O Ministério Público da União (MPU) por meio da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) vai ministrar para seus servidores um curso de aperfeiçoamento chamado “Criptoativos e blockchain para o MPU”.

Segundo o MPU o objetivo do curso é que o participante estajá apto a lidar com situações práticas que envolvem criptoativos e blockchain, como pirâmides financeiras, busca e apreensão, penhora, depósito e alienação de criptoativos.

No total são 260 vagas destinadas a membros e servidores do MPU.

"O curso atende a uma demanda de capacitação de membros e servidores do MPU, tendo em vista, de um lado, a crescente importância e aplicabilidade da tecnologia blockchain (para o registro de informações, p. ex.) e, do outro, o volume crescente de problemas sob atribuição do MPU que envolvem criptoativos (principalmente bitcoin), tais como pirâmides financeiras e persecução patrimonial.", destaca o MPU.

O treinamento será realizado nos dias 7, 9, 10 e 11 de dezembro, das 14h às 16h, na modalidade a distância, com carga horária de 8h/a. 

Investigações

Recentemente investigações sobre  Bitcoin e criptomoedas foi um dos temas principais de uma reunião organizada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que é considerado o grupo que reúne as principais autoridades investigativas do Brasil.

No evento, o Delegado de Polícia Civil de Goiás Vytautas Fabiano Silva Zumas, coordenador do Núcleo de Operações com Criptoativos da Coordenação Geral de Combate ao Crime Organizado da SEOPI/Ministério da Justiça e Segurança Pública, abordou crimes praticados com Bitcoin e criptoativos.

O GNCOC é composto por Promotores e Procuradores de Justiça e da República integrantes dos GAECOS (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de todos os estados do país e têm como objetivos o combate à corrupção, facções criminosas e lavagem de dinheiro.

No evento, o Delegado Vytautas (que também coordena a plataforma blocksherlock.com) falou sobre criptoativos como catalisadores de atividades criminosas e abordou tópicos como origem, aspectos técnicos, tipologias de lavagem, competência e rastreabilidade dos ativos.

Vytautas com a colaboração de Ana Paula Bez Batti, Procuradora da Fazenda Nacional lançaram a plataforma BlockSherlock, uma iniciativa inédita no Brasil que conecta investigações envolvendo Bitcoin e criptomoedas.

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