A Polícia Civil de São Paulo comandou na última quinta-feira uma operação para cumprir ordens judiciais contra exchanges de Bitcoin e criptomoedas suspeitas de fraude em São Paulo e Diadema.

A operação comandada pela 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração, Combate à Corrupção e Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) faz parte a “Operação Exchange” e cumpriu 6 mandados de busca.

As empresas não tiveram os nomes divulgados, mas a suspeita é de que as empresas usavam "laranjas" para transferir grandes quantias entre si e também usavam empresas de fachada para comandar fraudes.

As investigações apontam que em 5 meses as empresas movimentaram R$ 10 milhões em criptomoedas e 6 das empresas de fachada compraram no mesmo período mais R$ 15 milhões em criptoativos. Em nota, a Polícia Civil explicou o caso:

"Acredita-se que as corretoras investigadas, que não promovem mínima verificação da legitimidade das instituições com quem negocia, tampouco a origem dos valores transacionados, valem-se do mercado negro para obter lucro e dar aspecto lícito ao dinheiro recebido, operando conscientemente em favor de uma organização criminosa destinada à lavagem de capitais por meio de criptomoedas, ou seja, as operações destinam-se ao envio de dinheiro para empresas no exterior (Offshores) com posterior repatriação por meio de simulação de operações de vendas ou de prestação de serviços."

Os mandados judiciais determinaram o bloqueio e sequestro de valores de 2 pessoas físicas e 17 empresas, totalizando R$ 172 milhões bloqueados.

Como noticiou o Cointelegraph Brasil, recentemente a Justiça brasileira passou a aceitar a penhora de criptomoedas para o pagamento de dívidas trabalhistas.

Em outra operação das autoridades nesta semana, a Receita Federal apreendeu mineradores de criptomoedas na fronteira entre Brasil e Paraguai.

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