A empresa especializada em caixas eletrônicos (ATM) de criptomoedas, a Coin Cloud, anunciou uma parceria com uma das maiores redes de shoppings do Brasil, a BR Malls. A parceria vai permitir a implementação de 15 ATMs de criptoativos nos shoppings da administradora.

Desta forma os usuários de Bitcoin (BTC) e criptoativos vão poder comprar e vender suas criptomoedas nos principais shoppings centers do país. A parceria firmada agora começou no ano passado a partir de um teste piloto realizado em dois empreendimentos da BR Malls.

“Os equipamentos físicos captam pessoas que não se sentem confortáveis em investir de forma totalmente digital ou ainda não conhecem as criptomoedas, como jovens que demonstram interesse por este mercado, mas não tiveram contato com o mundo financeiro", disse Isabela Rossa, Country Manager da Coin Cloud no Brasil.

Rossa destaca que os ATMs atraem um público diferente e que o intuito da empresa é educar sobre o que é ter criptomoedas e oferecer sentimento de segurança, com um negócio tangível para a transação.

Os valores mínimos são de R$ 10 para compras e R$ 50 para vendas.

Segundo um levantamento do Coinatmradar, agora existem mais de 27.262 caixas eletrônicos e caixas que oferecem serviços de câmbio cripto-fiat em 74 países, mais que o dobro do número registrado em setembro de 2020. No Brasil, atualmente, segundo o portal, são cerca de 21 ATMs de criptomoedas.

Associação

Recentemente os principais operadores de ATMs de Bitcoin nos Estados Unidos anunciaram que estão unindo forças para combater atividades ilícitas relacionadas a ATMs de Bitcoin.

Os operadores de ATMs Bitcoin DigitalMint e Coinsource lançaram a Cryptocurrency Compliance Cooperative (CCC), uma nova associação que visa estabelecer padrões de conformidade para a indústria de ATMs Bitcoin.

O novo esforço de conformidade foi  lançado com o apoio de grandes empresas de análise de blockchain, como Chainalysis e Elliptic, entre seus 15 membros iniciais. 

A associação visa especificamente ATMs Bitcoin para garantir a conformidade com Know Your Customer (KYC) e Anti-Money Laundering (AML), uma vez que este tipo de ATMs é frequentemente associado à falta de requisitos KYC.

“Infelizmente, muitos operadores de BTM acham que apenas pedir um número de telefone celular é diligência suficiente para absolvê-los de seus requisitos obrigatórios de KYC”, disse o chefe de conformidade da Coinsource, Bo Oney.

“Tais disposições frouxas fornecem um refúgio seguro para que atores mal-intencionados abusem das máquinas para fins nefastos. O CCC está buscando reforçar os requisitos regulatórios para o benefício de todos os usuários e operadoras de BTM. Isso exigirá a contribuição dos mais experientes do setor, todos com o objetivo de tornar o espaço de dinheiro para criptografia o mais seguro possível para os consumidores ”, acrescentou.

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