Cointelegraph
DOGE$0.07968 0.35%
TRX$0.3331 1.18%
LINK$12.05 0.42%
ZEC$1,131.53 2.90%
ADA$0.2207 0.52%
XRP$1.29 0.04%
ETH$2,416.42 0.56%
BTC$82,006.37 0.59%
XMR$584.16 5.32%
BNB$723.34 0.42%
XLM$0.1784 0.12%
SOL$104.21 0.07%
HYPE$79.14 0.28%
Escrito por Walter BarrosEx-redatorRevisado por Lucas CaramEx-editor

Polícia de Alagoas desarticula mineradora clandestina de Bitcoin suspeita de furtar R$ 750 mil em energia

Últimas NotíciasPublicado12 de jan. de 2026

Estrutura utilizava 200 mil kWh, o equivalente ao consumo moderado de aproximadamente mil residências, segundo a polícia.

police-in-alagoas-dismantle-illegal-bitcoin-mining-operation-suspected-of-stealing-r-750-000-worth-of-electricity

Resumo da notícia:

  • Fazendas de mineração de Bitcoin no interior de Alagoas usavam água do Rio São Francisco para sistema de refrigeração.
  • Estrutura desarticulada consumia cerca de 200 mil kWh, o equivalente ao consumo moderado de aproximadamente mil residências.
  • Energia furtada totalizou cerca de R$ 750 mil em apenas cinco meses de operação ilegal, segundo a polícia.

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) desarticulou na última sexta-feira (9) quatro fazendas de mineração ilegal de Bitcoin (BTC) na zona rural do município de Porto Real do Colégio, no interior do estado, com alto consumo energético e de água, segundo a polícia.

De acordo com a polícia, durante a ação coordenada pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), com apoio tático e operacional da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), foram localizados e apreendidos diversos equipamentos tecnológicos de alta performance, voltados à mineração, como Circuitos Integrados de Aplicação Específica (ASICs, na sigla em inglês).

As investigações apontaram que a estrutura montada utilizava furto de energia elétrica em larga escala, por meio de ligações diretas e ilegais à rede de distribuição, além de bombeamento irregular de água do Rio São Francisco, já que os equipamentos demandam muito consumo de água para refrigeração dos ASICs.

O delegado Thales Araújo, diretor da Dinpol, frisou que a atividade de mineração de criptomoedas, por si só, não é ilegal, porém as condições em que as fazendas foram instaladas e operadas eram ilícitas.

As estruturas eram alimentadas por ligações clandestinas, os chamados ‘gatos’, em todos os locais descobertos, disse.

Ele acrescentou que o consumo ilegal de energia, elemento central nesse tipo de exploração criminosa, era de tamanho vulto que causava instabilidade e picos de energia nos arredores, provocando a queima de aparelhos eletrodomésticos e prejuízos significativos à população inocente.

Uma operação de mineração regularizada exige alto investimento em maquinário e elevados custos de manutenção. No caso em tela, estimamos que a estrutura desarticulada consumia cerca de 200 mil kWh, o equivalente ao consumo moderado de aproximadamente mil residências, gerando um prejuízo mensal estimado em R$ 155 mil em energia furtada, totalizando cerca de R$ 750 mil em apenas cinco meses de operação ilegal, detalhou.

O delegado acrescentou que, via de regra, esse tipo de atividade criminosa costuma estar associado a outros delitos, como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, que seguem sob investigação da Polícia Civil. As apurações continuam com o objetivo de identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los criminalmente.

Recentemente, um colombiano também foi preso na Amazônia por lavagem de dinheiro através de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegrph Brasil.

A Cointelegraph está comprometida com um jornalismo independente e transparente. Este artigo de notícias é produzido de acordo com a Política Editorial da Cointelegraph e tem como objetivo fornecer informações precisas e oportunas. Os leitores são incentivados a verificar as informações de forma independente. Leia a nossa Política Editorial https://cointelegraph.com.br/editorial-policy

Mais sobre o assunto