximos dos fundos locais e se tornam mais agressivos perto dos topos. Por isso, quando são esses participantes que enviam BTC para exchanges, enquanto as entradas de baleias permanecem fortemente reduzidas, isso pode indicar que a pressão de venda restante vem de “mãos fracas”, e não de uma distribuição ampla por investidores mais sofisticados.

Essa diferença é importante. Se as baleias ainda estivessem enviando grandes volumes de BTC para a Binance, a estrutura pareceria muito mais pesada. No entanto, os dados atuais mostram o contrário: a oferta de grandes detentores nas exchanges está diminuindo, enquanto a atividade recente vem dos STH.

Esse tipo de mudança costuma apontar para exaustão dos vendedores.

Isso não garante uma alta imediata, mas sugere que o mercado já não enfrenta o mesmo nível de pressão vendedora por parte dos grandes players. E quando mãos fracas vendem enquanto as baleias recuam, o cenário costuma indicar mais um momento de medo tardio do que a formação de um novo topo.

Portanto, o preço do Bitcoin em 23 de março de 2026 é de R$ 364.953,78. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0027 BTC e R$ 1 compram 0,0000027 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 23 de março de 2026, são: DeXe (DEXE), Memecore (M) e Dash (DASH), com altas de 16%, 8% e 5% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 23 de março de 2026, são: Ether.fi (ETHFI), Quant (QNT) e Bitget Token (BGB), com quedas de -10%, -8% e -7% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.