Agora investidores brasileiros que desejam ter exposição ao Bitcoin mas desejam algum 'atestado' de segurança, podem fazer isso a partir de R$ 1 mil já que a QR Asset Management anunciou esta semana a redução de R$ 50 mil para R$ 1 mil no investimento mínimo para entrada no primeiro fundo integral de bitcoin do Brasil, o QR BTC MAX.

Segundo um comunicado enviado ao Cointelegraph, a gestora explica que a decisão foi motivada pelo cenário político e econômico nacional, além de atender a pedidos de clientes dispostos a investir valores inferiores no fundo que tem aprovação da Comissão de Valores Mobiliários, CVM.

Para Fernando Carvalho, CEO da QR Capital, holding controladora da QR Asset Management, o investidor precisa de uma porta de entrada mais acessível para diversificar a carteira.

"Tendo em vista o cenário de incerteza no país, queremos ampliar o acesso dos investidores ao bitcoin com todas as facilidades que o fundo oferece. Consideramos o ativo essencial para aqueles que querem se proteger da variação cambial e da desvalorização do real", disse.

Ainda segundo Carvalho, com um investimento mínimo mais acessível, o investidor não precisa alocar uma porcentagem muito alta da carteira.

"Neste momento de crise em que políticas monetárias e fiscais se aceleram. Ter um ativo que oferece um duplo hedge é um diferencial importante para a carteira do investidor. Além disso, a gestora também busca atender aos pedidos dos clientes por um investimento mínimo menor", destacou.

Mercado acirrado

O mercado de fundos de investimento com exposição em criptoativos ganhou um novo fundo que conseguiu aprovação na Comissão de Valores Mobiliários, CVM, o "Bohr Arbitrage Cripto Fundo de Investimento Multimercado.

"O Fundo Bohr cria valor graças a estratégias que exploram ineficiências do mercado e que estão ligadas a alta volatilidade dos criptoativos, com baixa exposição e correlação ao mercado. Isso se dá em parte pela própria natureza dos criptoativos, que não tem um valor fundamental, o que faz com que seu preço dependa muito da oferta e da demanda", declarou recentemente Renato Ramalho, CEO da KPTL.

Além disso Ramalho destaca que este paradigma não deve mudar em 2021 e que a volatilidade do mercado deve continuar muito elevada, possibilitando oportunidades de ganhos e geração de valor.

"Para o fundo, isso significa uma performance alinhada com 2020, com índice Sharpe próximo de 3, com volatilidade controlada (cerca de 12% no fundo "master" offshore), e retornos acima de 20% em dólar”, finaliza.

Diferente dos demais fundos com exposição em criptoativos no Brasil, o Bohr não tem uma posição fixa em criptomoedas mas trabalha com oportunidades de trade e arbitragens.

Confira a rentabilidade dos fundos de investimento com exposição em criptoativos no Brasil

FUNDO NO MÊS 3 MESES
BOHR ARBITRAGE CRIPTO FIM IE 1,70% 10,73%
QR BTC MAX FIM IE 7,51% 159,86%
QR BLOCKCHAIN ASSETS FIM IE 7,21% 107,29%
VTR QR CRIPTO FIM IE 8,03% 122,38%
VITREO CRIPTOMOEDAS FIC FIM INVESTIMENTIMENTO EXTERIOR 7,96% 120,45%
VITREO CRIPTO METALS BLEND FIC FIM 2,51% 22,36%
HASHDEX CRIPTOATIVOS DISCOVERY FIC FIM 0,59% 23,00%
HASHDEX CRIPTOATIVOS EXPLORER FIC FIM 1,13% 48,32%
HASHDEX CRIPTOATIVOS VOYAGER FIM IE 2,80% 137,62%
HASHDEX BITCOIN FULL 100 FIC FIM IE 6,13% 161,43%
HASHDEX OURO BITCOIN RISK PARITY FIC FIM 2,64% 12,49%
HASHDEX CRIPTOATIVOS I FIM 0,59% 23,04%
HASHDEX BITCOIN I FIM IE 6,14% 162,76%
HASHDEX CRIPTOATIVOS II FIM 1,13% 48,26%
BLP CRIPTOATIVOS FIM 0,52% 17,31%
BLP CRYPTO ASSETS FIM IE 0,78% 107,67%
CDI (Benchmark) 0,02% 0,46%

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