Pix, explicado

Cointelegraph Brasil
17 NOV 2020
Pix, explicado

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1.

O que é o Pix?

O Pix é o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo BC para substituir os atuais sistemas DOC e TED, que vigoram há décadas no país. O sistema tem como objetivo oferecer serviços mais baratos e rápidos.

Além de funcionar o dia todo e aos fins de semanas e feriados, vai também cortar radicalmente os custos por operação.O Pix será oferecido tanto por bancos quanto por fintechs, com transações e pagamentos sendo concluídas em até 10 segundos, com o custo de R$ 0,01 a cada 10 operações. Entre pessoas físicas, as transferências serão gratuitas.

O cadastro de pessoas físicas e jurídicas no sistema já começou, com instituições financeiras disputando os dados únicos de clientes, em especial número de telefone celular e CPF. 
 

2.

O que muda para as empresas de criptomoedas com o Pix?

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil, deve ser lançado oficialmente em 16 de novembro. Mas o cadastramento das chaves, iniciado dia 05 de outubro, deu uma amostra sobre o potencial que o sistema tem de revolucionar todo o sistema de transferências, compensações e de débito no país. Mais de 25 milhões de chaves foram cadastradas em uma semana.  

Assim como ocorre no mercado de criptomoedas, o Pix deve funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana, influenciando toda a rede de pagamentos que hoje opera no Brasil. Mas qual a grande revolução do Pix? Quais os impactos para a população e para investidores e empresas de criptomoedas?
 

3.

O que vai acontecer com o DOC e o TED?

No caso dos sistemas DOC e TED, as transferências só podem ser feitas em horário de expediente bancário, sem possibilidade de transferência nos finais de semana. 

O DOC, por exemplo, é compensado no dia seguinte à transferência, enquanto a TED é compensada na mesma hora, desde que dentro do período de expediente bancário. Os dois sistemas sofrem críticas por serem muito caros, demorados, e por não oferecerem alternativas à população.

No sistema TED, por exemplo, cada transferência eletrônica custa mais de R$ 18 quando feita de forma digital e mais de R$ 24 quando feita pessoalmente nas agências bancárias.

Com isso, o Pix vem para resolver os gargalos dos sistemas antigos, e deve aposentar tanto o DOC quanto o TED.

Com o impacto nos sistemas DOC e TED, os depósitos e saques em empresas de criptomoedas também devem mudar radicalmente a partir do Pix.
 

4.

Quanto custa o Pix?

O Banco Central determinou que o Pix será gratuito para transferências entre pessoas físicas. Já as transações e pessoas jurídicas entre empresas não tiveram os valores divulgados, mas as transações custarão centavos.

Como noticiado pelo Cointelegraph Brasil, o Banco Central definiu regras na cobrança de taxas através da Resolução BCB nº 19/2020. Além da gratuidade para pessoas físicas, a Resolução estabelece a proibição na cobrança de taxas  no Pix para empresários individuais (MEIs) em envio de recursos, com finalidades de transferência e de compra; e para o recebimento de recursos, com a finalidade de transferência.

As cobranças para pessoas físicas e MEIs também poderão ocorrer em caso de recebimento de recursos com a finalidade de compra, enquanto que as pessoas jurídicas serão cobradas quando houver transferências envolvendo prestação de serviços relacionados ao recebimento ou pagamento de recursos.
 

5.

Como serão feitas as transferências pelo Pix?

Muitos bancos digitais e fintechs já iniciaram o cadastro das chaves no Pix e dão mostras de como o sistema funcionará assim que entrar em vigor.

Cada usuário terá que cadastrar uma chave no PIX, o que vai simplificar as formas de transferências. Se hoje é preciso conta, agência, CPF e nome completo, a partir do Pix o preenchimento da chave única já vai identificar a conta cadastrada para transmissão do dinheiro.

As chaves podem ser o e-mail, número de telefone, CPF ou uma sequência aleatória criada pelo próprio Pix. Cada pessoa física poderá ter cinco chaves em uma mesma conta e a mesma chave não poderá ser usada em contas diferentes.

O Pix também pode ser usado sem as chaves, da mesma forma que hoje a população usa para transferências, com banco, nome, agência, conta corrente e CPF.
 

6.

Como as empresas de criptomoedas vão participar do Pix?

As empresas de criptomoedas no Brasil estão planejando uma série de produtos para atuar no Pix como agentes de pagamentos. Além das mudanças nos prazos de saque e depósito, que devem beneficiar os usuários de criptomoedas com mais agilidade, o lançamento do Pix também vai permitir o desenvolvimento de novos produtos na criptoesfera.

O Capitual, primeiro banco digital do país a oferecer uma carteira integrada de criptomoedas e real, é um dos exemplos de bancos digitais em processo de integração com o Pix. O Capitual também vai processar os depósitos e pagamentos em real para clientes da Binance, a maior exchange do mundo, no Brasil, através do Pix.

Na era pré-Pix, exchanges, negociantes de P2P e usuários cripto sofreram com a falta de segurança regulatória do mercado, muitas vezes tendo suas contas bancárias bloqueadas ou encerradas somente por negociar criptomoedas.

Com o lançamento do Pix, este cenário muda radicalmente, até mesmo para a instituição responsável pelo sistema de compensações instantâneas: o Banco Central. 

Segundo o presidente do banco, Roberto Campos Neto, o lançamento do Pix neste ano e do Open Banking - vai permitir a portabilidade dos dados financeiros da população em uma só plataforma - e abrir caminho para o desenvolvimento de uma criptomoeda nacional no país.
 

7.

Como acessar o sistema financeiro e de criptomoedas com o PIX?

Só instituições financeiras e de pagamentos com mais de 500 mil contas ativas terão a obrigação de oferecer o PIX. Apesar disso, muitas fintechs brasileiras já estão inscritas no sistema para oferecer o PIX para seus clientes a partir de 16 de novembro.

Outra novidade, do Capitual, é que cada usuário terá um número de agência e conta exclusivos, que também integrará o PIX.

O Capitual possibilita acesso a todos os serviços bancários tradicionais, para além dos serviços de criptomoeda já disponíveis na plataforma.

Além dos serviços bancários e cripto, os clientes do Capitual também têm disponível a opção de um cartão de débito Mastercard vinculado à conta, podendo usar tanto os fundos em real quanto em criptomoedas para pagamentos 24 horas por dia, 7 dias por semana através do Pix.

Saiba tudo sobre o Capitual aqui.