O maior banco da Venezuela, o Banco de Venezuela (BDV), adicionou suporte à controversa moeda digital do país, o Petro.

Banco da Venezuela sugere carteira cripto

Conforme o relato do Decrypt, agência de notícias sobre criptomoedas, de 13 de setembro, os clientes do BDV deram de cara com uma nova seção em sua conta bancária on-line dedicada a criptomoedas.

No momento, a publicação afirma que a única carteira de cripto atende apenas ao Petro, mas como a seção aparece como "em desenvolvimento", especulações sugerem que mais tokens podem ser seguidos.

O Petro, lançado pelo governo venezuelano, está atrelado às reservas de petróleo do país. Objeto de crítica desde o início, o Petro posteriormente enfrentou sanções internacionais depois que surgiram suspeitas de que o governo o estava usando para fugir das sanções existentes.

Negociação de Bitcoin atinge 120 bilhões de bolívares

Como o Cointelegraph reportou, a Venezuela está se tornando cada vez mais dependente de criptomoedas descentralizadas, como o Bitcoin (BTC), pois outras alternativas se mostram não confiáveis.

A gigantesca inflação que afeta a moeda nacional, o Bolivar Soberano (VES), continua quebrando recordes de negociação na exchange de bitcoins P2P Localbitcoins.

Na semana que terminou em 7 de setembro, período mais recente para o qual há dados disponíveis, os venezuelanos negociaram mais de 120 bilhões de VES por Bitcoin.

 

 

Volumes de negociação semanal no LocalBitcoins por Bolívares Soberanos (VES). Fonte: Coin Dance

O BDV ainda não comentou publicamente seus planos, acrescenta o Decrypt, o que o tornaria o primeiro banco venezuelano a apoiar oficialmente a criptomoeda.