O banco digital e unicórnio brasileiro Nubank pode superar o Banco do Brasil em 2023, segundo uma pesquisa recente da XP publicada pelo NeoFeed.

O relatório chama o Nubank, que tem 35 milhões de clientes no Brasil, de "ameaça roxa", e retrata o crescimento da fintech brasileira nos últimos anos.

Só em 2020, o Nubank registrou a chegada de 13 milhões de clientes, alçando o banco digital ao posto de quinto maior banco do país em número de clientes. O estudo diz:

“À medida que o banco aumenta sua base de clientes em mais de 1 milhão de clientes por mês, o Nubank deve atingir o líder de mercado de 200 anos em seu décimo ano de vida”

Hoje, o líder de clientes no país é justamente o mais longevo banco brasileiro, o Banco do Brasil, fundado ainda no Brasil-Impédio. O BB é seguido por gigantes bancários como Bradesco, Itaú e Santander, com o Nubank fechando o Top 5.

Em outras métricas, o Nubank vai além: a fintech é a maior em número de usuários mensais de aplicativos bancários e já reúne 5% do volume total de pagamentos.

No âmbito digital, o Nubank é o maior player do mercado brasileiro, com 21 de usuários ativos por mês, quase o dobro do Itaú, segundo colocado com 11 milhões de usuários.

No sistema de transações instantâneas do Banco Central, o Pix, o Nubank tem 24% das primeiras 34 milhões de chaves cadastradas no sistema.

Além disso, quase todos os grandes players bancários do país perderam participação no mercado, enquanto o Nubank cresceu.

Apesar do crescimento nos números, o relatório lembra que o Nubank não é lucrativo, pelo menos por enquanto. Em 2020, o banco registrou prejuízo de R$ 230 milhões, valor 26% menor do que em 2019:

“Embora não tenhamos dados para ter uma opinião, a mudança pode sugerir que o Nubank é capaz de alavancar operacionalmente e/ou desfrutar da rentabilidade de clientes antigos”

Primeiro unicórnio entre as startups brasileiras, o Nubank recebeu investimentos de US$ 400 milhões em janeiro deste ano em uma rodada de investidores. O investimento elevou a avaliação do banco digital para US$ 25 bilhões.

O banco já vale mais do que o Banco do Brasil em capitalização de mercado, com R$ 139 bilhões na conversão do dólar atual, mas está atrás do Itaú, com R$ 250 bilhões, e do Bradesco, com R$ 211 bilhões.

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